sexta-feira, 8 de maio de 2015

DESISTIR, nunca!

Não tenho muito tempo para estudar. É possível competir com quem pode fazê-lo em tempo integral?


No tenho muito tempo para estudar possvel eu competir com quem pode faz-lo em tempo integral
Atualmente, os concursos vêm ficando mais disputados, pois os salários atrativos e a estabilidade que os cargos públicos proporcionam caminham no sentido contrário ao da iniciativa privada.
Em termos de concurso, talvez uma dos maiores problemas das pessoas é o tempo que elas dispõem para estudar e, assim, questionam-se: "como seria possível um indivíduo que trabalha competir com quem tem o dia inteiro para estudar?"
Outro questionamento interessante é: "qual a melhor forma de estudar?"
Bom, é claro que não há formula mágica. Estudar é sempre necessário e não precisa ser nenhum mestre dos concursos para saber disso.
Muita mística gira em torno da primeira questão, o que, todavia, não condiz com a realidade.
Primeiramente, porque quanto menos tempo tem-se, melhor o indivíduo tende aproveitá-lo. Sim, passa-se a perceber que cada minuto de intervalo é importante e o dia fica cada vez mais "aproveitável" (ao menos, em regra) para a pessoa.
Não pense que estudar em quantidade é o mais importante, a leitura deve ter um ritmo para o qual você está habituado, de forma a assimilar bem tudo que é visto. Estudar 8 horas por dia não significa que você está a frente de alguém que estuda somente 2 horas por dia. Cada um tem um ritmo de estudo adequado e isso depende, também, do hábito de cada indivíduo
O cérebro necessita de tempo para absorver as coisas que vê e precisa de tempo para descanso. Por isso, de nada adianta estudar 20 horas por dia. A bateria, uma hora, esgota-se.
Algumas pessoas simplesmente nunca conseguirão atingir uma carga horária de estudos tão elevada, como alguns afirmam ter. No entanto, não significa que, com isto, estas pessoas não conseguirão passar em um concurso. A regularidade de estudos é mais importante que o tempo diário que você dispende para tal. A mente humana, assim como o corpo, costuma aprender na base da repetição, e não apenas da intensidade.
É natural ler um livro, não entender nada e, após uns dias (ou meses), começar a leitura do mesmo livro e perceber que tudo está ficando mais claro. Não, o livro não está diferente, a sua mente que está "aberta".
No que tange à forma de estudar, bom, cada um tem seu método mais eficaz, com o qual mais se adapta. Alguns gostam de vídeo-aulas, outros odeiam. Alguns amam responder exercícios, outros nem tanto.
Nem precisa ser tão regrado, basta que você se esforce.
Se você tiver foco e estudar de forma séria, não há dúvidas, a aprovação te espera.
É um sinal de que as coisas estão começando a melhorar.
Tudo tem um preço. Esperar a aprovação cair do céu não é uma opção válida. Seja com simples leitura de livros, de resumos, de sinopses, pelo tempo que você puder dispor, mexa-se.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

UM ASSASSINATO, UM MISTÉRIO E UM CASAMENTO

Novela inédita de Mark Twain reaparece 125 anos após ser escrita e é lançada, em livro, no Brasil, EUA e Europa



"Uma novela encantadora e interessante que traduz muito bem o estilo de Twain (...) ágil, agradável , um mistério denso (...) Eu ficaria feliz se ainda houvesse mais gente escrevendo assim". Michael Kelly, editor da Atlantic Monthly
Em 1876, entre os romances As aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn, o escritor americano Mark Twain idealizou um projeto editorial, em conjunto com a revista Atlantic Monthly, principal referência da literatura americana na época. A idéia era reunir um grupo de escritores — com nomes como os de James Russell Lowell, Holmes, Bret Harte e do jovem Henry James — e pedir a cada um que escrevesse uma novela baseada num argumento original de Twain. Alguns escritores chegaram a ser sondados pelo editor da publicação, mas as histórias nunca foram escritas e a série foi cancelada. Da empreitada, só restou uma novela escrita pelo próprio Twain e que por mais de um século permaneceu inédita.
O manuscrito tinha sido arrematado em 1945 numa casa de leilão por dois homens que foram impedidos por herdeiros do espólio de publicá-lo e só em 1995 foi reencontrado pelo advogado Patrick E. Martin quando pesquisava na Public Library of the University of Buffalo, dona de um dos maiores acervos da obra do escritor.


