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terça-feira, 19 de setembro de 2017

DICAS DE LEITURA: juvenil

A primeira obra é Sequestro em urbana, de Severino Rodrigues.  O sequestro do jovem Renato, filho do dono de um grande jornal, abala toda a cidade. Pedro, seu melhor amigo, decide encontrar o raptor, e acaba por descobrir que a família de Renato estava mais desestruturada do que imaginava. O rapaz também observa o clima de inimizades dentro da redação do jornal, e, com a ajuda do seu primo Alex, logo enumera três suspeitos: um jornalista cultural, o editor do caderno de esportes e uma jovem apresentadora de telejornal. Quando o rapaz menos espera, um segundo sequestro acontece! Num crescente de ações, Pedro tentará descobrir a identidade do sequestrador.
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A segunda indicação de leitura é A lagartinha sapeca, de Valdir Oliveira, ilustrada por Paulo Rocha.  Contrariando a vontade da mãe, Larita realiza o desejo de conhecer seres de outro planeta em uma nave espacial. Quando retorna da aventura, sua mãe está transformada em uma linda borboleta. E agora? O que fazer para reconhecê-la?
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Por fim, a terceira sugestão de livro é A alegria aquece as horas. O talento da escritora Lenice Gomes e as fascinantes ilustrações de Elma fazem desta obra um passeio incomparável pelo fantástico mundo do circo. O leitor envolver-se-á na poesia das marchinhas, nas brincadeiras circenses, na nostalgia de antigos carnavais. Palhaços, mágicos, trapezistas, Arlequins e Colombinas, personagens que povoam a imaginação de todas as pessoas, transformam circo e carnaval numa alegria simples e espontânea que precisa ser resgatada e cultivada, aquecendo o coração de crianças de qualquer idade.

Fonte: Varejão do Estudante

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

DICAS DE LEITURA INFANTIL: Histórias de aventuras, viagens e suspense

A indicação da nossa primeira leitura esta semana é o livro O Filho do Grúfalo, de Júlia Donaldson. Apesar das advertências do pai, o filho do Grúfalo sai sozinho pela floresta durante uma noite fria e escura. Seu propósito é encontrar o grande e feio Rato Mau. Mas será que esse tal de Rato Mau, devorador de grúfalos, existe mesmo? Afinal, o que é fantasia e o que é real quando podemos utilizar nossa perspicácia para sobreviver? A inteligência, utilizada como método de sobrevivência por um ratinho indefeso, fez surgir O Grúfalo. Agora, em O Filho do Grúfalo, a criatura inventada pelo pequeno roedor cria outra, num desdobramento criativo e surpreendente.
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A nossa segunda dica é Da minha praia até o Japão, de Márcio Vassallo, ilustrado por Bebel Callage. A forte lembrança paterna, presente nas memórias de infância do narrador-personagem, é revivida com ternura e afeto nessa narrativa criada pelo escritor Márcio Vassalo. Um buraco maior que a praia, cavado na areia pelas mãos seguras e firmes do pai, transportava o menino para o mundo mágico do faz-de-conta onde ele vivia histórias fantásticas e rompia os limites do tempo e do espaço. E pra não deixar nenhum monstro marinho chegar perto, meu pai fazia uma muralha na frente do buraco. Ah, e atrás daquela muralha, eu via o mundo de lado, sem ter que ir ao Japão.(…) Bem, na largura daquele abraço, tudo o que menos me importava era achar alguma resposta. Afinal, o abraço do meu pai, para mim, sempre foi uma resposta, mesmo quando eu não precisava fazer nenhuma pergunta pra ele. Uma história que resgata momentos de encantamento e de aventura – jogos simbólicos – criados pela presença protetora e amorosa do pai.
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Por fim indicamos a leitura de O portador do fogo, de Bernard Cornwell. Uhtred é o senhor de Bebbanburg e nada nem ninguém ficará no seu caminho para reconquistá-la nesse décimo volume da série Crônicas Saxônicas. A Britânia enfim encontra um momento de paz. Sigtryggr, senhor da Nortúmbria, e a rainha Æthelflaed, senhora da Mércia, chegaram a um acordo e decretaram uma trégua, com o apoio do maior guerreiro da época, Uhtred de Bebbanburg. Uhtred vê então a chance de recuperar suas terras, tomadas por seu tio tantos anos — e agora mantidas por seu ardiloso primo. Mas os inimigos que Uhtred fez depois de tantos anos em guerra e os juramentos que prestou, além de uma rede intrigas, o desviam temporariamente do sonho de recuperar Bebbanburg. E isso abre espaço para o surgimento de um novo inimigo, o temível Constantin da Escócia, que aproveita o clima de incertezas para comandar seu exército para o sul e conquistar terras da Nortúmbria. Porém, Uhtred está determinado, e nada, nem novos nem antigos inimigos, será capaz de mantê-lo afastado de seu direito de nascimento.
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Fonte: Varejão do estudante

