sexta-feira, 7 de novembro de 2014

VERBO: IMPLICAR é transitivo direto ou indireto?

-- Gostaria de saber qual é a transitividade do verbo implicar na frase: a aceitação desta proposta não implica “na” contratação de serviços futuros. A.P., Brasília/DF

-- Gostaria que esclarecessem a seguinte dúvida: implicar é transitivo direto ou indireto? Já vi o referido verbo empregado das duas formas e não sei qual é a tecnicamente correta. Ex: 1) A contratação de funcionários qualificados implicará em gastos excessivos. OU 2) ...implicará gastos excessivos. G.C., São Paulo/SP

No sentido de “ter como consequência, resultar, acarretar, originar, pressupor, exigir, tornar necessário”, o verbo implicar é transitivo direto, devendo ser usado sem a preposição:

Maior consumo implica mais despesas.

Combater a desigualdade implica adotar medidas drásticas neste momento.

A contratação de funcionários qualificados implicará gastos excessivos.

A aceitação desta proposta não implica a contratação de serviços futuros.

Os novos estágios de modernidade na arquitetura não implicam a destruição de épocas passadas.

A utilização de energia nuclear implicaria riscos tremendos.

No entanto, por analogia com três verbos de significação semelhante mas de regência indireta, quais sejam, resultar em, redundar em, importar em, o verbo implicar passou a ser usado com a preposição “em”, sem que nosso ouvido encontrasse nisso alguma estranheza. Tanto é assim que no Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Pedro Luft, está registrado “TI: implicar em algo”, com a observação de que essa regência é um brasileirismo já consagrado e “admitido até pela gramática normativa”.

Aberta a concessão, nós brasileiros vamos aceitar como correta a regência indireta do verbo implicar nas mesmas frases:

Maior consumo implica em mais despesas.

Combater a desigualdade implica em adotar medidas drásticas neste momento.

A contratação de funcionários qualificados implicará em gastos excessivos.

A aceitação desta proposta não implica na contratação de serviços futuros.

Os novos estágios de modernidade na arquitetura não implicam na destruição de épocas passadas.

A utilização de energia nuclear implicaria em riscos tremendos.



Contudo, se na prática valem os dois usos – e até por uma questão de economia – é melhor deixar a preposição de fora, não é mesmo? Para mim a frase geralmente soa melhor sem a preposição, mas nem sempre – cada caso é um caso.

Outra coisa: seja qual for sua escolha, mantenha a coerência quando usar o verbo implicar com dois objetos diretos coordenados. Não se deve usar um objeto preposicionado e outro não, como neste exemplo: *A exigência das notas fiscais implicaria novos custos e também em operações humilhantes para muita gente. A solução é se valer só da regência inovada brasileira ou só da clássica:

A exigência das notas fiscais implicaria em novos custos e também em operações humilhantes para muita gente.

A exigência das notas fiscais implicaria novos custos e também operações humilhantes para muita gente.

Maria Tereza de Queiroz Piacentini 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Pronome Oblíquo: MIM - NÃO FAZ NADA!

USO DO PRONOME MIM:

1º) - JAMAIS vem na frente do VERBO NO INFINITIVO,
        ou seja, NÃO FAZ NADA:

Ex.: Este pirulito é para mim chupar. [ERRADO], mim não chupa!
O certo é: ESTE PIRULITO É PARA EU CHUPAR.

2º) - Usado nos FINAIS DE FRASE, com ponto final, com
        ponto de interrogação, com ponto de exclamação.

Ex.: Este pirulito é para MIM.
       Este pirulito é para MIM?
       Este pirulito é para MIM!

3º) - Usado antes de vírgula, NA ENTONAÇÃO DE PAUSA:
       Este pirulito é para MIM, mamãe?


USO DO PRONOME EU:
  Usado na frente do verbo do infinitivo, como sujeito:
Ex.: Este pirulito é para EU chupar.
        Esta tarefa é para EU fazer.
        Esta maçã é para EU comer.
        Este livro é para EU ler.

