- Você poderia... Iria significar que você está sentada sobre o Sol.
- Prefira, então, SENTAR-SE AO SOL.

Estudo da Língua Portuguesa com PREPARAÇÃO VESTIBULAR e outros CONCURSOS. O BCCCV - [Batalhão de Cidadania e Civilidade Contra a Violência] existe para trazer aos jovens uma forma prática e dinâmica de estudar a Língua Pátria: Amando-a; USANDO-A CORRETAMENTE NA ESCRITA E NA FALA - tudo sustentavelmente. RECICLANDO-A nos seus cinco níveis de Linguagem.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
NÃO FIQUE SENTADA NO SOL!
sábado, 16 de outubro de 2010
PLANETA HARMONIA~~♥ Trabalhe com os GARIS'NAT~~tERRA VIVA♥
- Que é água de reúso?
A água de reúso é obtida através do tratamento avançando dos esgotos gerados pelos imóveis conectados à rede coletora de esgotos. Pode ser utilizada nos processos que não requerem água potável, mas sanitariamente segura, gerando redução de custos e garantindo o uso racional da água.
O uso responsável da água é fundamental não somente nas regiões metropolitanas, mas em todo o mundo. Cada litro de água de reúso utilizado representa um litro de água conservada em nossos mananciais.
- A importância da água de reúso:
O assunto é tão importante que faz parte da Estratégia Global para Administração da Qualidade das Águas, proposta pela ONU, para preservação do meio ambiente. É uma maneira inteligente e capaz de assegurar que as gerações futuras tenhamm acesso a esse recurso tão precioso e essencial à vida: a água potável.
Utiliza-se para inúmeros fins, como geração de energia, refrigeração de equipamentos, em diversos processos industriais, lavagem de ruas e alguns usos na agricultura.
- Para quais fins pode ser utilizada?
NÃO. A água de reúso não é potável; portanto, não deve haver nenhum tipo de uso/consumo humano, apesar de sua aparência ser semelhante à potável.
- Posso beber a água de reúso?
Quem pode comprar a àgua de reúso?
Indústrias, empresas de construção civil, prefeituras, comércio e transportadoras.
Fonte:: http://www2.sabesp.com.br/solucoesambientais/produtos/agua_reuso/agua_reuso.asp
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
ENFARTE, ENFARTO, INFARTO?
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
RAPIDINHA DE PORTUGUÊS: Infração ou inflação?!?
- INFRAÇÃO:
- Violação de uma regra ou de uma lei.
- Cometeu uma infração de trânsito.
2. INFLAÇÃO:
- Ato de encher, crescer.
- É exatamente o que vem acontecendo com os preços em relação aos salários.
- A inflação neste mês está muito alta.
sábado, 2 de outubro de 2010
RAPIDINHA DE PORTUGUÊS:
Quando se indica um fato passado, usando o verbo no presente do indicativo, demarca-se o tempo transcorrido, introduzindo-o por há.
EXEMPLO:
- Ele está preso há 15 dias.
EXEMPLOS:
- Ele estava preso havia 15 dias.
- Ele estivera preso havia 15 dias.
EXEMPLO:
- Ele esteve preso há 15 dias.
sábado, 25 de setembro de 2010
SANAR OU SANEAR? O BCCCV esclarece:
- SANAR: Curar, sarar, corrigir.
É preciso sanar esse mal.
Sanaremos todas essas falhas.
- SANEAR: Recuperar, remediar, tornar habitável, reparar.
O governo saneará (recuperará) o Rio Acre.
Precisamos sanear as finanças do país.
A Prefeitura saneou (tornou habitável) o bairro São Francisco.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
INFLIGIR OU INFRINGIR? O BCCCV informa:
- INFLIGIR: Aplicar uma penalidade.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
"QUE" - Dúvida cruel - O BCCCV explica:
Pela norma oficial, não. Reza o Formulário Ortográfico de 1943 (na 14ª regra da Acentuação Gráfica - Obs.) que o acento circunflexo deve ser usado como distintivo ou diferencial entre “porquê (quando é substantivo ou vem no fim da frase) e porque (conj.)” e entre “quê (s.m., interj., ou pron. no fim da frase) e que (adv., conj., pron. ou part. expletiva)”. Vamos exemplificar essa regra quanto aos dois últimos “ques”:
Com acento circunflexo:
. Substantivo masculino: Seu olhar tem um quê de misterioso e vago.
