segunda-feira, 10 de novembro de 2014

REGÊNCIA NOMINAL:

Regência Nominal é o nome da relação entre um substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu respectivo complemento nominal. Essa relação é intermediada por uma preposição.
No estudo da regência nominal, deve-se levar em conta que muitos nomes seguem exatamente o mesmo regime dos verbos correspondentes.
Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos.

- alheio a, de - liberal com
- ambicioso de- apto a, para       
- análogo a- grato 
- bacharel em - indeciso em 
- capacidade de, para - natural de
- contemporâneo a, de   - nocivo a
- contíguo     - paralelo 
- curioso a, de  - propício a
- falto de  - sensível 
- incompatível com - próximo a, de
- inepto para- satisfeito com, de, em, por 
- misericordioso com, para com- suspeito de 
- preferível - longe de 
- propenso a, para   - perto de 
- hábil em  

                                                                      BCCCV esclarece:
Exemplos:

Está alheio a tudo.
Está apto ao trabalho.
Gente ávida por dominar.
Contemporâneo da Revolução Francesa.
É coisa curiosa de ver.
Homem inepto para a matemática.
Era propenso ao magistério. 

REGÊNCIA VERBAL (II) DE ALGUNS VERBOS ESPECIAIS:


Estudar a regência verbal dos casos especiais de regência é importante para termos uma correta interpretação do que nos dizem ou do que lemos.
Veja a explicação dos verbos mais usados na Língua Pátria, mas que causam equívocos quanto à regência: 

PARE TUDO E ESTUDE OS NOVE MAIS USADOS:
Decore-os!

• AGRADAR: transitivo direto ou indireto 

Objeto direto: fazer carinhos. Exemplo: Agrada a esposa todo aniversário. 

Objeto indireto: ser agradável: Exemplo: Seu discurso não agrada ao país. 

• ASPIRAR: transitivo direto ou indireto 

Objeto direto: inspirar o ar. Exemplo: Aspirei um aroma muito bom agora. 

Objeto indireto: pretender/desejar, ter ambição.
Exemplo: Aspiro ao cargo de prefeito. 
Os jovens aspiram ao sucesso profissional.

OBSERVAÇÃO 1: [Pegadinha de concursos]:
Por ser transitivo indireto, não admite passiva. Portanto, a frase:
" O sucesso profissional é aspirado pelos jovens" é uma frase gramaticalmente INCORRETA, apesar de ser muito comum, inclusive na fala de pessoas que utilizam a norma culta.

Exemplo com pronome relativo na função de objeto:
Ele conquistou o diploma a que tanto aspirava.

OBSERVAÇÃO 2:
O verbo aspirar não aceita os pronomes lhe, lhes, como objeto indireto, por isso você deve substituí-los por a ele, a ela, a eles, a elas.
Exemplo: O cargo é bem remunerado, por isso aspiro a ele.


• ASSISTIR: transitivo direto, indireto ou intransitivo 

a)- Objeto direto ou indireto: auxiliar, prestar assistência, ajudar.

Exemplos: O médico assiste o paciente nesse horário.
O médico assiste ao paciente nesse horário. 

b)- Objeto indireto:  NO SENTIDO DE: ver, presenciar. [Exige OI com preposição a]
Exemplos: Assistimos à peça teatral. 
Todos assistiram ao jogo da seleção.
O jogo ao qual assistimos foi muito bom.

OBSERVAÇÃO:
Usado nesse sentido, assistir não aceita lhe, lhes como objeto; por isso, quando necessário, você deve trocá-los por a ele, a ela, a eles, a elas.

c)- Objeto indireto: NO SENTIDO DE: pertencer, caber. [Exige OI com preposição a]
Exemplos: Esse plantão assiste ao novo porteiro. 
O direito de criticar assiste aos cidadãos.

OBSERVAÇÃO:
Nesse sentido, assistir admite lhe, lhes como objeto indireto.
Exemplo: Esse direito lhes assiste sempre.

d)- Intransitivo: NO SENTIDO DE: morar, residir.
Exemplo: A alegria e a humildade assistem em pessoas de princípios. 
Há vinte anos ele assiste nessa cidade.