CONJUNÇÃO ALTERNATIVA:

O leitor Wildemberg Cotts, do Rio de Janeiro, pergunta como reconhecer quando a conjunção ou tem o sentido de exclusão e de equivalência em frases não muito óbvias. Como óbvias ele cita frases do tipo “andar ou caminhar, subir ou descer”, em que está clara a condição de exclusão. O exemplo de equivalência apresentado é “Rui Barbosa ou a Águia de Haia”; aqui, só reconhece o sentido de equivalência do ou quem sabe que Rui recebeu o apelido de Águia de Haia. 

De fato, pode haver alguma confusão entre os dois usos da partícula ou se o contexto for insuficiente para elucidar a questão da sua dupla possibilidade de emprego.


Em primeiro lugar, ou é uma conjunção alternativa, o que implica alternância ou exclusão. Quando restar alguma dúvida disso, o redator pode repetir a partícula, e então ficará claro desde logo que se trata de exclusão:
 
 
Pode-se tomar chá ou café. [ideia de alternância: v. toma chá e depois café]
 
Pode-se tomar ou chá ou café. [ideia de exclusão: somente um deles]
 
Ou vocês visitam o templo de Hércules ou o de Hermes. 
 
Se a transcrição longa estiver em recuo da margem, ou em letra diferente, ou em espaço menor, o leitor saberá que está lendo um trecho citado.
 
 
Em segundo lugar, ou é uma conjunção explicativa, equivalendo a isto é. Neste caso, para não deixar dúvida ou ambiguidade no texto, pode-se usar a locução ou seja, como é habitual, ou então usá-la mentalmente para tirar a prova:
 
A receita pede meio litro ou 500 ml de leite. (= A receita pede meio litro, ou seja, 500 ml.)
 
Visitem o templo de Hércules ou Héracles. (Os dois se equivalem; portanto: o templo de Hércules ou [seja] Héracles.)
 
--- Mário S. M. da Silva, de Niterói/RJ, entre outros leitores, consulta sobre o plural de locuções adjetivas, ou seja, quando é que se pluraliza o adjunto adnominal constituído da preposição “de” mais um substantivo, como em sala de aula, banho de sol, auto de infração, amor de mãe, tipo de personalidade, termo de convênio, fogo de artifício, cadastro de pessoa, bolsa de trabalho etc.
 
Em princípio, só o primeiro substantivo vai para o plural, ficando a locução adjetiva [duas palavras que correspondem a um adjetivo, como: de mãe = maternal; de infração = infracional; em grupo = grupal] no singular, sobretudo quando o substantivo da locução é abstrato. Então, teremos: salas de aula, banhos de sol, autos de infração, amores de mãe, tipos de personalidade, termos de convênio, fogos de artifício, cadastros de pessoa, bolsas de trabalho, bolsas de estudo, tabelas de decisão, espécies de solo, tons de azul, fábricas de sabão, caixas de cerveja, bancas de jornal etc.
 
No entanto, temos de levar em consideração que existem os casos em que se pluraliza o segundo substantivo. De acordo com Napoleão Mendes de Almeida, isso acontece quando o substantivo do adjunto adnominal, sendo concreto, não expressa “matéria contínua” (como cerveja, café, sabão), mas sim “passa a indicar variedades, unidades, indivíduos”. Neste caso, temos: fábrica de meias e de chapéus, caixa de fósforos, grupo de árvores, mostra de orquídeas, cadeira de rodas, cujo plural é fábricas de meias e de chapéus, caixas de fósforos, grupos de árvores, mostras de orquídeas, cadeiras de rodas.
 
Também existem casos em que o uso não é uniforme, pois depende da interpretação: há postos de combustível/de gasolina(matéria contínua) e postos de combustíveis (indicando variedades); caixas de remédio e caixas de remédios e assim por diante. 