. Interjeição: Quê! isso é intriga.
. Pronome em fim de frase: Fumar pra quê?
Sem acento:
. Advérbio: Que beleza!
. Conjunção: O ministro disse que vai pensar no caso.
. Pronome: É linda a casa que construíram.
. Partícula expletiva: Que doce que ela é!
Em suma: escreve-se o que com acento para marcá-lo como monossílabo tônico, da mesma forma que se faz com dê, lê, sê, e essa tonicidade ocorre com o que quando interjeição ou substantivo e quando pronome no final da frase.
Há, contudo, uma situação que deixa muitos brasileiros em dúvida: é justamente quando o “que” soa como tônico mas não vem no fim da frase – ao menos a frase entendida como um enunciado de sentido completo que se conclui com um ponto (final, de exclamação ou de interrogação). É para evidenciar essa tonicidade que alguns redatores usam o “que” acentuado no meio da frase ou antes de acabado o período:
Está pensando em quê, fofura?
São leituras, então, que intermedeiam o quê, para quê, através de quem.
Não se pode considerar o acento gráfico um erro nesses casos, de modo algum. Mas pelo sim, pelo não, é uma boa opção ater-se ao preceituado na gramática e não acentuar o “que” situado no meio da frase, com ou sem pontuação na sequência. Assim o fizeram as pessoas que escreveram os períodos abaixo:
Por que, Senhor?
O Washington e toda a equipe da W/Brasil mantiveram o frescor da campanha por 26 anos. Parar por que, então?
Confira nesta página como e por que – embora entrelaçadas por uma história inacabada – as duas guerras têm características singulares.
O redator-chefe de Primeira Leitura responde, numa reportagem sobre desinvestimento, o que e por que mudar.
Cometemos de fato o equívoco apontado, pelo que nos desculpamos.
Pedimos que nos envie o recibo e a nota fiscal, sem o que não realizamos nenhuma troca.
Para elas, mudou o que neste meio século? O penteado?
E se o barco afundar, vamos fazer o que, Presidente?
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
REDAÇÃO - [O BCCCV informa]:
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
DÚVIDA CRUEL
Certamente não foi ou não é fácil perceber a diferença entre eles, e portanto há divergência de entendimentos e de explicação nos livros de gramática. “A distinção entre concretos e abstratos é mais filosófica do que linguística e, dentro da filosofia, muito fugidia” (Mattoso Câmara Jr.).
Pode-se afirmar que são concretos os substantivos que se referem a seres materiais ou espirituais, reais ou fictícios: casa, cor, dente, leão, fada, alma, triângulo, o amigo, o diplomata, (o) japonês, (o) brasileiro etc.
São substantivos abstratos os atributos, estados, qualidades e ações, derivados de um conceito original. Eles não existem por si sós. Não possuem forma. Digamos que não podem ser desenhados, uma vez que não transmitem uma imagem. Assim, calor e frio são abstratos, gramaticalmente falando, embora nós os sintamos de modo concreto. São também abstratos todos os substantivos que exprimem sentimentos e emoções – qualidades da alma. Você pode desenhar um homem triste, uma mulher vaidosa, mas não a tristeza ou a vaidade, por exemplo.
Revendo: vento (ou ventania) é conceito original, não é atributo (e para uma criança tem uma certa forma – ela consegue desenhá-lo, sem dúvida). É, portanto, concreto. Já calor e frio (= frieza) são atributos, da mesma forma que amor, tristeza, alegria, saudade, brancura, consolo, maciez, pobreza e admiração, todos substantivos abstratos.
Quando os alunos já conhecem bem os conceitos de verbo, adjetivo e substantivo, sua forma e função, é possível mostrar-lhes que são ABSTRATOS os substantivos derivados de duas outras classes: do adjetivo e do verbo. Pode o professor apresentar exemplos e exercícios mais ou menos assim:
Estou sempre contente. [adjetivo] >> Meu CONTENTAMENTO é enorme.
Mirtes fica aborrecida por pouco. [adjetivo] >> Seu ABORRECIMENTO é deplorável.