• CHAMAR: transitivo direto ou indireto 

a)- Objeto direto:
* NO SENTIDO DE: mandar vir, solicitar a presença.
Exemplo: A professora chamou os alunos.

* Quando regido da preposição por: 
Exemplo: Ela chamou por mim. 

b)- Objeto indireto:NO SENTIDO DE: chamar pelo nome, apelidar.
Exemplos: Chamaram a menina de balão. Chamaram-na de balão. Chamaram a menina balão. Chamaram-na balão. Chamaram à menina de balão. Chamaram-lhe balão. Chamaram à menina balão. 

• IMPLICAR: transitivo direto ou indireto 

a)- Objeto Indireto: NO SENTIDO DE: acarretar, provocar
Exemplo: A sua desobediência implicará em  consequências. 

b)- Objeto direto: NO SENTIDO DE: dar a entender, pressupor. 
Exemplo: Sua obediência implicará  bons resultados, como: experiência e maturidade. 

c)- Objeto direto e indireto: NO SENTIDO DE: comprometer, envolver.
Exemplo: Implicaram o presidente da república com embasamento em seu discurso. 

d)- Objeto indireto: NO SENTIDO DE: antipatizar. 
Exemplo: Joana implicava com  sua colega de sala. 

• PRECISAR: transitivo direto e indireto 

a)- Objeto direto: NO SENTIDO DE: indicar com precisão. 
Exemplo: O policial precisou o lugar do crime. 

b)- Objeto indireto: NO SENTIDO DE: necessitar seguido da preposição de:
Exemplo: Joana precisa de sua ajuda. 

• QUERER: transitivo direto ou indireto 

a)- Objeto direto: NO SENTIDO DE: desejar, permitir. 
Exemplo: Quero pedir-lhe desculpas. 

b)- Objeto indireto com a preposição “a”: NO SENTIDO DE: gostar, ter afeto.
Exemplo: Quero muito bem aos meus familiares. 

• REPARAR: transitivo direto ou transitivo indireto 

a)- Objeto direto: NO SENTIDO DE: consertar.
 Exemplo: Vou chamar o técnico para que repare nossa televisão. 

b)- Objeto indireto seguido de preposição “em”: NO SENTIDO DE: prestar atenção: 
Exemplo: Ele reparou na (em+a) cor do cabelo da menina. 

• VISAR: transitivo direto ou indireto 

a)- Objeto direto: NO SENTIDO DE: mirar, apontar, pôr visto:
Exemplo: O arqueiro visou o centro do seu alvo e acertou. 

b)- Objeto indireto (complemento precedido de preposição “a”):
NO SENTIDO DE: ter em vista, ter por objetivo.
Exemplo: As novas medidas na empresa visam ao bem-estar geral.


OBSERVAÇÕES: 
1. Lembrando que o OBJETO DIRETO é o complemento do verbo que não possui preposição e que também pode ser representado pelos pronomes oblíquos "o", "a", "os", "as".

2. Já o OBJETO INDIRETO vem acrescido de preposição e igualmente pode ser representado pelos pronomes "lhe", "lhes".

3. Cuidado, porém, com alguns verbos, como "assistir" e "aspirar", que não admitem o emprego desses pronomes.

4. Os pronomes "me", "te", "se", "nos" e "vos" podem, entretanto, funcionar como objetos diretos ou indiretos. Verifique os verbos Lembrar e Esquecer. 

ATENÇÃO: Muitas vezes, alguns verbos podem apresentar diferentes regências, sem que seus sentidos sejam alterados ou, ao contrário, acarretando diferentes significados e acepções.