UM ASSASSINATO, UM MISTÉRIO E UM CASAMENTO narra as peripécias de John Gray , um fazendeiro de uma cidadezinha do Missouri. Aos 55 anos, sua situação financeira continua a mesma de trinta anos atrás quando herdara sua fazendola. A esperança de adquirir riquezas pelo esforço de seu trabalho não existe mais e isso o transformou num homem desanimado e lamuriento. Resta-lhe apenas uma chance de mudar de vida, uma única — a possibilidade de casar sua filha com um homem rico. Uma herança inesperada e a chegada de um estranho ao lugarejo mudam os planos do velho Gray e desencadeiam uma série de acontecimentos que culminam com um crime. Dono de uma narrativa envolvente, Twain conduz o leitor, com rara habilidade, até um final surpreendente.
A introdução e o posfácio, escritos pelo romancista americano Roy Blount Jr., contribuem decisivamente para o leitor situar esta criação de Twain no conjunto de sua obra literária e contextualizá-la historicamente.

O ilustrador Peter de Seve, que traz em seu curriculum a criação de personagens para a Disney e a Dreamworks, assina seis aquarelas que recriam a comunidade rural do Missouri no século XIX.

MARK TWAIN nasceu na Flórida, em 1835, e faleceu em Connecticut no ano de 1910. A carreira do escritor deslanchou após o lançamento, em 1867, do conto A célebre rã saltadora do condado de Calaveras que lhe rendeu popularidade e críticas entusiastas. É autor de obras consagradas como O príncipe e o mendigo; Tom SwayerHuckleberry Finn, considerado por Ernest Hemingway como o livro precursor da literatura moderna americana.

UMA HISTÓRIA DE FUTEBOL


Zuza é um menino como tantos outros. Adora se reunir com os colegas para uma partida de futebol. Porém, quando se chega às páginas finais de ´Uma História de Futebol´, percebe-se que, na verdade, Zuza não é como os outros. 
Afinal, você conhece algum outro menino que tenha jogado futebol com Pelé?

Zuza jogou. E era o melhor amigo de Dico, apelido de infância de Edson Arantes do Nascimento, que, ao crescer, ficou famoso nos quatro cantos do mundo como ´O Rei Pelé´.
Esta novela, como bem define Ana Maria Machado, trata-se de começos:
Começo de vida nova, começo de carreira. 
Entretanto nela nada é exatamente o que parece à primeira vista. 
Como se de algum modo houvesse um jogo de revelar e ocultar, uma brincadeira de esconde-esconde. O jeito é entrar no jogo e ir descobrindo aos poucos.
Enquanto vamos recolhendo as pistas, descobrindo o encoberto, nos deliciando com as aventuras desta turminha de Bauru, o tempo vai passando na vida de Zuza, Dico e demais garotos.
Dico, como todos do time Sete de Setembro desconfiavam, levava mesmo jeito para a bola. Ou, como escreve Torero, ´a bola gostava dele´. E deu no que deu: o maior de todos os tempos dentro das quatro linhas.

BISA BIA, BISA BEL de Ana Maria Machado


Um pouco sobre a autora Ana Maria Machado nasceu no Rio de Janeiro. Foi professora, tradutora, jornalista. Em mais de 35 anos de trabalho, criou personagens inesquecíveis, enredos fascinantes e inovou a linguagem, conquistando uma posição de destaque na literatura infantil e juvenil, no Brasil e no exterior. Em 2000, recebeu o prêmio internacional Hans Christian Andersen, considerado mundialmente o mais importante da literatura para crianças e jovens. Em 2003, tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras. 

BCCCV informa:


Resenha:

 Certo dia, num dos raros momentos em que sua mãe, não muito organizada, resolve arrumar a casa toda de uma só vez e remexer cantos há muito esquecidos, Isabel descobre um pequeno retrato de uma menina muito bem arrumada que se parece um pouco com ela: é Bisa Bia, delicada como uma boneca, de vestido de renda. A partir da descoberta desse retrato, que Bel passa a levar consigo para todo o canto, inicia-se uma convivência íntima entre a menina e sua bisavó, que ela nunca chegou a conhecer – como diz a garota, sua bisavó passa a morar “dentro dela”, num canto escondido do seu corpo, invisível para os outros. Essa convivência, porém, será menos harmônica do que a princípio se poderia supor: Bisa Bia não consegue aceitar que Bel use calças compridas e brinque de pega-pega junto com os meninos. Uma outra voz dentro de Bel, porém, irá fazer frente às posições de Bisa Bia: a de Beta, bisneta de Bel, que nascerá num momento ainda distante do futuro, para quem ser mulher não significa de modo algum ser frágil e bem comportada... caberá à menina do presente encontrar o ponto médio entre as duas vozes que brigam dentro de si e fazer suas próprias escolhas. 