Maria Tereza de Queiroz Piacentini 

DICAS DE LEITURA INFANTIL:


A primeira delas é Memorial do amor e vacina de sapo, de Zelia Gattai. Mesmo quando editados em separado, nos formatos em que Zelia os escreveu, seus livros guardam elos secretos, que os transformam em um único livro. As fronteiras de gênero e os cânones nunca interessaram a Zélia. Daí que, reunidos, agora, em um só volume, Memorial do amor, de 2004, e Vacina de sapo, de 2005, apresentam uma súbita coerência, ainda que marcada pela incoerência. Os pontos de partida divergem. No primeiro livro, ela parte de recordações de sua vida amorosa com Jorge Amado. No segundo, de recordações esparsas, organizadas só pelo puro prazer de relatar. Escritos quando Zélia já beirava os noventa anos, seus dois derradeiros livros de memórias foram inspirados “na saudade, no amor, na amizade e na generosidade”, como afirma a filha Paloma Amado no prefácio a Memorial do amor. Mesmo diante da imensa dor da perda de Jorge Amado, seu companheiro de uma vida inteira, e de acompanhar vigilante seus últimos anos de vida, Zélia preserva a escrita doce, sensível e direta que sempre foram a marca de seus relatos.
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A segunda dica da semana é o Juca pé de fruta, de Natalie Catlett. De onde vêm a manga, a jabuticaba e o mamão? Para que serve o limão? No livro, Juca prova muitos sabores e ainda matuta sobre a utilidade extra de cada fruta, como a melancia, que se transforma em um eficiente capacete, ou o limão, fiel aliado no treinamento de caretas. As ilustrações de Natalie Catlett completam a obra, que busca ajudar as crianças a redescobrir um mundo de cores, formas e sabores.
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Por fim, a sugestão é O céu, a terra e a virgula, de Francisco Marques. São onze histórias inspiradas em contos tradicionais, milenares e planetários, que convidam o leitor à narração em voz alta e à leitura compartilhada. O livro tem prefácio da editora Renata Farhat Borges, que conta como o livro foi pensado para chegar ao leitor o mais rápido possível. Após vários anos de dedicação às obras de Comênio e Chesterton, Chico encontrou o espírito dos contos de fadas e recontou alguns deles, situando-os na pequena Conceição do Rio Verde, ou em Lambari, no sul de Minas Gerais. Em O céu, a terra e a vírgula conversam várias gerações de leitores; e várias gerações de personagens se encontram. Além das histórias, o autor oferece um paratexto sobre a origem de cada uma delas e especialmente sobre Chesterton, filósofo e grande contador de histórias.
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Fonte: Varejão do Estudante

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

VÍRGULA, CONCORDÂNCIA, APOSTO:

--- Na frase “nós professores temos um papel a cumprir na sociedade”, talvez por influência da oralidade, tende-se a escrever o aposto sem vírgula, e mesmo essas vírgulas [nós, professores, temos] tendem a deixar a frase truncada ou até ambígua: professores – aposto ou vocativo? É aceitável a ausência das vírgulas? João Reguffe, Rio Grande/RS

O QUE DIRÃO DE NÓS BRASILEIROS?

Não é questão de erro a colocação ou não de vírgulas nesse caso, mas de diferença de sentido: com vírgulas, é aposto explicativo; sem vírgulas, aposto especificativo. É basicamente semelhante ao emprego da oração adjetiva, que apresento em mais detalhes no livro Só Vírgulas – método fácil em vinte lições (2009).
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O aposto especificativo qualifica o termo anterior limitando seu sentido. Muitas vezes ele se refere a uma espécie entre várias espécies, ou seja, a menção se restringe a apenas um elemento ou um grupo entre outros da mesma categoria ou espécie. Assim, se se pensa no grupo “brasileiros” em relação a outras nacionalidades do planeta, está se usando um aposto especificativo. Em “nós brasileiros somos festeiros”, faz-se referência a brasileiros apenas, e não a argentinos, franceses, italianos, russos, chineses etc.
 
Outro exemplo é uma frase dita por Hebe Camargo à revista Istoé e que foi corretamente grafada: “É hora de resolver os problemas, de amenizar essa fome que está assolando o País e é horrível para nós brasileiros”. Sim, é horrível para os brasileiros, e não para o resto do mundo.
 
E na revista Época, uma carta de leitor registrava: “Até que enfim um texto sensato, pois para nós, brasileiros patriotas, o cancelamento do visto foi justo”. Dessa forma, com as duas vírgulas, a pessoa está dizendo que todos os brasileiros são patriotas. Até pode haver brasileiro despatriota, mas não seria ele nem eu a afirmar isso!
 
Uma consulente de Porto Alegre, Bianca Casagrande, nos manda duas frases em que ela crê não haver aposto separado por vírgulas:
 
1. Entendo que é a mais alta traição a nós torcedores do futebol brasileiro.
Certo. Nem todas as pessoas do mundo torcem pelo futebol do Brasil. De igual modo, escreve-se, por exemplo, “nós torcedores do Flamengo”, pois há outros torcedores: do Santos, do Grêmio, do Corinthians...
 