DIÁRIO DOS FALARES E DOS COMPORTAMENTOS do BCCCV - Batalhão de Cidadania e Civilidade Contra a Violência

Como Escrever seu DIÁRIO ESTUDANTIL dos Falares e dos Comportamentos:

PROFª. Lucinéa Wertz 

Aprender como escrever seu "FALAR" e o seu "AGIR", bem como, de seus colegas, familiares e sociedade em geral [no caso, as empresas quando escrevem errado em placas, outdoors, jornais, revistas e demais meios de comunicação; e, também, a narração dos comportamentos: OS DDGS], ajudarão você a entender a Língua Portuguesa nos seus cinco níveis de linguagem [1. o nível médioconstituído pela linguagem culta informal, usada no cotidiano, que se carateriza pela correção linguística e pelo uso de um vocabulário comum; 2. o nível familiar, revela uma intimidade, em que as pessoas se comunicam mais livremente, chamada de linguagem coloquial ou informal pelo emprego de estruturas simples; 3. o nível relaxado, caracterizado pelo emprego de gírias, criação de palavras novas, próprias de determinados grupos sociais, principalmente, de turmas de salas de aula e escolas, de ruas, de profissões etc.; 4. o nível elevado e 5. o nível técnico, caracterizados por uma linguagem mais elevada do que a linguagem-padrão. Incluindo, nesse caso: a linguagem culta, que revela bom conhecimento léxico e gramatical, tipo de um palestrante, um juiz etc., e a linguagem literária, que apresenta maneiras próprias de expressão, empregando, muitas vezes, a linguagem figurada]. Será uma maneira "sem fronteiras" e incrivelmente compensadora, divertida de trabalhar todos os conteúdos e assim aprender rápido o que está para ser aprendido! Veja o passo-a-passo para escrever seu Diário dos Falares e dos Comportamentos.