Comentários sobre a obra:

Neste livro, Ana Maria Machado apresenta aos jovens, de maneira inventiva e delicada, a questão da mulher e das diferenças de gênero, refletindo sobre as transformações dos papéis sociais de cada um dos sexos através das gerações. A autora chama a atenção, sobretudo, para o fato de que as transformações profundas não se completam de um momento para o outro – elas se dão de maneira gradual. Cada geração, ao mesmo tempo em que se projeta para o futuro e propõe novos parâmetros de comportamento, encontra-se ainda bastante influenciada por seu passado. Ao mesmo tempo em que Bel é uma menina independente e corajosa, às vezes também se sente frágil e quer ser protegida; ao mesmo tempo em que adora brincar na rua com os meninos, diverte-se muito ao aprender a bordar. Às vezes identifica-se com sua bisavó Bia, às vezes com sua bisneta Beta – e, outras vezes ainda, sabe fazer calar por um momento as duas vozes contrastantes e encontrar a sua própria, sem precisar pender para um lado ou para o outro. 

Propostas de atividades:

 a) Antes da leitura:
1. Apresente aos alunos o título do livro, e deixe que eles, com o auxílio da ilustração da capa, procurem antecipar um pouco o conteúdo da narrativa. Provavelmente, não demorarão a perceber que Bisa é uma maneira carinhosa de dizer bisavó. Mas estimule-os a ir mais longe: que história imaginam que o livro conta? Quem seriam as duas bisavós do título? 
2. Leia com seus alunos o texto da quarta capa do livro. No terceiro parágrafo, lê-se: “Três tempos e três vivências que se cruzam e se completam numa só pessoa: a menina Isabel”. Que tempos e vivências seriam esses? Que características separariam cada um deles? Estimule-os a traçar hipóteses. 
3. Ainda na quarta capa, lê-se: “Partindo de uma história original e repleta de sensibilidade, leva o leitor a perceber as mudanças no papel da mulher na sociedade brasileira”. Tomando essa frase como ponto de partida, proponha uma discussão com seus alunos: qual eles acreditam que seja o papel da mulher no Brasil atual? É possível dizer que homens e mulheres têm as mesmas liberdades? 
4. Pergunte aos alunos quais, dentre eles, conhece ou chegou a conhecer seus bisavós. Deixe que discorram um pouco sobre sua relação com eles. Proponha a discussão: é difícil conviver com alguém mais velho? Por quê?
5. Proponha que cada aluno traga para a classe um retrato de um de seus bisavós. Reserve um tempo para que os alunos contemplem os retratos trazidos pelos colegas. Que impressão cada um dos retratos lhe traz? Quais as diferenças de aspecto entre uma fotografia antiga e as modernas fotografias digitais? b) durante a leitura 1. Estimule-os a, enquanto leem o texto, descobrirem quais são, afinal, os três tempos de que fala a quarta capa do livro. Quais de suas hipóteses se confirmam e quais não? Adiante que em cada um dos três tempos há uma personagem emblemática. 2. O texto da quarta capa, que os alunos já leram, denuncia antecipadamente que o livro vai abordar o papel da mulher ao longo dos tempos. Peça a seus alunos que atentem para isso, percebendo as diferentes concepções do feminino que se cruzam no decorrer do livro. 3. Embora o foco principal do livro esteja no papel das mulheres, a narrativa também se debruça, embora menos intensamente, sobre as mudanças de comportamento dos homens. Há um personagem do livro, em particular, que simboliza essa mudança. Desafie os alunos a identificar quem ele é. 4. Enquanto leem, estimule os alunos a atentar para as ilustrações de Mariana Newlands, procurando descobrir sua relação com o texto escrito. c) depois da leitura 1. Ao final do livro, provavelmente os alunos já terão percebido quais são os três tempos que se cruzam em Isabel, que ela intercala “igualzinho a quando faço uma trança no meu cabelo”: Bisa Bia, ela própria e Neta Beta. Proponha uma conversa com a turma: que aspectos da menina estão representados em cada uma de suas três partes? Será que se pode dizer que todos nós somos, de algum modo, como Isabel, tentando descobrir como viver intercalando os resquícios do passado e as expectativas do futuro? 2. Proponha aos alunos que realizem a atividade proposta por dona Sônia: que novamente reúnam os retratos de seus bisavós e pesquisem um pouco sobre o tempo em que eles viveram. O que acontecia no Brasil naquela época? Como as pessoas se vestiam? Como eram decoradas suas casas? Estimule-os a reunir o máximo de informações possível – vale tanto pesquisar em livros antigos ou na internet quanto conversar diretamente com seus parentes. 3. Assim como nos diz o livro, a mudança no papel das mulheres é algo bastante recente, que data da segunda metade do século 20. Antes disso, era impensável que mulheres e homens possuíssem os mesmos direitos. Peça aos alunos que realizem uma pesquisa sobre os movimentos feministas que, especialmente a partir dos anos 60, tornaram essas mudanças possíveis. 4. Muito se fala a respeito das transformações do papel da mulher, porém no que diz respeito às mudanças na imagem masculina, tudo se deu de maneira mais tímida e menos pontual. O livro aponta para uma mudança ao apresentar a figura de Vítor, um dos novos alunos da classe, que, nas palavras de Isabel, era “o menino mais corajoso que tinha conhecido”, por não ter medo de chorar na frente da turma toda. Discuta um pouco sobre esse assunto com os alunos: o que eles pensam de frases como “homem não chora”?, ainda hoje recorrentes. Será que hoje em dia os homens se sentem mais livres para, como Vítor, demonstrar seus sentimentos? 5. O século 20 foi marcado por muitas transformações radicais na maneira de viver. Se possível, assista com os alunos ao filme Nós que aqui estamos por vós esperamos, de Eduardo Masagão, que retrata essas transformações, com incrível sensibilidade, ao recolher uma quantidade enorme de imagens de arquivo e documentos para retratar essas mudanças não do ponto de vista de celebridades e figuras históricas, mas sim da perspectiva de gente comum. Muitos dos temas abordados por Ana Maria Machado também figuram no documentário. 
6. Isabel comenta, numa das passagens do livro, que as palavras e expressões mudaram tanto que por vezes parece que ela e sua bisavó não falam a mesma língua. Proponha à turma que faça um levantamento das palavras e expressões que usam em seu cotidiano e pesquisem com seus pais e avós expressões antigas. Perceber as enormes diferenças entre as duas listas vai ser, no mínimo, curioso. 
7. Por fim, sugira a seus alunos que realizem a tarefa proposta por Vítor no fim do livro, aprovada pela professora Sônia: imaginar como será o mundo de seus netos e bisnetos. Seria mais interessante ainda fazer como Ana Maria Machado e comparar esse mundo do futuro com os tempos atuais e com os tempos antigos. Para isso, sugira que os alunos escrevam um diálogo imaginário entre eles mesmos, um de seus bisavôs ou bisavós, e uma bisneta ou bisneto. 
8. Depois que os diálogos estiverem prontos, convide alguns dos alunos a, se desejarem, lê-los em voz alta para o restante da classe.