O chefe se mostrou satisfeito conosco. [adjetivo] >> A SATISFAÇÃO dele resultou em aumento salarial.
Está um dia muito quente. [adjetivo] >> O CALOR de hoje está insuportável.
Admiro seu trabalho. [verbo] >> Minha ADMIRAÇÃO por seu trabalho é grande.
Quero felicitar você. [verbo] >> Desejo-lhe FELICIDADES.
Vendeu apenas quatro livros. [verbo] >> Foi fraca a VENDA dos livros.
Três pessoas caminharam até o alto da montanha. [verbo] >> A CAMINHADA foi difícil.
Todas as palavras em caixa-alta acima são substantivos abstratos que derivam de um adjetivo ou de um verbo. Então, é possível dizer que os substantivos que não dão nenhuma ideia de qualidade, atributo ou ação e que não são formados de nenhuma outra classe de palavras são substantivos concretos.
sábado, 24 de julho de 2010
CERVEJA É BOM -> o BCCCV esclarece:
- Há casos de discordância do predicativo com relação ao sujeito quando este, sem nenhuma determinação, é expresso em sua generalidade abstrata: Cerveja é bom para a saúde. Pimenta é bom para a saúde.
- Quando se utiliza o artigo, é necessária a concordância:
- A cerveja é boa para a saúde.
- A pimenta é boa para a saúde.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
ESQUECER/ESQUECER-SE? O BCCCV esclarece:
- O primeiro é verbo transitivo direto: Esqueci a data de seu aniversário.
- O segundo é verbo pronominal, é indireto e pede a preposição de: Esqueci-me do que ia escrever.
- Ambos significam: Perder da lembrança.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
POR QUE É IMPORTANTE ESCREVER? O BCCCV informa:
- A escrita é fundamental para o trabalho e o dia a dia. Veja os benefícios que escrever sempre traz para você e para o seu filho!
- AJUDA NA ALFABETIZAÇÃO: Pais que usam a escrita em casa ajudam os filhos a entender mais cedo para que ela serve. Assim, colaboram com o processo de alfabetização das crianças.
- PROMOVE A INCLUSÃO: Quando uma pessoa aprende a escrever com clareza, ela assume seu lugar num mundo que cada vez mais precisa da escrita para se comunicar.
- MELHORA A COMUNICAÇÃO: Quem escreve bem fala bem. Treinando a escrita, você melhora o jeito de falar.
- REGISTRA SUA PRÓPRIA HISTÓRIA: Por meio da escrita, você pode ter diários, fazer legendas em fotos, escrever blogs e cartas ou anotar pensamentos.
- Como MELHORAR sua ESCRITA:
- Escreva bilhetes, cartas, e-mails. A prática diária facilita.
- Leia sempre - quanto mais você ler, mais vocabulário irá ganhar.
- Jogue palavras cruzadas, forca, stop, caça-palavras. Isso ajuda a fixar a grafia correta.
- Compre um dicionário - saber o significado das palavras melhora a qualidade do seu texto.
- Copie poemas, letras de música e bons textos. O exercício leva ao aperfeiçoamento.
- Os pais devem estimular a criança a sentir prazer em estudar. (Flávia Alessandra, atriz)
- Apenas 25% da população brasileira adulta é plenamente alfabetizada. ( O dado é do INAF 2009/Indicador de Alfabetismo Funcional).
- O Brasil só melhora com Educação de qualidade. E você tem tudo a ver com isso!
OS GARIS'NAT -terra viva - proclamam:
O sol vem surgindo,radiante,
mostrando toda sua beleza,
iluminando as mais belas
paisagens feitas pela mãe natureza,
as lindas flores do campo,
os pássaros cantando no alto das árvores,
os animais correndo livres pela floresta
desfrutando seu habitat natural,
hoje esses momentos de admiração
da natureza se tornaram
raros porque a ganância e
ignorância dos homens estão
acima de tudo,tudo por dinheiro,
não deveria ser assim:
estão poluindo nossos rios,
destruindo nossas florestas,
estão acabando com a Amazônia,
é hora de tomarmos consciência
e começarmos a preservar...♥~~
a mãe natureza pede socorro (S♥S)!!!
(Eumacle Amaral)
domingo, 11 de julho de 2010
MEIO-DIA E MEIA?!? DÚVIDA CRUEL -> o BCCCV esclarece:
- Doze horas e trinta minutos.