Parte 1: Começando

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    1
    Considere que você é um estudante da Escola Pública de Ensino Médio Glória Perez, aluno da Professora Lucinéa Wertz, portanto, SOLDADO DA LÍNGUA PÁTRIA, do BCCCV - Batalhão de Cidadania e Civilidade Contra a Violência, veja qual batalhão você se encaixa: no 1º ou no 2º, ou seja, na sala do 1º E ou do 2º D. Verifique se a disciplina estudada é a Língua Portuguesa com sua beleza, logo conhecida, como LÍNGUA PÁTRIA - ESPELHO DE NOSSO PAÍS, devendo ser zelada e usada com responsabilidade e esmero para que chegue nos seus objetivos. Volte seus olhos e ouvidos para si e verifique de antemão o "seu falar e o seu agir", se tudo está a contento de um bom estudante e cidadão brasileiro, útil à sociedade da qual faz parte, ou se está inserido nesta, como mero e reles cidadão [corrupto em suas ações e objetivos: em suas tarefas escolares, no respeito para com o próximo, para com o meio ambiente/Mãe Natureza, para com o patrimônio público/Escola, e, principalmente, para com a Constituição Brasileira]. Em seguida foque nas placas, outdoors [tire fotos dos erros para colocar na pasta /Portifólio dos Comportamentos] e o mesmo faça com as revistas, jornais, livros, retirando os erros, trabalhando a ERRATA, buscando O BELO DA LÍNGUA PÁTRIA, priorizando os cinco níveis.
    • Por exemplo, no caderno pequeno [no Diário dos falares] comece se POLICIANDO. Identifique-se como pessoa: filho [mãe e pai, irmãos], como aluno [escola, professora, BCCCV, Soldado da Língua Pátria], como cidadão [domicílio, nascimento] e comece a DESCREVER você, FALE sobre você [seus gostos pessoais, objetivos de vida profissional]. Relate como você descobriu o erro em você, se foi na escola [em sala de aula conversando com os amigos(as), com outra pessoa estranha do grupo], se foi em casa [conversando com os familiares], na igreja, na praça, na rua [em qual local, diga o endereço, ponto de ônibus]. "Ex. Não deu pra mim fazer a tarefa. (errei, não é assim!): - poxa! Esse erro, falei com a minha amiga 'fulana de ta'l no ponto de ônibus em frente à padaria no bairro das Placas, na rua ....- Nossa, falei errado, vou me corrigir!mim não é sujeito, não faz nada, não vem na frente do verbo no infinitivo, "pra" = também está errado, isso é coloquial, o certo é a preposição "para"; "não deu"= também é feio, é coloquial, o certo é "Não foi possível", assim a frase ficará mais bonita e correta, tipo: Não foi possível fazer a tarefa, amiga! É para amanhã, Farei! Quero ganhar um certificado e também ficar com uma nota máxima na escola".
    •  Assim, ABRA BEM OS OUVIDOS, OS OLHOS e vá anotando tudo no Diário, não importa os seus erros, trabalhamos a ERRATA, não arranque folha e nem desmanche com corretor ou borracha, devemos ver o ERRO e com ele chegar ao ACERTO. Desse jeito você pode examinar em quais categorias você quer se manter, melhorar ou mudar.
    • Faça-te perguntas como "o que escrevo e falo mais errado?" ou " quero chegar à faculdade falando errado e escrevendo pior ainda? Preocupo-me com a POLUIÇÃO VISUAL LINGUÍSTICA DE MINHA CIDADE?" ou "vejo e não estou nem aí, nem olho no dicionário para verificar o acerto?" Quando vou ao mercado vejo erros nas placas de alimentação como: maça e leio maçã, como se verdade fosse e, tantas outras!?!"  "Como pretendo ficar?!? Falando e escrevendo errado e dando desculpas esfarrapadas, tudo mundo fala assim... sou de um lugar que as pessoas falam errado, agora também está na moda falar e escrever errado, até o presidente Lula falou errado, até a professores falam, até .... e até....!" UFA! Preciso melhorar?". "Vivo falando: tenho que..., tenho que..., nossa mudarei: para preciso de, necessito de!"
    • Logo, PARA TANTAS MUDANÇAS: você deve quebrar todas ações específicas de erros cotidianos na sua vida estudantil, FAZENDO MUITAS CÓPIAS DE TEXTOS DIVERSOS, ou seja, RESUMOS. Comece por uma agenda com pensamentos e passe gradativamente para textos maiores, copie um dia sim e o outro também: os salmos, os evangelhos, reportagens interessantes, que lhe fará compreender a noção de estruturas discursivas [narração, descrição e dissertação] e reconhecê-las nos diferentes tipos de textos.
    • Com o tempo, com as pesquisas, com o policiamento dos falares e dos comportamentos, [haverá a identificação dos níveis de linguagem, reconhecendo-a como uma atividade social realizada com determinadas finalidades e interesses].
  2. 2. Priorize o POLICIAMENTO para os seus erros sempre, depois os dos outros, para uma anotação ou outra sem citar o nome, só o acontecido, nunca para corrigir as pessoas, porque é antiético, só se for a família, um amigo ou amiga, nunca estranhos ou superiores. Assim que você tiver uma lista dos erros seus, as fotos, os recortes de revistas e jornais, comece logo o Diário dos Falares e dos Comportamentos e objetive sua aprendizagem o quanto antes, trocando os erros pelos acertos. Consulte dicionários, o Google, a professora de Língua Pátria,os demais professores interdisciplinares, bibliotecas, pais, amigos, todo o tipo de comunicação que possa interagir nas COMPETÊNCIAS [habilidade + conhecimento + atitude].