2. Mas nós, principalmente nós parlamentares éticos nas nossas posições, conscientes nas nossas declarações, não podíamos externar o nosso pensamento.
Certo. O próprio falante, ao usar o termo “principalmente”, já declara que nem todos os parlamentares são éticos.
 
Em suma, é preciso considerar sempre a ideia de restrição em oposição a totalidade. Essa restrição, para exemplificar mais um pouco, fica bem clara em frases como:
 
Nós professores temos um papel a cumprir.
 
Se nós latino-americanos não temos a tecnologia que os soviéticos tinham há 40 anos, é sinal de que estamos muito mal.
 
Nós da classe média temos vivido no sufoco. 
 
Campanha feita por nós portadores de Aids...
 
Já na frase Nós, seres humanos, somos um mistério, o aposto seres humanos é explicativo porque todos somos seres humanos. 
 
A propósito, Maria Laís Pestana nos traz uma dúvida gerada pelo uso da preposição com: “Tal como aconteceu com nós, seres humanos, ou tal como acontece conosco, seres humanos?” A primeira forma (com nós, seres humanos) é a correta, porque se usa “com nós”, e não conosco, quando o pronome nós vem seguido de um aposto, seja ele explicativo ou especificativo: com nós três, com nós todos, com nós mesmos, com nós próprios, com nós da família Tal.
 
No caso do título deste artigo – voltando à primeira consulta – a vírgula até poderia criar a mencionada ambiguidade. Em “O que pensarão de nós, brasileiros?” seria possível o último termo se passar por um vocativo: “O que pensarão de nós, (ó) brasileiros?”

Maria Tereza de Queiroz Piacentini

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

INFINITIVO E SUBJUNTIVO: DIFERENÇAS

--- Gostaria de saber, ao ler um texto, discriminar entre a utilização de um infinitivo pessoal e o modo do subjuntivo. Fernando Cunha


O problema é distinguir o infinitivo pessoal do tempo futuro do subjuntivo quando se usam verbos regulares, pois nesses dois casos a conjugação é idêntica: amar, amares, amar, amarmos, amarem, por exemplo, serve tanto à conjugação do infinitivo quanto do subjuntivo futuro. Então, a maneira prática de distinguir um de outro é reconhecer, no período, a preposição (ligada ao infinitivo) e a conjunção (ligada ao subjuntivo). 
 
O INFINITIVO PESSOAL é usado no que se denomina de “oração subordinada reduzida de infinitivo”. Caracteriza-se por não exprimir sozinho nem o tempo nem o modo – o valor temporal e modal depende do contexto. Observar as preposições:
 
1. Deram um telefonema para convidar os amigos...
 
2. Saiu antes de faltar um minuto.
 
3. Mesmo sem ser conveniente, ele vai dar o troco.
 
4. Ao estar com D. Diva, dê a ela minhas lembranças.
 
O FUTURO DO SUBJUNTIVO marca a eventualidade no futuro; é usado sobretudo em orações subordinadas adverbiais condicionais e temporais, neste caso com as conjunções se e quando
 
1. Só irei se ela me convidar.
 
2. Sairei quando faltar um minuto.
 
3. Se for conveniente, ele dará o troco.
 
4. Quando estiver com D. Diva, dê a ela minhas lembranças.
 
Vimos, em primeiro lugar, exemplos de orações reduzidas (de infinitivo) e, em contraposição a elas, orações desenvolvidas (adverbiais). Em 1 e 2, usamos verbos regulares. Em 3 e 4, verbos irregulares, com os quais constatar a diferença é mais fácil, já que sua conjugação no futuro difere bastante da do infinitivo pessoal.
 
Para ilustrar melhor a diferença entre oração reduzida de infinitivo e oração desenvolvida com o uso do subjuntivo em geral (presente, pretérito, futuro), vamos fazer uma equivalência usando apenas verbos irregulares:
 
Para manter a forma, você deve nadar. = Para que você mantenha a forma, deve nadar.
 
Verifique os dados antes de eu ir lá. = Verifique os dados antes que eu vá lá.
 
Sem ele saber disso, joguei os papéis fora. = Sem que ele soubesse disso, joguei os papéis fora.
 
Vão fechar o contrato somente depois de dispor(em) de verba. = Vão fechar o contrato somente depois que dispuserem de verba.
 
Ao fazer isso, você jogará fora sua felicidade. = Se fizer isso, você jogará fora sua felicidade.
 