- Não se diz: meio-dia e meio, pois equivaleria a um dia (meio dia + meio dia).
- MEIA é forma reduzida de MEIA HORA.
- Portanto: ESTAREMOS PRESENTES NA REUNIÃO AO MEIO-DIA E MEIA.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
VAMOS PENSAR...
sexta-feira, 2 de julho de 2010
OS GARIS'NAT - Terra Viva - exclamam:
quarta-feira, 30 de junho de 2010
DÚVIDA CRUEL: O BCCCV informa.
1) Água pura é bom para tudo.
2) Cerveja é gostoso no verão.
3) É necessário muita fé, antes de mais nada.
4) É necessário boa vontade para fazer tal serviço.
5) É proibido entrada de pessoas estranhas.
6) Proibido saída.
7) Proibido carroças na ponte das 7 às 19 h.
8) É proibido animais na enfermaria e no pátio.
9) É preciso qualidades de modelo para ser elegante?
10)É preciso consciência.
Desde que haja a determinação (com o artigo definido ou pronome), a concordância é exigida, dizem os manuais de gramática. Eu diria que essa concordância é comum, mas não chega a ser absoluta. Vejamos o mesmo tipo de frase com o substantivo-sujeito determinado:
1) A água que bebemos é boa.
2) É gostosa essa cerveja.
3) É necessária toda a fé possível para se chegar ao céu.
4) É necessária a boa vontade de uma santa para fazer tal serviço.
5) É proibida a entrada de pessoas estranhas.
6) É proibida a saída antes do término da sessão.
7) São proibidas as carroças na ponte das 7 às 19 h.
8) São proibidos os animais sem dono na enfermaria e no pátio.
9) São precisas as seguintes qualidades para figurar na lista das 10 mais.
10)É precisa a consciência de uma criança para ser feliz.
Até o número 8 temos frases usuais, de uso corrente. Mas as construções 9 e 10 soam completamente artificiais. O que se pode concluir, então, é que no português brasileiro não se costuma flexionar o adjetivo “preciso” quando anteposto ao sujeito. Nós até flexionamos seu similar “necessário”, mas não o adjetivo “preciso”, que sempre tem uma implicação de neutralidade, como vimos na coluna NTL 226. Comprove-se o fato:
É preciso as seguintes qualidades para figurar na lista das 10 mais.
É preciso a consciência de uma criança para ser feliz.
Ou se usa o adjetivo assim no neutro, ou se faz a substituição:
São necessárias as seguintes qualidades para figurar na lista das 10 mais.
É necessária a consciência de uma criança para ser feliz.
Nessa esteira, perguntou uma leitora se está correta a concordância nominal na seguinte frase: Para a implementação da lei será necessária modificação na estrutura administrativa do Estado. Sua dúvida é se ela deveria usar “necessário”, já que o substantivo “modificação” não está antecedido de nenhum artigo (e não está – explico – porque aí se subentende uma modificação ou alguma/ qualquer modificação).
A frase está correta, sim, pois é possível usar o neutro/masculino singular nesse caso, mas não obrigatório. Portanto as duas formas são válidas. Enfim, o que rege esse tipo de concordância é a eufonia.
domingo, 27 de junho de 2010
JEITINHO BRASILEIRO:
sábado, 26 de junho de 2010
GRAFIA SEM HISTERIA:
- As exceções tornam complicado decorar regras para escrever corretamente, assim, para evitar as gafes de ortografia, deve-se ter sempre um dicionário ao lado.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
L♥I♥V♥R♥O♥S
quarta-feira, 23 de junho de 2010
REDAÇÃO: Dicas espertas do BCCCV
De acordo com Soares Filho, para seu texto causar impacto, porém, a opinião deve estar muito clara. Por isso, a construção da redação deve valorizar seus argumentos. A ordem é apostar na organização da estrutura textual para não perder o fio da meada. "Organizar as informações é o segredo para fazer que a opinião apareça", complementa Soares Filho.
terça-feira, 15 de junho de 2010
LEI SECA
Por quê? Porque além de o prefeito proibir a venda de bebida alcóolica nas imediações do estádio, o Acordo Ortográfico determina que o ditongo oi, nas palavras paroxítonas, não é mais acentuado.