  3. 3. Divida seus erros por competências: ortografia, acentuação, antonomásia, sinonímia, concordâncias, crase, hífen, pontuação, pronomes de tratamento, prosódia, regência verbal e nominal.  Os que estão acima de tudo são os mais importantes, os que vêm mais naturalmente, que prejudicam a Norma. Do ponto de vista desta, a transgressão à gramática constitui erro, que pode vir a alterar a norma ou enfraquecê-la. 
  4. . Por exemplo: Os manuais de linguagem afirmam que os hábitos linguísticos, por força de convenção tácita, estabelecem o uso. Esses hábitos estão relacionados a uma visão de mundo, uma forma de viver de uma sociedade. A comunidade linguística é um aspecto da própria comunidade humana, e ela elege certos comportamentos linguísticos como ideais para a comunicação de informações, desejos e necessidades.
    • Assim,  exercitar-se  todos os dias para ESCREVER E FALAR BEM é missão de toda comunidade linguística, qual seja humana, melhor ainda estudantil.
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    Faça de cada  comportamento seu, um objetivo a ser realizável. Anote os seus erros. Corrija-te! Dê um bom exemplo, que essa moda pega.  Você começará a perceber o que deve ser mudado ou cortado de sua rotina estudantil, até familiar e, essa coleta de valores [fotos, recortes, resumos, pensamentos, frases, palavras erradas, ações erradas, ajudarão a realizar seus objetivos.
    • Essas ações podem incluir pesquisas em  bibliotecas, na internet, no centro da cidade [nas placas de lojas], nos jornais, revistas, nos livros que você já tenha lido e passou despercebido o erro, nos noticiários [sobre mau-tratados aos animais, às pessoas, ao meio ambiente etc.].
    • Partindo do princípio: Se você escrever um pouquinho cada dia, escreverás um grande romance amanhã!.
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    Defina PRAZOS PARA O RIGOR GRAMATICAL:
    • Tenha no seu caderno da matéria de Língua Portuguesa, ou seja, Língua Pátria, uma lista de erros mais recorrentes e comece a praticá-los, fazendo a mutação para o acerto. Na pasta Portifólio selecione os erros pelas competências já ditas; e, também, por datas. Faça um cronograma das pesquisas e mostre quais tarefas foram cumpridas a contento.
    • Por exemplo, se seu objetivo mais importante for ortografia, demonstre isso no texto. 
    • Um ótimo jeito de se motivar na aprendizagem é colocar alertas no calendário de seu computador, no celular, então você lembrará o que deve fazer para se corrigir melhor [qual competência deva focar com maior frequência].
    • Você sempre pode modificar, basta querer. PERSISTIR é o lema. Faça cópias de textos diversos um dia sim e outro também! 
  7.  Parte 2 : Mantendo seus objetivos: buscando os acertos através dos erros.
  1. 1.
        VISUALIZE: Língua e contexto. Língua falada e Língua escrita.
    • Encontre um lugar calmo para sentar e percorrer sua lista de erros. IMAGINE VOCÊ FALANDO DE UMA FORMA MAIS CULTA; visualize-se alcançando seus objetivos de reconhecimento da linguagem COLOQUIAL X CULTA. Quanto mais específico você for nessa visualização, mais você se motivará para a elaboração de pequenos textos já corrigidos. Se seu objetivo é escalar uma montanha, visualize-se no topo do mundo, no  DA LÍNGUA PORTUGUESA.
    • Você poderá até mesmo usar essa técnica com outras disciplinas, para ajudá-lo a se manter motivado e focado.
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    2.
    Continue perseverante e motivado para os ACERTOS . Pode ser difícil encontrar erros no primeiro momento em você, pois já está acostumado a falar e escrever de uma forma errônea, mas conjuntamente com o pessoal do grupo e com toda a sala, interagindo com outros professores, familiares e amigos, conseguirás.
  3. 3. 
    Cheque diariamente como você está indo com a realização de seu objetivo. Releia os erros e monte outras formas de usá-los corretamente. Crie enunciados, percebendo que diferentes combinações de palavras resultam em novos significados.
    • Mantenha seu Diário dos Falares e dos Comportamentos em dia, detalhando seus planos de correção, informando ao Leitor que não se trata de um simples diário, mas uma OBRA linguística.
    • Esse é um bom momento para reavaliar a si próprio. CHEGOU A HORA DE SE DÁ UMA NOTA [De 0 a 10]. Verifique se houve mudança nesses dias de pesquisas e comparações, análises e interpretações, correções e produções textuais próprias.
    • Você que decidirá em que precisa focar mais a partir de então. BOA SORTE - Soldado da Língua Pátria!