Quando se empregam verbos regulares no subjuntivo, torna-se ainda mais útil a dica dada a princípio, qual seja, observar a presença da preposição (junto ao infinitivo pessoal) e da conjunção (junto ao subjuntivo), sobretudo quando se trata do tempo futuro, dada a semelhança formal já mencionada:

Ao sair da sala, feche a porta. = Quando sair/ na hora em que sair da sala, feche a porta.
 
Ao dirigir desse jeito, você levará multa. = Se dirigir desse jeito, você levará multa.
 
Depois de entendermos a questão, tudo ficará bem. = Quando entendermos a questão, tudo ficará bem.
 
Vou esperar até ele vender tudo.  = Vou esperar até que ele venda tudo.
 
Não faça nada sem ela mandar.  = Não faça nada sem que ela mande.


Maria Tereza de Queiroz Piacentini

domingo, 13 de agosto de 2017

CHARLES DICKENS:

Grande nome das artes:

Ele é um escritor inglês, nascido em 1812 e falecido em 1870. Foi ele, Charles Dickens, o mais popular dos romancistas ingleses, autor de clássicos como “David Copperfield”, “Oliver Twist”, “Christmas Carol”, entre outros. Na juventude trabalhou em fábrica de tinturas, em cartório, em jornais como repórter e redator de peças curtas em alguns periódicos. Casou com Catherine Hogarth e teve dez filhos.

Em 1836 lança sua primeira obra “Esboço de Boz”.Um ano depois tornaria-se reconhecido com “Memórias do Sr. Pickwick”, que foi publicada durante 20 meses em um jornal, em formato de folhetim. E desta mesma maneira publicou mais de 14 obras, em folhetins. E muitas vezes recebia sugestões de leitores através das cartas ao autor.
Em 1838 lançou o mais sombrio e sinistro de seus romances, “Olivier Twist”, neste ele descreve os horrores do trabalho nas usinas. Um ano depois lançou “Nicolas Nickleby”, uma obra tragicômica, em crítica aos colégios internos e professores perversos. Quatro ano depois publicaria “A Christmas Carol”.
Em 1850 escreveu um romance autobiográfico, “David Copperfield” (1850), Sempre retratando as obras de forma social, sobre as condições econômicas da época, que eram bem contrastantes, onde abordava trabalho infantil, pobres miseráveis, além dos aspectos ruins da época da revolução industrial.
Por suas obras ficou famoso e acabou criando sua companhia de teatro, viajou pelo país com o teatro e escreveu muitas peças. Algumas vezes atuou como ator. Separou-se de sua mulher em 1858 e casou com uma atriz, Ellen Ternan com quem viveu até os últimos dias vida, falecendo de uma acidente vascular cerebral, em Higham, Inglaterra.

Leituras para conhecer a obra de Charles Dickens:

A primeira é a mais famosa, David Copperfield. Quando o pai de David Copperfield morre, sua mãe é forçada a casar-se com um homem cruel e dominador. A vida do pequeno David é de pobreza e dureza. Ele decide, então, fugir para Dover e se refugiar com uma tia.
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A segunda sugestão é Canção De Natal, ilustrado por Quentin Blake. Dickens escreveu essa história aos 31 anos, quando já era famoso, e aproveitou algumas lembranças da infância pobre: quando seu pai foi preso por dívidas, o menino Charles vendeu os livros que tinha e foi trabalhar numa fábrica. Anos depois uma herança iria melhorar a situação da família, mas ficaram as marcas no futuro escritor. Nessas páginas notáveis, o sovina Ebenezer Scrooge recebe uma lição de amor e boa vontade, o que lhe dá a chance de evitar um futuro de aridez e abandono.

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Por fim, indicamos outra grande obra, Oliver Twist-HQ, história em quadrinhos. A vida de Oliver Twist tem sido dura e desesperadora. Com a morte de sua mãe durante seu nascimento, e sem nenhuma ideia de quem possa ser o seu pai, Oliver passou seus nove primeiros anos de vida lutando para sobreviver em um mundo hostil para órfãs como ele. Depois que Oliver se envolve com o inescrupuloso Fagin e o sinistro Bill Sikes, ele acaba ferido durante um assalto. Resgatado pelas vítimas de Sikes, a jovem Rose, e sua guardiã, Sra. Maylie, o garoto enfim encontra um adorável lar, com pessoas que se importam com ele. Mas por quanto tempo vai durar a felicidade de Oliver? Especialmente agora que Fagin está conspirando com um estranho misterioso, que tem informações do passado do menino, e quer torná-lo um criminoso.
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Fonte: Varejão do Estudante