- Já nas palavras oxítonas e monossílabas, o ditongo aberto ói permanece com acento.
- Exemplo: A paranoia dos torcedores dói em todos.
PROBLEMAS NÃO, RESPEITO SIM!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
VIVA O nacionalismo!
terça-feira, 8 de junho de 2010
DICA ESPERTA:
- A internet é uma realidade inconteste com alguns aspectos positivos.
- A linguagem é adotada, principalmente pelos jovens, quando estão "plugados".
- Entendo que o objetivo de tais sinais seja tornar mais rápida a comunicação. Entretanto, é preocupante se esse recurso extrapolar o meio virtual. Na escola, por exemplo, não se pode permitir que uma redação seja escrita em internetês.
- É preciso bom senso, principalmente daqueles que têm por obrigação orientar os filhos, os netos e os alunos, enfim, os mais novos.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
DICAS ESPERTAS DE REDAÇÃO: Dissertativa
Introdução
Desenvolvimento
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores místicos, baseados na tradição religiosa, para os valores da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas uma diversão, mas uma forma de refletir sobre o destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia, drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertold Brecht, por exemplo, um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas peças tiveram um papel essencial pedagógico voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao representar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas, sentimentais, etc. – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real, muito além dos palcos e dos camarins.
Conclusão
O Parágrafo
quinta-feira, 27 de maio de 2010
DÚVIDA CRUEL - O BCCCV responde:
--- O verbo seguir, no sentido de vir a seguir, na sequência do texto, é reflexivo? E o verbo vencer, no sentido de chegar o dia de pagamento: é reflexivo? Celso L. B. Fernandes, São Paulo/SP
Antes de tudo, gostaria de aproveitar para explicar que todos esses verbos que aparecem acompanhados de um pronome oblíquo átono [me, te se, nos, vos] se chamam verbos pronominais. Existem alguns essencialmente pronominais, que não se usam sem o pronome, como queixar-se, arrepender-se, apiedar-se, indignar-se, suicidar-se, orgulhar-se, apoderar-se, atrever-se etc. O “se”, nesses casos, não tem nenhuma função sintática.
Há verbos transitivos diretos que são eventualmente pronominais, usados com os referidos pronomes átonos ou clíticos para indicar
- reflexibilidade (o sujeito pratica e recebe a ação verbal):
A velhinha se penteia com a mão esquerda.
Na briga entre as gangues, Pierre e Pedro se machucaram bastante.
Tu te esquentas à toa, rapaz!
Eles gostam de se mostrar, de se exibir...
- reciprocidade (um ao outro, mutuamente):
Cleusa e Carlos se estimam e se tratam como irmãos.
No Natal e Ano-Novo nós nos cumprimentamos por e-mail.
O verbo SEGUIR no sentido de "vir na sequência, vir depois, continuar, prosseguir, suceder" pode ser intransitivo (usado sem pronome) ou pronominal: "as informações que seguem" ou "as informações que se seguem". É também intransitivo com o significado de “estar próximo”. Exemplos:
Na foto, segue o autógrafo do cantor.
Seguem com este minhas recomendações para sua família.
Não se preocupe: o cheque seguirá junto.
Leia atentamente as instruções que seguem (abaixo).
O verbo VENCER não é pronominal quando usado no sentido de expirar, terminar – ao menos no Brasil de hoje e conforme estatística de corpus linguístico realizada recentemente, a qual não detectou construções do tipo “a fatura se vencerá”, mas sim “a fatura vencerá”, em que vencer é verbo intransitivo:
O prazo vence na segunda quinzena de agosto.
As promissórias estão vencendo hoje.
Os títulos venciam no banco e eles nem aí...
Devo acrescentar que alguns dicionários, contudo, registram a possibilidade de se empregar o verbo vencer pronominalmente em tal acepção: “o prazo se vence no dia 10”. Esta não seria portanto uma forma incorreta, mas sim desusada.