REVISÃO DO FUTURO DO SUBJUNTIVO - ENEM

DICA PARA VESTIBULAR - ENEM

:Falar bem e escrever bem:
   BCCCV INFORMA:

?//Prezados leitores, é nosso dever comunicar que, apesar de algumas pessoas não o empregarem, o FUTURO DO SUBJUNTIVO não MORREU!

VEJA:
  • a)- Quando eu pôr ou puser...?
  • b)- Quando eu ver ou vir Maria...?
  • c)- Quando eu vir ou vier ao trabalho...?
  • d)- Assim que ele reter ou retiver...?
Quantas dúvidas...
Qual a saída? Só há uma.
Segue um dica útil:
  • Conjugar o verbo no PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO, fixar-se na 3ª pessoa do plural (eles/elas), sem o am para conjugar o FUTURO DO SUBJUNTIVO.
 Vamos conferir?!? Trabalhamos com quatro dúvidas:
  • Verbo pôr;
  • Verbo ver;
  • Verbo vir;
  • Verbo reter.
1)- Quando eu pôr ou puser? (verbo pôr)
Pretérito Perfeito: Eu pus, ..., ele pôs, nós pusemos, ..., eles puseram (tirar o am).
Agora, conjugar o Futuro do Subjuntivoquando eu puser, quando você puser, quando nós pusermos, quando vocês puserem.
Portanto, o correto é: QUANDO EU PUSER.
2)- Quando eu ver ou vir? (ou assim que nos vermos ou virmos?) - (verbo ver).
Pretérito Perfeito: eu vi,... ele viu, nós vimos, ..., eles viram (tirar o am).
Agora, conjugar o Futuro do subjuntivo: Quando eu vir (ou assim que eu vir), Quando ele vir, Quando nós virmos, Quando eles virem.
Portanto, o correto é: Quando eu vir (ou assim que nós virmos).
3)- Quando eu vir ou vier? (verbo vir).
Pretérito Perfeito: eu vim, ...você veio, nós viemos, ... eles vieram (tirar o am).
Agora, conjugar o futuro do subjuntivo: Quando eu vier,
quando ele vier, quando nós viermos, quando eles vierem.
Portanto, o correto é: Quando eu vier. ---Cuidado! Este é o Verbo vir.
4)- Assim que ele reter ou retiver? (verbo reter).
Pretérito Perfeito: Eu retive, ...ele reteve, nós retivemos, ... eles retiveram (tirar o am).
Agora, conjugar o futuro do subjuntivo: Quando eu retiver, Quando ele retiver, Quando nós retivermos, Quando eles retiverem.
Portanto, o correto é: Quando ele retiver (ou assim que ele retiver).

terça-feira, 4 de novembro de 2014

JUVENTUDE - e sua sociologia:






              Groppo define ‘juventude’ como categoria social, situação social e como representação sociocultural cunhada pelos próprios indivíduos ou grupos considerados ‘jovens’ para dar significado ao comportamento e atitudes atribuídos à ‘juventude’. Foi a partir dos anos 50 que surgiu o conceito de ‘cultura juvenil’ para designar o universo comportamental próprio da juventude, mas o conceito se desenvolveu nos anos 60 em decorrência das manifestações juvenis da época, ganhando novas proporções com a ideia de conflito geracional provocado pelas mudanças sociais e culturais em curso na década.
                    Para Pais, entende-se por cultura juvenil um sistema de valores atribuídos à juventude, aos quais jovens de diferentes meios e condições sociais aderem, se diferenciando de acordo com a classe social e histórias de vida. Assim, diferentes juventudes e formas de interpretá-las podem ser agrupadas em duas correntes teóricas. A corrente geracional destaca o aspecto unitário da juventude, entendendo-a como uma ‘fase da vida’. Aqui, cultura juvenil se define pela relativa oposição à cultura das gerações anteriores. Em consequência, tende-se a atribuir à delinquência juvenil o desajustamento dos jovens ao comportamento preconizado pelos mais velhos já que a cada geração se identificam correntes de jovens que aceitam o que existe socialmente (tradições, instituições etc.) e os que se rebelam.

