quinta-feira, 3 de novembro de 2016

SUSTENTABILIDADE: O que é?

Muito se fala em sustentabilidade. E em todos os locais: jornais, revistas, escolas, internet. Existem até reuniões com dirigentes de países para se falar sobre o tema. Como se pode ver, sustentabilidade é realmente uma coisa muito importante para as nossas vidas. Entretanto, o que seria mesmo, esta palavra tão em voga?

Atualmente, o termo é bastante utilizado para designar o bom uso dos recursos naturais da Terra, como a água, as florestas etc.. Etimologicamente, a palavra sustentável tem origem no latim “sustentare”, que significa sustentar, apoiar e conservar. O conceito de sustentabilidade está normalmente relacionado com uma mentalidade, atitude ou estratégia que é ecologicamente correta, e viável no âmbito econômico, socialmente justa e com uma diversificação cultural.
De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.
Sustentabilidade Ambiental e Ecológica: É a manutenção do meio ambiente do planeta Terra, mantendo a qualidade de vida e o ambiente em harmonia com as pessoas. O desafio da humanidade é preservar seu padrão de vida e manter o desenvolvimento tecnológico sem acabar os recursos naturais do planeta.
Sustentabilidade Empresarial: Cada vez mais as empresas se preocupam com o meio ambiente. Nas empresas, o conceito de sustentabilidade está ligado diretamente com responsabilidade social, tornou-se inclusive uma vantagem competitiva.
A sustentabilidade social: É o conceito que descreve o conjunto de medidas estabelecidas para promover o equilíbrio e o bem-estar da sociedade, através de várias iniciativas que têm como objetivo ajudar membros da sociedade que enfrentam condições desfavoráveis.

NORMA CULTA E LÍNGUA-PADRÃO

Mesmo que não se mencione terminologia específica, é evidente que se lida no dia a dia com níveis diferentes de fala e escrita. É também verdade que as pessoas querem “falar e escrever melhor”, querem dominar a língua dita culta, a correta, a ideal, não importa o nome que se lhe dê. 

 
O padrão de língua ideal a que as pessoas querem chegar é aquele convencionalmente utilizado nas instâncias públicas de uso da linguagem, como livros, revistas, documentos, jornais, textos científicos e publicações oficiais; em suma, é a que circula nos meios de comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de pesquisa e trabalhos acadêmicos. 
 
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Não obstante, os linguistas entendem haver uma língua circulante que é correta mas diferente da língua ideal e imaginária, fixada nas fórmulas e sistematizações da gramática. Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o ideal: a língua concreta com todas suas variedades de um lado, e de outro um padrão ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, o que conformaria, no seu entender, uma língua artificial, situada num nível hipotético. 
 
Para os cientistas da língua, portanto, fica claro que há dois estratos diferenciados: um praticamente intangível, representado nas normas preconizadas pela gramática tradicional, que comporta as irregularidades e excrescências da língua, e outro concreto, o utilizado pelos falantes cultos, qual seja, a “linguagem concretamente empregada pelos cidadãos que pertencem aos segmentos mais favorecidos da nossa população”, segundo Marcos Bagno (A norma oculta: língua e poder na sociedade brasileira. SP: Parábola, 2003, p. 51). 
 
Convém esclarecer que para a ciência sociolinguística somente a pessoa que tiver formação universitária completa será caracterizada como falante culto (urbano).
 
Sendo assim, como são presumivelmente cultos os sujeitos que produzem os jornais, a documentação oficial, os trabalhos científicos, só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que a língua que tais pessoas falam e os textos que produzem nem sempre se coadunem com as regras rígidas impostas pela gramática normativa, divulgada na escola e em outras instâncias (de repressão linguística) como o vestibular. 
 
Isso é o que pensam os linguistas. E o povo – saberá ele fazer a distinção entre as duas modalidades e os dois termos que as descrevem?

Maria Tereza de Queiroz Piacentini

sábado, 29 de outubro de 2016

COMPARAÇÃO, BERINJELA, APART., LOCUÇÃO PASSIVA

 --- A presença ou ausência da preposição faz alguma diferença em comparações (mais/menos que, mais/menos do que)? S. A., Porto Alegre/RS



É possível suprimir a preposição do no caso de comparações com mais e com menos; mas a presença da preposição pode dar mais clareza ao discurso, enquanto que a omissão da preposição pode muitas vezes deixar a frase mais eufônica. Vejamos alguns exemplos:
 
Queremos mais do que isso. / Queremos mais que isso.
 
Pago menos do que isso. / Pago menos que isso.
 
Todos sabem menos do que o gênio. / Todos sabem menos que o gênio.
 
Amigos valem mais do que parentes. / Amigos valem mais que parentes.
 
Ela é mais alta do que ele. / Ela é mais alta que ele.
 
Britney Spears é menos famosa do que Madonna. / Britney Spears é menos famosa que Madonna.
 