--- Quanto a requerer que o juiz arbitre os honorários, eu me expresso da forma a seguir mencionada, mas não tenho certeza se está correto: requeiro o arbitramento dos honorários advocatícios. V.L.B., Sorocaba/SP
Está correto, porque o verbo requerer não se conjuga pelo verbo querer, embora haja algumas formas semelhantes. Assim, dizemos: eu quero, ele quer, nós queremos; mas eu requeiro, ele requer, nós requeremos. Veja também a diferença no passado (pretérito perfeito): eu quis, ele quis, quisemos, quiseram; mas eu requeri, ele requereu, nós requeremos, eles requereram.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
BARBARIDADE DA LÍNGUA PÁTRIA:
- E o plural de SINE QUA NON?
- SINE QUA NON é uma expressão latina.
- Quer dizer condição indispensável. Procure usá-la só no singular.
- Se seu recado referir-se a mais de um ser, não empregue a expressão. Use a Língua Portuguesa rica de cada dia.
sábado, 22 de maio de 2010
DÚVIDA CRUEL: O BCCCV informa.
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Não existe manifestação oficial sobre a grafia de e/ou, talvez porque seja um anglicismo. Entretanto a convenção ainda é usar a barra, havendo uma leve tendência a eliminar qualquer traço entre as duas conjunções [e ou]. Vírgulas entre elas, jamais.
--- É necessária a utilização de e/ou quando se deseja apresentar alternativas não mutuamente exclusivas? Ronaldo Nogueira, Fortaleza/CE
Tem havido, infelizmente, um abuso de e/ou, quando bastaria empregar a conjunção ou para denotar exclusão e a conjunção e para alternativas que não necessariamente se excluem. Vamos a casos reais, formulados por consulentes:
ERRADO. O indivíduo não é negro e mulato ao mesmo tempo, portanto o “e” está sobrando. São alternativas mutuamente excludentes. O correto é: “um escritor negro ou mulato”.
2) Pode tomar chá e/ou café.
ERRADO. Basta o E: pode tomar chá e café. A escolha está implícita: sei que posso tomar chá e, se quiser, café. Só se um excluísse realmente o outro se usaria “ou”, isto é, quem tomasse café não poderia tomar chá, e vice-versa.
CORRETO. Com isso o leitor quer dizer que é grato em qualquer situação: se eu apenas responder; se eu apenas mandar o material (sem responder); se eu responder e além disso mandar o material.
Vê-se, então, que só deve usar e/ou quem deseja deixar claríssimo que se trata de três situações distintas. Mas nem sempre isso é fundamental. Na maioria dos casos, até mesmo neste último exemplo, as opções ficam implícitas apenas com o uso de ou.
--- Quando me refiro a uma data seguida da expressão próxima, estou dizendo que o fato ocorrerá na mesma semana? Por exemplo: se digo numa quarta-feira (27/2): a reunião ocorrerá na próxima sexta-feira. Estou dizendo que a reunião ocorrerá no dia 1º/mar ou no dia 8/mar? Sheila Schreck, São Leopoldo/RS
Em princípio, o entendimento de próximo é exatamente o dia mais perto, o da mesma semana, que no caso do exemplo seria dia 1º de março. Mas algumas pessoas poderiam entender “próximo” o que vem depois da semana corrente. Aí se trataria do dia 8 de março. Por isso, é preciso cuidado para não se criar nenhuma ambiguidade; deve-se colocar no texto uma indicação mais precisa, como a data, caso em que a palavra próximo fica como reforço:
Teremos uma reunião na segunda-feira 13.
A reunião será realizada na próxima sexta-feira (1º de março).
Observe que este/esta ou neste/nesta não deixa margem a dúvida:
A reunião ocorrerá excepcionalmente neste domingo.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
LOUVAR "O" ou "AO" SENHOR?
- Quem louva louva alguma pessoa ou alguma coisa. Em muitos hinos religiosos, porém, aparece a frase "louvar ao Senhor". É natural que surja a dúvida: Ela é correta?
- É, sim. Normalmente, o verbo responde à pergunta: louvar que pessoa? Louvar o Senhor.
- Gramaticalmente, no entanto, verbos que pedem complemento sem preposição (transitivos diretos) podem ser usados com preposição (transitivos indiretos) antes de alguns tipos de palavras. Um desses casos ocorre com Deus e seus equivalentes. Por isso, louvar ao Senhor, como se diria louvar a Deus, amar a Deus, louvar ao Criador, amar ao Criador.
- Repare que se diz eu amo aquela mulher. Com Deus, porém, o usual é amar a Deus.