                 A corrente classista interpreta a juventude a partir da reprodução social entendida em termos da reprodução das classes, sendo a transição para a vida adulta determinada pelas desigualdades sociais. Aqui, as culturas juvenis são apresentadas como ‘culturas de resistência’, isto é, negociadas num contexto determinado pelas relações de classe. Para Pais, em ambas correntes, o conceito de cultura juvenil está associado ao de ‘cultura dominante’, pois uma se caracteriza pela oposição à cultura dominante das gerações mais velhas e outra pela resistência à cultura da classe dominante. Assim, nas duas correntes, cultura juvenil se caracteriza como subcultura e como procedimento de internalização de normas nos processos de socialização. Logo, a análise sociológica deve transitar entre as duas correntes (e seus diversos autores) de modo a abarcar os seus diversos aspectos - não excludentes - no sentido de captar a complexidade do fenômeno genericamente denominado ‘juventude’. 

ORTOGRAFIA: mais ERROS em placas

VERDADEIRO DESLEIXO COM O ESPELHO DE NOSSO PAÍS: A LÍNGUA PÁTRIA!
VEJAMOS:









ACESSÓRIOS tem acento. Paroxítona terminada em ditongo.  A palavra ACESSORIOS não existe.
EVANGÉLICA tem acento. Proparoxítona. EVANGELICA ESTÁ ERRADO.
APOSTÓLICA tem acento. Proparoxítona. APOSTOLICA ESTÁ ERRADO.
JOIA NÃO TEM ACENTO. Jóia , agora, está ERRADO.
ASSISTÊNCIA tem acento. Paroxítona terminada em ditongo. ASSISTENCIA ESTÁ ERRADO.
VÍDEO tem acento. VIDEO ESTÁ ERRADO.
AR-CONDICIONADO [Aparelho] tem hífen. O próprio ar, no entanto, não tem hífen: ar condicionado. CUIDADO! Pegadinha de concursos, do ENEM, principalmente.
A VISTA: Contra pagamento na aquisição da mercadoria. Não ocorre crase em a: Ex.: Pagamento a vista.   Porém, quando o pagamento for à vista da secretária ou de qualquer outra pessoa, ocorre a crase em a.  Também em:  à vista de certidão de óbito. CUIDADO! Pegadinha em concursos!
CONCERTOS em gerais em vestido de noiva - ERRADO. O certo é CONSERTO em geral!
BOM-BOMS não existem, DEVEM FAZER MAL! Comam BOMBONS!



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

TEMAS DE REDAÇÃO PROVÁVEIS PARA O ENEM/2014

FIQUE ESPERTO: DICAS bcccvistas:
1. O aluno precisa ler bastante, pesquisar e não é só decorar informações. Ele tem de procurar o contexto para entender, para fazer relações.
2. Nas últimas duas semanas antes do exame, o importante é treinar: TREINAR HOJE E AMANHÃ TAMBÉM!
3. Nada melhor, que o estudante faça duas ou três redações por semana.
4. Às vezes, o estudante acha que sabe sobre o assunto e conseguirá fazer o texto, no entanto, ele tem de treinar a escrever com espaço e tempo limitado e segundo às regras da prova.
5. Não pode esquecer, por exemplo, que precisa fazer uma proposta de intervenção detalhada.

Segue alguns prováveis TEMAS PARA REDAÇÃO DO ENEM/2014: Boa Sorte!
Crise da água
Além da falta de água que atinge o Estado de São Paulo, o tema pode aparecer abordando a necessidade de melhorar a gestão da água e reduzir o consumo; e, também, do ponto de vista das mudanças climáticas.
"É um tema bastante interessante, porque o aluno pode articular problemas diversos, envolvendo o assunto e, ainda, é possível fazer propostas práticas de ação", considera o professor de redação Rafael Marques, do Colégio Bernoulli.

Descarte adequado do lixo
O problema do lixo e do descarte adequado é outro assunto que permite ao estudante criar variadas propostas de intervenção. Existe agora um grande debate de celulares, de baterias e, também, de lixo urbano.