 
--- O que você me diz do vocábulo beringela (dic. Houaiss) ou berinjela (dic. Aurélio)... Gilmar Saint Clair Ribeiro, Itatiba/SP
 
É exatamente isto: tanto se vê dicionarizada a grafia berinjela (tb. no dic. Francisco Borba) quanto beringela (tb. no dic. Laudelino Freire), que o revisor ortográfico insiste em arrumar. O Houaiss registra a variante com j, mas prefere com g em vista do uso histórico, esclarecendo ainda que em Portugal escreve-se apenas beringela.
 
É compreensível a vacilação, uma vez que a transcrição da pronúncia árabe foi feita, ao longo dos tempos, de diversas maneiras, pelo fato de j g representarem o mesmo fonema. Recebemos a palavra através do espanhol, que Antenor Nascentes (Dicionário Etimológico) registra como "berengena" e outros dois como "berenjena" (um traduz por berinjela e outro por beringela). Apesar de o VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa 2009 trazer só a grafia berinjela, ambas as formas devem ser aceitas pelos professores.
 
 
--- A abreviatura correta de apartamento é apto. ou ap.? Roberto Zambrini, São Paulo/SP
 
De acordo com o Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, a abreviatura de apartamento é ap. ou apart., mas também é válida a abreviatura apto., usual e correta por tradição.
 
 
--- Costumo empregar as seguintes expressões no plural: devem-se seguir as normas..., podem-se completar os espaços com... etc. Entretanto fui questionada a respeito disso. Suely Moreira, Rio Branco/AC
 
Você está certa ao usar o plural, mas deve ter sido questionada porque em tal caso o emprego do verbo auxiliar no singular – portanto sem a flexão – é muito mais comum no português brasileiro. Quando há locução verbal na voz passiva pronominal ou sintética, valem as duas formas. Portanto, é lícito dizer:
 
Deve-se seguir as normas instituídas pela comissão. ou 
Devem-se seguir as normas...
 
Podem-se completar os espaços com papéis coloridos.
Pode-se usar as toalhas brancas que estão no armário?
 
A explicação gramatical para este assunto se encontra na coluna Não Tropece na Língua 65.


Maria Tereza de Queiroz Piacentini 

sábado, 22 de outubro de 2016

DIFERENÇA: IMORAL e AMORAL; CEGAR e SEGAR; DESCARGO e DESENCARGO DE CONSCIÊNCIA

 --- Existe diferença entre imoral e amoral? Qual? Gerson, Corumbá/MS

Existe diferença, sim.  Imoral significa contrário à moral, contrário às regras de conduta vigentes em dada época ou sociedade ou ainda àquelas que um indivíduo estabelece para si próprio; sem moralidade, indecoroso, vergonhoso. Amoral quer dizer moralmente neutro (nem moral, nem imoral, isto é, nem contra nem a favor da moral); que não leva em consideração preceitos morais, indiferente a eles; que não tem senso de moral: “Depois da guerra, tornou-se uma pessoa amoral”.

--- Qual a diferença entre cegar e segar? A. K., Vitório de Santo Antão/PE
Cegar significa:
. fazer perder ou perder definitivamente a visão; tornar(-se) cego;
. encher(-se) de encantamento, admiração; deslumbrar(-se), fascinar(-se);
. provocar ilusão em (alguém ou si mesmo); enganar(-se);
. fazer perder ou perder gume ou fio (a propósito de objetos cortantes); embotar.
Segar quer dizer ceifar; cortar ou abater (cereais, ervas etc.) com foice ou instrumento apropriado; pode-se segar legumes, segar os grãos na época certa; tempo de segar é tempo de colheita.
--- Qual é a expressão correta: desencargo de consciência ou descargo de consciência? Maria Inês F. Martins, Florianópolis/SC
Valem as duas, a despeito de certas pessoas se oporem a desencargoDescargo é palavra mais tradicional, porém menos usada do que desencargo [de consciência]. Os dicionários registram os dois termos como sinônimos.


Maria Tereza de Queiroz Piacentini

ORAÇÃO ADJETIVA (restritiva e explicativa): RAPIDINHA

--- Qual a diferença de sentido entre as sentenças de cada par: Os alunos da turma 22, que saíram antes da hora, serão suspensos / Os alunos da turma 22 que saíram antes da hora serão suspensos; Todas as propostas, que eram ilícitas, foram prontamente recusadas / Todas as propostas que eram ilícitas foram prontamente recusadas; Os professores de Português, que estavam de licença, tiveram de retornar à escola / Os professores de Português que estavam de licença tiveram de retornar à escola. E.S.N., Rio de Janeiro/RJ.