  4. Aviso:
  5. Está disponível no site interativo da LÍNGUA PÁTRIA vários ERROS recorrentes da Língua Portuguesa: 
  6. http://www.bcccv.blogspot.com

domingo, 9 de novembro de 2014

REGÊNCIA VERBAL (CASOS ESPECIAIS)

A Regência verbal estuda a relação que se estabelece entre o verbo (termo regente) e seu complemento (termo regido).




Exemplos:
1)- Todos criticaram o projeto.
             VTD            OD

O verbo criticar exige [rege] OBJETO DIRETO.

2)- Todos desconfiaram de você.
                      VTI           OI

O verbo desconfiar exige [rege] OBJETO INDIRETO iniciado pela preposição de.


OBS.: Para o estudo da regência verbal é conveniente lembrar o seguinte:

1)- OBJETO DIRETO: Complemento verbal sem preposição.
Exemplo: O cientista descobriu um novo remédio.
                                     VTD       OD

2)- OBJETO INDIRETO: Complemento verbal com preposição.
Exemplo: Ninguém concordou com a sua proposta.
                                   VTI         prep.    OI   

3)- Os pronomes oblíquos o, a, os, as funcionam somente como OBJETO DIRETO e são aceitos como objeto por todos os verbos transitivos diretos.

Exemplo:  Critiquei sua atitude. = Critique-a.
                     VTD       OD              VTD     OD

4) - Os pronomes oblíquos lhe, lhes, são sempre OBJETO INDIRETO, mas há verbos transitivos indiretos que não admitem lhe e lhes como objeto. então, TODO CUIDADO É POUCO!

Exemplos:  O filme agradou aos críticos. = O filme agradou-lhes.
                     
                   Todos precisavam de ajuda. [não admite lhe].
                               VTI             OI
                   
             

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

MACETAR A REDAÇÃO DO ENEM/2014

O que é MACETAR sua REDAÇÃO:?:

É inutilizar o feio, o desagradável, o que incomoda o leitor.
É evitar os erros.

REVISANDO: O que evitar?
1. Adjetivação excessiva.
2. Queismo [ de que, que seja, tenha que]
3. Intromissão [na minha opinião, ...]
4. Projeção de linguagem oral.
5. Atualidade redundante.
6. Abstração grosseira.
7. Frequência de palavras recorrentes na linguagem coloquial.
8. Predominância do gerúndio [endorreia].
9. Palavras de introdução embromatória [embromação].
10. Adjetivos cristalizados [cristalização]
11. Lugar-comum ou clichê.
12. Truísmo - [verdade evidente]

REDAÇÃO: Competências requisitadas no ENEM/2014


ATENÇÃO PARA AS MODALIDADES DE COMPETÊNCIAS REDACIONAL:

O seu texto será avaliado com base na combinação de alguns critérios importantes que 
necessitam das cinco competências a seguir:

Competência (1): Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. 

Competência (2): Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Competência (3): Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Competência (4): Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Competência (5): Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

(1) : Na escrita formal, por exemplo, deve-se evitar, ao relacionar ideias, o emprego repetido de palavras, como “e”, “aí”, “daí”, “então”, próprias de um uso mais informal. Por isso, para atender a essa exigência, você precisa ter consciência da distinção entre a modalidade escrita e a oral, bem como entre registro formal e informal.

(2) :  O participante deve evitar elaborar um texto de caráter apenas expositivo. É preciso apresentar um texto que expõe um aspecto relacionado ao tema, defendendo uma posição, uma tese. É dessa forma que se atende às exigências expressas pela Competência 2. 

(3) : É preciso que elabore um texto que apresente, claramente, uma ideia a ser defendida e os argumentos que justifiquem a posição assumida por você em relação à temática exigida pela proposta de redação.

(4) : Os aspectos a serem avaliados na Competência 4 dizem respeito à estruturação lógica e formal entre as partes da redação. A organização textual exige que as frases e os parágrafos estabeleçam entre si uma relação que garanta a sequenciação coerente do texto e a interdependência entre as ideias. Esse encadeamento pode ser expresso por conjunções, por determinadas palavras, ou pode ser inferido a partir da articulação dessas ideias. Preposições, conjunções, advérbios e locuções adverbiais são responsáveis pela coesão do texto, porque estabelecem uma inter-relação entre orações, frases e parágrafos. Cada parágrafo será composto de um ou mais períodos também articulados; cada ideia nova precisa estabelecer relação com as anteriores.