OUTRAS INFORMAÇÕES: Ele foi escrito em 1981 e no mesmo ano ganhou o Prêmio Maioridade Crefisul, Crefisul (Originais Inéditos). Ficou conhecido mundialmente e hoje se estima cerca de 500.000 exemplares vendidos.
Ana Maria Machado conta que escreveu esse livro pela saudade que sentia das avós e queria contar sobre elas para os filhos. Não imaginou que fosse fazer tanto sucesso, chegando a ser considerado um dos dez mais importantes livros infantis do Brasil.


Leia mais... • Da mesma autora: Raul da ferrugem azul – São Paulo: Salamandra. Ponto a ponto – São Paulo: Companhia das Letrinhas. Amigo é comigo – São Paulo: Moderna. Canteiros de Saturno! – Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

CINCO ESTRELAS - Ana Maria Machado


 Poesia não é só o que rima e tem sílabas contadas, 

 também é jogo de palavras,

 é emoção que desperta,

 é uma maneira especial de ver o mundo. 

Para a escritora Ana Maria Machado, que fez essa seleção de poemas para você,

 faz-nos lembrar de criança brincando e descobrindo as coisas.

Autora de 108 livros que já venderam 7 milhões de exemplares,

 Ana Maria Machado sabe muito bem do que está falando. 

Você verá como pode ser gostoso ler um poema - como se a própria linguagem do poeta 

fosse um brinquedo, que se pode armar, desmontar e redescobrir a cada instante.


ESTUDAR COM ÊXITO

Qual a chave?