- Também é comum o emprego da preposição a com quem, todos e ambos: Não sabia a quem escolher./ Conhecia a todos./ Procurava a ambos.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
DÚVIDA CRUEL: O BCCCV informa => Nada haver ou nada a ver?.
- E nem com a Língua Portuguesa!
- Na expressão "nada a ver" não ocorre o verbo haver e sim o verbo ver antecedido da preposição a.
- O mesmo vale para a expressão tudo a ver (uso correto).
terça-feira, 20 de abril de 2010
BARBARIDADE DA LÍNGUA PÁTRIA:
- Cuidado para não cometer um erro de ortoépia ao pronunciar essa palavra.
- SEJA e nunca seje.
- SEJA é forma verbal do verbo ser e aparece nos seguintes tempos:
Que eu seja
Que tu sejas
Que ele seja
Que nós sejamos
Que vós sejais
Que eles sejam
IMPERATIVO AFIRMATIVO:
sê tu
seja você
sejamos nós
sede vós
sejam vocês
IMPERATIVO NEGATIVO:
não sejas tu
não seja você
não sejamos nós
não sejais vós
não sejam vocês
domingo, 11 de abril de 2010
DÚVIDA CRUEL: O BCCCV informa => A VISTA, À VISTA.
=> Não ocorre crase em a: Pagamento a vista.
=> Diz-se, porém: O pagamento foi feito à vista da secretária.
Somente à vista de certidão de óbito, poderá ser decretada a extinção da punibilidade.
=> A expressão à vista seria defensável pelos que entendem haver ambiguidade: vender a vista e vender à vista.
=> SERÁ QUE ALGUÉM QUE VENDE OU PAGA A PRÓPRIA VISTA OU A DE OUTREM?
=> Há o raríssimo caso de pessoas que oferecem binóculos ou outros aparelhos para que se possa observar algo; nesse caso, vende a vista da paisagem...
=> Há casos em que ocorre a crase como em: à vista de João, todos emudeceram.
=> Portanto: São duas expressões diferentes: a vista e à vista de.
- Não se diz pagamento ao prazo; logo, não se usa o sinal da crase na expressão pagamento a vista.
- No entanto, ocorre crase em construções como: À vista de todos, ele retirou-se. Aqui, já não se trata de expressão comercial. PORTANTO: CUIDADO!!!!
terça-feira, 2 de março de 2010
DÚVIDA CRUEL: O BCCCV explica:
- Aconteceu muitos casos de reclamação de clientes.
- Segue os documentos necessários para o cadastro.
- Os produtos da empresa não contém prazo de validade.
- Foi feito várias propostas.
- Ocorreu nos meses de agosto e setembro sérias crises econômicas.
- Fica estabelecido as seguintes alterações.
CORRETO:
- Aconteceram muitos casos de reclamação de clientes.
- Seguem os documentos necessários para o cadastro.
- Os produtos da empresa não contêm prazo de validade.
- Foram feitas várias propostas.
- Ocorreram nos meses de agosto e setembro sérias crises econômicas.
- Ficam estabelecidas as seguintes alterações.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
PECADOS DA LÍNGUA PÁTRIA:
- Os verbos "haver" e "fazer" são responsáveis por muitos erros.
- No sentido de "existir" e "ocorrer", ambos são impessoais, ou seja, não devem ser flexionados quando empregados para indicar tempo passado ou fenômeno meterológico.
EQUIVOCADO:
- Houveram fatos inusitados na reunião.
- Houveram muitas chuvas no mês de novembro.
- Haviam muitas pessoas na palestra.
- Fazem quatro meses que trabalho aqui.
- Fazem anos que não a vejo.
CORRETO:
- Houve fatos inusitados na reunião.
- Houve muitas chuvas no mês de novembro.
- Havia muitas pessoas na palestra.
- Faz quatro meses que trabalho aqui.
- Faz anos que não a vejo.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
PECADOS DA LÍNGUA PÁTRIA:
- Se eu o ver, darei o recado.
- Se ele manter o acordo, teremos ótimos resultados.
- Quando eles proporem o valor, nós decidiremos se compraremos o equipamento.
CORRETO:
- Se o vir, darei o recado.
- Se ele mantiver o acordo, teremos ótimos resultados.