Copa do Mundo e manifestações
As manifestações que ganharam as ruas do Brasil em junho de 2013 voltaram a se repetir este ano, sobretudo até a realização do Mundial de Futebol. Frente aos gastos para a Copa do Mundo, os protestos reivindicavam investimentos em educação, saúde, moradia e transporte público, entre outras coisas.

Democracia e ditadura
O ano de 2014 marca os 50 anos do golpe militar no país, os 30 anos das manifestações pelo voto direto (Diretas Já), e ainda é ano eleitoral. Por conta disso, o tema da Democracia e da Ditadura pode aparecer na prova do Enem deste ano.

Doenças altamente contagiosas

O controle de doenças altamente contagiosas e epidêmicas, como a dengue, a gripe aviária (H1N1), a meningite e o ebola, é outro provável tema de redação do Enem.

Tolerância na sociedade
Eventos de racismo e de homofobia foram notícia no País ao longo do ano, como o caso do goleiro Aranha chamado de "macaco" por torcedores gremistas ou jovens gays espancados nas ruas de São Paulo.
Os casos mostram uma faceta de intolerância presente ainda na população brasileira e levantam a necessidade de ações em prol da tolerância.

Sistema prisional
A crise do sistema prisional brasileiro também voltou à cena e pode aparecer no exame deste ano. Eventos como as execuções no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, reavivaram o debate sobre o modelo das prisões do País, o desrespeito aos direitos humanos dentro das celas e a deficiência na reabilitação dos presos.
Outro tema de segurança pública que pode aparecer é a proposta de redução da maioridade penal.

Inclusão e acessibilidade
A inclusão de deficientes na sociedade tem sido alvo de diversas políticas públicas nos últimos anos. No entanto, os direitos do deficiente ainda são desrespeitados cotidianamente. 
De acordo com estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência grave.

Mobilidade urbana
A mobilidade urbana é um tema de muita importância nas grandes cidades e que vem sendo cada vez mais debatido com propostas que passam pelo aumento do transporte público, pela restrição de uso de veículos individuais, pela criação de faixas exclusivas para ônibus e de ciclovias.

CRISE HÍDRICA - Um dos temas prováveis do ENEM /2014

A redação do Enem difere das provas de outros vestibulares, porque cobra explicitamente uma "intervenção". Em outras palavras, os examinadores querem que o participante apresente uma solução inovadora ao problema apresentado.
“Na maioria das vezes, o Enem propõe um tema que aborda a relação do homem com a sociedade, com o meio biofísico ou consigo mesmo, sendo o último menos recorrente."
Crise hídrica

Segundo agências das Nações Unidas, cerca de 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo ficarão sem água até 2025. Atualmente, o problema já afeta mais de 1 bilhão, castigando especialmente regiões do Oriente Médio e do norte da África.
O Brasil possui 16% das reservas de água doce do planeta e também o maior aquífero subterrâneo do mundo. Contudo, não está livre do problema. A região da Grande São Paulo, por exemplo, enfrenta neste ano a mais severa crise hídrica já registrada, fruto da escassez de chuvas.
O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 6,5 milhões de habitantes da região, vem perdendo capacidade dia a dia. O complexo de represas já atingiu seu pior nível em toda histórica, por volta dos 5% da capacidade.
Desde fevereiro, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tem adotado ações para reduzir a retirada de água dos reservatórios. É o caso do desconto na conta para residências que reduzam o consumo, o remanejo dos recursos hídricos de outros sistemas e a redução da pressão da água no fornecimento noturno. Além disso, a companhia passou a utilizar a água do chamado "volume morto", reserva que fica abaixo das comportas da Sabesp e que antes não era utilizado.
Quem participará do Enem deve estar atento a alguns conhecimentos adquiridos no ensino médio relacionados ao assunto. "É o caso de conceitos geográficos como clima, índice pluviométrico e relevo, que podem enriquecer a discussão da questão da crise hídrica", diz Sérgio Paganim, professor de redação, gramática e Língua Portuguesa do Anglo Vestibulares. "Outras informações ligadas ao gerenciamento dos recursos hídricos, como investimentos no sistema, também são úteis para reflexão e elaboração da redação."