A sentença de cada par que está entre vírgulas é explicativa, ou seja, entende-se que todos os alunos da turma 22 saíram antes da hora, que todas as propostas eram ilícitas, que todos os professores de Português estavam de licença.
Já no segundo caso – sem vírgulas – é oração restritiva (restringe o grupo que efetuou a ação), isto é, somente os alunos da turma 22 que saíram antes da hora (nem todos agiram assim) serão suspensos, somente as propostas que eram ilícitas (nem todas eram) foram recusadas, somente os professores que estavam de licença (alguns não estavam) tiveram que retornar à escola. 
Maria Tereza de Queiroz Piacentini

domingo, 16 de outubro de 2016

MITOLOGIA GREGA: Rapidinha

Mas afinal, o que é mitologia? É o estudo de mitos, lendas e a interpretação dessas lendas e mitos em alguma cultura. Mitos são histórias populares ou religiosas complexas, com vários pontos de vista, das pessoas que viviam na época em que os mitos foram criados. Então, já que fizemos essa introdução, vamos conhecer mais a Mitologia Grega.

Os Gregos eram politeístas, isto é, adoravam vários deuses, acreditando que esses deuses tinham forma humana, embora fossem mais belos e poderosos que os homens, imortais e possuidores de poderes mágicos. Os deuses gregos revelavam também qualidades e defeitos semelhantes aos dos seres humanos: apaixonavam-se, sofriam, conheciam aventuras e desventuras e os Gregos falavam deles como se fossem pessoas. O conjunto dessas histórias da vida dos deuses e heróis gregos formaram a mitologia Grega.
Para os Gregos, os deuses eram descendentes da terra – Gaia – e do céu – Urano – e tinham grandes semelhanças com os homens, e o Monte Olimpo era considerado a casa dos deuses importantes. A Mitologia Grega era dividida entre Deuses, Heróis, Animais e monstros mitológicos e Lendas mitológicas.
Entre os Deuses, Zeus é um dos mais conhecidos. Ele é pai dos deuses, filho de Cronos e de Réia. Era representado como homem forte e barbado, de aspecto majestoso, com um raio na mão sobre uma águia. Afrodite também era uma deusa e filha de Zeus e Dione. É conhecida como a deusa do amor e da beleza.
Já entre os Heróis Gregos, podemos destacar Aquiles, que era o guerreiro mais forte dos gregos, e Hércules, herói grego muito forte enfrentou doze dificuldades, conhecidas pelos doze trabalhos de Hércules. Entre as lendas, podemos destacar a de Ariadne, que conta a história de Dédalo, que construiu o labirinto de Creta, onde vivia o Minotauro (metade monstro metade homem). Exigia sacrifícios humanos cujas vítimas eram raparigas atenienses. Teseu entrou no labirinto com a ajuda do fio de Ariadne, tendo morto o Minotauro.
Entre os animais e monstros da mitologia, destacam-se Centauro, que é metade homem, metade cavalo, Minotauro, que é metade touro, metade homem (que guardava o labirinto de Creta, da lenda de Ariadne, que vimos acima) e Pégaso, que era um cavalo alado.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

JEITO ou GEITO?

A língua portuguesa é bem traiçoeira e, por isso mesmo podem surgir algumas dúvidas na hora de escrever algumas palavras. Uma das palavras que está mais susceptível a erros ortográficos é a palavra jeito. A grafia correta deste vocábulo é com j, mas por vezes as pessoas acabam por escrever de forma errada com g. A dúvida em relação à utilização do g ou j nas palavras é frequente, mas neste caso a grafia correta é mesmo jeito. 



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Para acabar de vez com esta dúvida, saiba que a forma correta de se escrever a palavra é JEITO. A palavra geito está errada e não existe.
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Devemos utilizar a palavra jeito sempre que nos quisermos referir à habilidade, capacidade, maneira de alguém para fazer alguma coisa ou da aparência de algo. Além disso, a palavra pode ainda significar boas maneiras, um gesto, uma torcedura em um tendão ou músculo e até cautela.
Entre os sinônimos da palavra jeito podemos encontrar costume, aparência, arranjo, gesto, maneiras, cuidado, habilidade, aptidão, aspecto, solução, forma, entre outros.
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Esta dúvida é bastante comum e ela surge devido à similaridade fonética do "g" e "j". A isto se chama de homofonia, ou seja, são palavras que se pronunciam ou soam igual, mas que se escrevem de forma diferente. No entanto, neste caso a palavra "geito" não faz sentido porque não existe.
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Mas então, como vamos saber qual a maneira correta de escrever a palavra em questão? É muito simples! Basta você seguir a seguinte regra da língua portuguesa:antes do ditongo ei utiliza-se a consoante j. Claro que existem algumas exceções como os vocábulos passageiro, ligeiro ou estrangeiro.
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Para entender melhor, vamos ver alguns exemplos:
  • A Jaqueline não tem jeito para cantar.
  • Hoje no jogo dei um jeito no pé.
  • Não fale desse jeito comigo.
  • Quando cheguei junto dele, fiquei sem jeito.
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Como viu a palavra jeito pode ser usada em diferentes sentidos, mas agora que você já sabe a regra que contamos para você não tem como errar: é JEITO e não geito!