- Quando eles propuserem o valor, nós decidiremos se compraremos o equipamento.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
PROBLEMA DE CRASE-> o BCCCV explica:
sábado, 6 de fevereiro de 2010
ALUNO PERGUNTA E O BCCCV RESPONDE:
-olá professora
tenho uma dÚvida!
o correto é:
e tanto ou em tanto?
ex:
foi uma aventura E TANTO.
foi uma aventura EM TANTO.
LAISON COSTA.
BCCCV:
- Muito fácil: Foi uma aventura " e tanto" = significa: uma aventura especial, para lá de boa, maravilhosa, sensacional, que não dá para esquecer e tantos outros significados com valores marcantes.
NB.: "Foi uma aventura em tanto" -> nunca tinha visto!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
ALUNO PERGUNTA E O BCCCV RESPONDE:
RESPOSTA:
- BEM-VINDO: É uma saudação! Chegada feliz!
- = Bem-recebido; bem-acolhido à chegada;
- = Que chegou a salvo; que chegou bem.
- Com hífen é o adjetivo: Sejam bem-vindos à casa de Paulo.
- Bem-vindo ao Rio de Janeiro.
- Sem hífen, é o antropônimo: Dona Benvinda casada com o senhor Benvindo.
- Plural de bem-vindo = bem-vindos.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
ARMADILHAS DE NOSSA LÍNGUA!
sábado, 30 de janeiro de 2010
DÚVIDA CRUEL: O BCCCV informa.
--- Li que são regras de paralelismo que não se deve usar a expressão “por outro lado” no início de frases sem que antes haja “por um lado” expresso, mesmo que anteriormente esteja subentendida a ideia de oposição. A. C., Brasília/DF
Em primeiro lugar, deve ficar claro que a expressão “por outro lado” pode ser usada, sim, “isoladamente”, como elemento de transição que é.
Sabe-se que um dos recursos para dar conexão entre ideias é o uso das chamadas partículas, locuções ou expressões de transição. São elas que permitem encadear de maneira coerente vários enunciados. O autor do prestigiado livro "Comunicação em Prosa Moderna" (14ª ed. 1988), Othon M. Garcia, separa-as em grupos analógicos que encerram o sentido de "prioridade, relevância [como 'primeiramente', 'antes de mais nada' etc.] / tempo / semelhança, comparação, conformidade / dúvida / certeza, ênfase / surpresa, imprevisto / esclarecimento / propósito, intenção / causa e consequência / resumo, conclusão / lugar / oposição / adição, continuação".
No último grupo citado encontramos "por outro lado, além disso, ademais, outrossim, também", entre outras locuções e partículas.
Vejamos um exemplo prático:
Como expusemos anteriormente, na década de 1910 o Estado chamava para o espaço escolar as camadas pobres da população, incluindo os negros. Por outro lado, a inclusão dos negros na escola deveu-se em alguns casos a uma oportunidade apadrinhada. O caso mais conhecido é o do poeta catarinense Cruz e Sousa.
Tanto é uma expressão a ser usada por si mesma que ela tem substitutos ou equivalentes:
De outra parte...
Por seu turno...
Por sua vez....
Por seu lado / De outro lado
De outro ponto de vista...
Sob outra perspectiva...
No tocante ao paralelismo mencionado na consulta, o que na verdade não pode ocorrer é você usar "por outro" (sem a palavra lado) sem colocar um "por um lado" anteriormente. Nem tampouco você pode dizer “por um lado” esquecendo-se do correspondente “por outro (lado)”.
Aproveitando o espaço, vejamos dois exemplos de pontuação usada com ambas as expressões. Note-se que elas não precisam ficar necessariamente entre vírgulas.
Essa prática tem suas raízes históricas nos critérios estéticos neoclássicos impostos de um lado pela Missão Francesa (1816) e, de outro, pelo ensinamento de artes e ofícios (1549 a 1780) desenvolvido pelos jesuítas.
Ao longo dos anos 80 ocorreu a consolidação da sistemática da avaliação: por um lado, foram introduzidos aprimoramentos nos formulários de obtenção de dados, bem como sua progressiva informatização, foram criadas comissões de especialistas, etc.; por outro, a instituição oficial passou a consultar as áreas de conhecimento para obter indicações de nomes.