 “A atenção é como o facho de luz de um farol. Quando ele se espalha sobre uma área muito grande, sua capacidade de iluminar determinado objeto é pequena; mas ele se intensifica quando focalizado num único objeto de cada vez”.
Nos estudos qual a chave do xito
Trata-se de lição inesquecível para os momentos reservados ao estudo.
Por isso, após organizar o ambiente físico, o caminho é isolar-se mentalmente dos demais desafios da vida. É importante fazer um isolamento interno e dizer para si mesmo que somente poderá cuidar dos demais assuntos após estudar.
A atenção deve estar voltada apenas para o assunto que está sendo, naquela hora, estudado. Outros assuntos, mesmo que relativos a estudo, devem ser evitados. Se alguma questão interessante surgir na mente, mas for estranha à matéria estudada, o melhor é anotar e cuidar dela quando for estudar o assunto a ela referente.
Concentração, portanto. É ela a chave do êxito!

domingo, 19 de abril de 2015

PONTUAÇÃO (em excesso)

- Gostaria de saber se é correta a colocação de ponto final no término de frases que tão somente indicam a data em que o documento foi elaborado. Daniel, Florianópolis/SC

--- Gostaria de saber se se usa ponto final no fim de datas, como por exemplo: Joinville, 9 de abril de 2003. P. I. P. C., Joinville/SC

Usa-se um ponto para marcar fim de frase. Pode-se dizer de outro modo, à maneira de Carlos Goes (Método de análise morfológica e sintática,1961, p.12): a frase começa sempre por letra maiúscula e termina por ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação ou reticências. O autor chega a fazer uma nota para deixar bem claro que o período termina por ponto de exclamação ou de interrogação “quando estes coincidem com o ponto final”. Inferência básica: não se usa ao mesmo tempo a interrogação e o ponto final, ou a exclamação e o ponto final. Basta um deles para marcar o término do período. Portanto, é inadequada, por excessiva, a pontuação encontrada nos seguintes casos:

*A menina ficou aos prantos: Socorro! Socorro!.


*Admirou-se: “O presidente não gosta de assistir à televisão?”. 






O BCCCV informa:


A pontuação fica perfeita assim:

A menina ficou aos prantos: Socorro! Socorro!
 

Admirou-se: “O presidente não gosta de assistir à televisão?”

Observe que é redundante esse ponto final mesmo quando existem aspas depois da interrogação ou exclamação. Repito um bom exemplo:

Após uma exibição privada de Sunset boulevard, título original deste filme, Louis B. Mayer, o ex-chefão da Metro, virou-se para o diretor polonês Billy Wilder e gritou: “Canalha!” Para o executivo, era demais... 

Excetua-se da regra, naturalmente, a exclamação ou interrogação que faz parte de um nome próprio e que por coincidência venha no final da frase:

“Eu não quero presente. Eu quero é dinheiro.” Dercy Gonçalves, atriz que acaba de completar 96 anos, em entrevista no A Casa É Sua, da Rede TV!. 

E o ponto da data, para que serve? Configura a data uma frase? Se não é frase, nada de ponto. Frase – resumindo o que dizem as gramáticas – é qualquer enunciado com sentido completo, contenha verbo ou não. Pode ser feita de uma só palavra ou uma reunião delas, e seu sentido é dado pelo contexto. São exemplos de frases sem verbo (o que nos interessa agora): Fogo! Silêncio! Oi, tudo bem? Tudo certo. Muito obrigada pelas flores, meu anjo. Que maravilha... Grandes amores, grandes tormentos.

Em princípio, uma data é um fragmento de frase. E fragmento não leva ponto. Se isso não convence, posso acrescentar que não se pontuam os títulos (de livros, capítulos, artigos, matérias de jornal etc.), as assinaturas, nomes de cargos, endereços e todo o cabeçalho de correspondência ou de redação escolar. Se a data aparece numa dessas circunstâncias, não é necessário pespegar-lhe um ponto final. Eu não chegaria a afirmar que é erro, pois não me agradam as camisas de força em termos de linguagem. Mas recomendo economizar esse pontinho nas datas isoladas.

“Ponto final em data não tem justificação, quer a data encabece quer feche carta, quer antecedida quer não do nome do lugar em que é declarada. Felizmente o Formulário Ortográfico não se meteu nisso.” Assim se expressou o gramático Napoleão Mendes de Almeida  no seu Dicionário de Questões Vernáculas (1981, p. 239-40).

Maria Tereza de Queiroz Piacentini