(5) : Sua redação, além de apresentar uma tese sobre o tema, apoiada em argumentos consistentes, deve oferecer uma proposta de intervenção na vida social. Essa proposta deve considerar os pontos abordados na argumentação, deve manter vínculo direto com a tese desenvolvida no texto e coerência com os argumentos utilizados, já que expressa a sua visão, como autor, das possíveis soluções para a questão discutida. A proposta de intervenção precisa ser detalhada de modo a permitir ao leitor o julgamento sobre sua exequibilidade, portanto, deve conter a exposição da intervenção sugerida e o detalhamento dos meios para realizá-la. A proposta deve, ainda, refletir os conhecimentos de mundo de quem a redige, e a coerência da argumentação será um dos aspectos decisivos no processo de avaliação. É necessário que ela respeite os direitos humanos, que não rompa com valores como cidadania, liberdade, solidariedade e diversidade cultural. Ao redigir seu texto, procure evitar propostas vagas, gerais; busque propostas mais concretas, específicas, consistentes com o desenvolvimento de suas ideias. Antes de elaborar sua proposta, procure responder às seguintes perguntas:
O que é possível apresentar como proposta de intervenção na vida social? Como viabilizar essa proposta?
O seu texto será avaliado, portanto, com base na combinação dos seguintes critérios:

a) presença de proposta x ausência de proposta; e

b) proposta com detalhamento dos meios para sua realização x proposta sem o detalhamento dos meios para sua realização.

REDAÇÃO: COMO FAZER E O QUE SE EVITAR


A. INTRODUÇÃO 
Pode-se começar uma redação fazendo uma afirmação, uma declaração, uma descrição, uma pergunta, e de muitas outras maneiras. O que se deve guardar é que uma introdução serve para lançar o assunto, delimitar o assunto, chamar a atenção do leitor para o assunto que se vai desenvolver. 
Uma introdução não deve ser muito longa para não desmotivar o leitor. Se for pedido trinta linhas, aconselha-se a que o aluno use de quatro a seis para a parte introdutória. 

DEFEITOS A EVITAR 

I. Iniciar uma ideia geral, mas que não se relaciona com a segunda parte da redação. 
II. Iniciar com digressões (o início dever ser curto). 
III. Iniciar com as mesmas palavras do título. 
IV. Iniciar aproveitando o título, com se este fosse um elemento da primeira frase. 
V. Iniciar com chavões 
Exemplos: 
- Desde os primórdios da Antiguidade... 
- Não é fácil a respeito de... 
- Bem, eu acho que... 
- Um dos problemas mais discutidos na atualidade... 

B. DESENVOLVIMENTO (meio, corpo) 

A parte substancial e decisória de uma redação é o seu desenvolvimento. É nela que o aluno tem a oportunidade de colocar um conteúdo razoável, lógico. Se o desenvolvimento da redação é sua parte mais importante, deverá ocupar o maior número de linhas. Supondo-se uma redação de trinta linhas, a redação deverá destinar de quatorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma. 

DEFEITOS A EVITAR 

I. Pormenores, divagações, repetições, exemplos excessivos de tal sorte a não sobrar espaço para a conclusão. 

C. CONCLUSÃO (fecho, final) 

Assim como a introdução, o fim deverá ocupar uma pequena parte do texto. Se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da conclusão deve ter quatro a seis linhas. 
Na conclusão, as ideias devem propor uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão. 
Se alguém introduz um assunto, desenvolve-o brilhantemente, mas não coloca uma conclusão: o leitor sentir-se-á perdido, estupefato. 

DEFEITOS A EVITAR 

I. Não finalizar (é o principal defeito) 
II. Avisar que vai concluir, utilizando expressões como "Em resumo" ou ''concluindo''


        BCCCV esclarece: