sábado, 27 de outubro de 2018

CASOS ESPECIAIS DE PARTICÍPIO:

Vimos no artigo anterior que existem alguns verbos com particípio duplo: o regular (-ado, -ido) usado com ter e haver; e o irregular (forma contraída), com ser e estar. Com alguns desses verbos, todavia, já não se faz distinção, ou seja, na mesma situação emprega-se tanto um quanto outro:

Os sábados e domingos ele tem gasto/ gastado em comícios e reuniões políticas.

Foi assassinado a tiros mesmo depois de a família ter pago/ pagado o resgate.

Fomos pegos/ pegados desprevenidos, e as consequências se mostraram dramáticas.

Vamos entrevistar aquelas pessoas que têm ganho/ ganhado na Sena repetidamente.

Foram fritos/ fritados quatro ovos.

Não temos elegido/ eleito nosso candidato há vários anos. [Mas com os auxiliares ser estar só há uma opção: Ele foi eleito senador.]

O BCCCV esclarece:

 
PARTICÍPIO & ADJETIVO

Há alguns verbos que apresentam dois particípios mas escapam à regra dos particípios duplos, pois seu particípio irregular é usado somente como adjetivo. Exemplos:

Tudo foi anexado conforme sua orientação.[voz passiva com verbo ser + particípio]

O documento está anexo.[anexo = adjetivo]

É o caso, entre outros, dos seguintes verbos:

Infinitivo                   Particípio                  Adjetivo

absorver                  absorvido                     absorto
anexar                     anexado                       anexo
aprontar                   aprontado                    pronto
cativar                      cativado                      cativo
completar                 completado                 completo
concretar                 concretado                   concreto
confundir                 confundido                   confuso
corromper               corrompido                   corrupto
entortar                   entortado                      torto
estender                  estendido                     extenso
estreitar                   estreitado                     estreito
livrar                        livrado                          livre
nasce                      nascido                        nato/nado
omitir                      omitido                         omisso
quitar                      quitado                         quite
restringir                 restringido                    restrito
revolver                  revolvido                      revolto
torcer                      torcido                         torto

CASOS ESPECÍFICOS

ABRIR. Já teve dois particípios: abrido e aberto. O primeiro saiu de uso. O mesmo aconteceu com os verbos cobrir e escrever, que de cobrido/coberto escrevido/escrevinhado/escrito só ficaram com o último particípio.

A menina já tinha aberto a porta quando tocamos a campainha.

CHEGAR. Tem um único particípio: o regular chegado. *Chego é vulgarismo.

Na hora de fechar o colégio o pai de Leonardo ainda não tinha chegado.

EMPREGAR. Por analogia com entregar, que tem dois particípios – entregado e entregue – há quem diga "empregue". Mas na língua culta no Brasil só o particípio regular é aceito.

Na construção da casa foi empregado material de primeira classe.

MORRER. Morrido é particípio usado com ter haver. Morto se usa com os auxiliares ser e estar, mesmo subentendidos.

Alguns trabalhadores nesse meio têm morrido precocemente.

Nascido na França em 1881, morto em Nova Iorque a 10 de abril de 1955, Teilhard de Chardin descendia de família ilustre.
 
VIR. Fugindo à regra da formação em -ado ou -ido, vir tem como particípio vindo, igual ao seu gerúndio. Verbos correlatos:advindo, intervindo, provindo, sobrevindo.

Ele não tem vindo à igreja ultimamente.

Se não tivesses intervindo a tempo, as crianças teriam se machucado.

Maria Tereza de Queiroz Piacentini

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

PARTICÍPIO DUPLO:

particípio acumula as características de verbo com as de adjetivo e, na forma, se distingue pelas desinências -ado para a 1ª conjugação e -ido para a 2ª e a 3ª. O particípio permite a formação dos tempos compostos que exprimem o resultado do processo verbal:

Dora tem provado nos palcos que se pode reescrever o destino das crianças de rua.

O canário vem sendo negociado por duzentos reais.

Quando soubemos da previsão de mau tempo, já havíamos planejado o acampamento.

Aquele sofá já está vendido.



Existem verbos, em português, que possuem dois particípios: um regular – com as terminações -ado -ido – e outro chamado irregular, porque se forma de modo contraído, sem tais desinências, como solto, findo, salvo, seco etc. O particípio regular é usado com os auxiliares ter haver, ou seja, na voz ativa:

Dizem que a polícia tem prendido alguns traficantes adolescentes.

Ele já havia soltado o cachorro quando o vizinho entrou pelo portão.

Parece que o correio não tem entregado as cartas pontualmente.

O particípio irregular exprime um estado – é usado na voz passiva, em especial com os auxiliares ser, estar, ficar, e neste caso flexiona no feminino e no plural:  

O traficante só será preso depois de muita busca.

Os cachorros estão presos desde que morderam o carteiro.

A cinta ficou presa na porta alguns instantes; logo foi solta.

Mesmo os malotes têm sido entregues com atraso.
 
Para sua consulta, listamos alguns verbos com duplo particípio, separados por conjugação:
 
Infinitivo               Particípio regular               Particípio irregular

aceitar               [tem] aceitado                   [foi, está] aceito
dispersar           dispersado                        disperso
entregar            entregado                          entregue
enxugar            enxugado                           enxuto
expressar         expressado                        expresso
expulsar           expulsado                           expulso
findar                findado                               findo
ganhar              ganhado                             ganho
isentar              isentado                              isento
limpar               limpado                               limpo
matar               matado                               morto
murchar           murchado                           murcho
pagar               pagado                               pago
salvar              salvado                               salvo
secar               secado                               seco
segurar           segurado                            seguro
soltar              soltado                                solto
vagar              vagado                               vago
 
acender          acendido                            aceso
benzer            benzido                              bento
eleger            elegido                                eleito
incorrer          incorrido                              incurso
morrer            morrido                               morto
prender          prendido                             preso
suspender     suspendido                         suspenso

expelir           expelido                               expulso
exprimir         exprimido                            expresso
extinguir        extinguido                           extinto
imergir          imergido                              imerso
imprimir        imprimido                            impresso
inserir           inserido                               inserto
submergir     submergido                         submerso

Maria Tereza de Queiroz Piacentin

sábado, 13 de outubro de 2018

MAU, MAL E MAIS BEM COLOCADO:

MAU, o contrário de bom, é adjetivo – portanto sempre modifica um substantivo – e tem o feminino má  (plural: maus e más):

Fez um mau negócio, num mau momento.

Os homens maus e as mulheres más sempre se dão mal.

lobo mau enfrentou um homem bom.

o #BCCCV esclarece:


MAL tem por antônimo a palavra bem e pode ser:

(1) advérbio de modo; neste caso fica invariável e no mais das vezes acompanha um verbo ou um adjetivo:

Quando ele se comporta mal, nada vai bem.

Isso pegou mal.

Ela joga muito mal.

Ele é mal-humorado.

Estamos mal servidos.

(2) substantivo:

O pequeno mal que o remédio provoca é compensado pelo bem que lhe traz.

Ele não imagina o mal que fez.

(3) conjunção:

Mal chegou de viagem, já deseja partir.

O comparativo de superioridade de mau e mal é pior, o que equivale a "mais mau/mal":

Ele fez o pior negócio da sua vida.

Esse rapaz joga pior do que os demais.

O comparativo de superioridade de (mais) bom e (mais) bem é melhor:

Margô é uma atleta melhor do que suas colegas.

Ela fala inglês melhor do que seus irmãos.

O brasileiro se saiu melhor do que os americanos.

Os gêmeos Pat e Nick são os melhores alunos da turma.

OBSERVAÇÃO: No entanto, diz a regra que quando vêm antes do particípio, os advérbios mal e bem não se contraem com o "mais" que os precede, como por exemplo "mais bem aceito; mais mal ajeitado; o trabalho mais bem feito; as ruas mais bem calçadas".

MAIS BEM (OU MELHOR) COLOCADO

João Ricardo Pupo, Augusto Pouchain Júnior e Zeca dirigiram-se ao Mural de Consultas para questionar o uso de mais bem colocado, mais bem aceito, mais bem feito no lugar de melhor colocado, melhor aceito etc.

Como vimos acima, a forma clássica, original, é justamente a não contraída: o time mais bem colocado, as questões mais bem aceitas, a frase mais bem elaborada, os políticos mais bem instruídos. No entanto, pelo fato de mais bem ser sintetizado para melhor, a expressão se transformou com o tempo, e hoje se admite o uso de "melhor" em construções como estas:

O time que for melhor colocado terá privilégios.

Parece que agora os papéis estão melhor distribuídos em termos sociais.

De qualquer forma, use o ouvido e o bom senso para fazer a melhor escolha. No caso do advérbio com sentido negativo, contudo, sempre use menos bem, e não pior:

Entram em primeiro lugar os alunos pequenos, depois os grandes; em frente ficam os menores de confiança; mais em vista do professor, os menos bem comportados.

Maria Tereza de Queiroz Piacentini

domingo, 30 de setembro de 2018

O GRAMA e A GRAMA:

RAPIDINHA DE PORTUGUÊS:


Cuidado com o grama e a grama!

**O grama: É substantivo masculino que indica unidade de massa (peso).

Exs.: 1. Neusa pediu DUZENTOS gramas de fermento.
2. A polícia descobriu DOIS gramas de cocaína na roupa do jogador.
O BCCCV esclarece:



***A grama: É substantivo feminino quando indica 'gramínea', erva: a grama do jardim.
Ex.:O jardim lá de casa está lindo, a grama está bem podada.


Abreviatura para singular e plural: g (sem ponto).

#BCCCV - Batalhão de Cidadania e Civilidade Contra a violência
Com #LucinéaWertz

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

ENTRE MIM, COM NÓS DOIS, PARA MIM (LER):

1. ENTRE MIM E VOCÊ

“Esse segredo deve ficar entre mim e você” – é esta a forma recomendada na língua-padrão: pronome oblíquo depois de preposição. Nas regiões em que o pronome usual é “tu”, o correto formal seria "entre mim e ti". Mas na linguagem popular do Brasil é comum e aceitável a frase “isso fica entre você e eu” (observe que "eu" agora vem em segundo lugar).

Essa rejeição ao "mim" só se dá com a preposição ENTRE. Com as demais preposições o uso desse pronome é natural: mim, até mim, contra mim, de mim, em mim, para mim, por mim, sem mim etc.
O BCCCV  esclarece:


2. CONOSCO E COM NÓS DOIS

O caso da preposição com é peculiar, pois ela se amalgama com o pronome oblíquo, à exceção da 3ª pessoa: comigo, contigo, com ele/ela, conosco, convosco, com eles, com elas. Registre-se, porém, que se usa “com nós” quando aparece um elemento especificador depois do pronome:

No final da cerimônia o presidente falou com nós todos.

O diretor discutiu o caso apenas com nós três.

3. SEQUÊNCIA PREP. + PRONOME + INFINITIVO

É muito difundida no Brasil a sintaxe “disse para mim ir, para mim trabalhar, para mim descansar”. Há uma explicação para isso, se se considerar que toda língua transplantada é mais arcaizante que a original: no período em que se falava o português arcaico – entre os séculos XII e XVI, justamente quando o Brasil foi descoberto – usava-se o pronome pessoal sujeito pelo pronome complemento e vice-versa. Exemplos apresentados na "Gramática Histórica" de Ismael de Lima Coutinho (1968:67): "o coração pode mais que mim" e "enforcariam ele".

No entanto, a gramática normativa determina o uso de eu, tu, ele, nós, vós, eles  (os pronomes pessoais retos) como sujeitos, e os pronomes oblíquos como complementos do verbo (objeto direto ou indireto). Quando se acrescenta um verbo no infinitivo ao sintagma "para mim" – para mim ler v.g. –, aí mim deixa de ser objeto indireto para ser sujeito desse infinitivo. Ao transformar a oração reduzida em desenvolvida temos a prova do sujeito: “um livro para eu ler” é igual a “um livro para que eu leia”; "presente para eu embrulhar = para que eu embrulhe".

Em suma: mim não pode ser sujeito, mim é objeto indireto: de mim, para mim, sem mim. Portanto, seria errado dizer “comprei a passagem para mim viajar” porque mim teria aí o papel de sujeito [de viajar], e o emprego do pronome oblíquo com função subjetiva é considerado erro pela gramática tradicional. Compare as frases sem e com o verbo no infinitivo:

Entregou o bilhete para mim. –  Entregou o bilhete para eu ler depois.

O abacaxi é para mim. –  O abacaxi é para eu descascar agora.

Fez um pavê para mim. – Fez um pavê para eu experimentar.

O produtor mandou 100 páginas para mim. – Mandou 100 páginas para eu decorar até amanhã.

Um alerta: pode-se encontrar para mim diante de um infinitivo sem que esteja errado, como nestes enunciados:

Está sendo difícil para mim aceitar seu novo casamento.

É importante para mim fazer alongamento numa academia.

Foi mais interessante para mim ler sua redação do que para você escrevê-la.

Aparentemente estamos contrariando a sequência para + eu + infinitivo. Então vamos rever a regra: o pronome é "reto" quando sujeito do infinitivo. Acontece que nas frases acima o infinitivo não tem um sujeito, ele é o próprio sujeito da oração principal. Para confirmar, façamos a construção na ordem direta:

Aceitar seu novo casamento está sendo difícil para mim. [complemento nominal de difícil

Fazer alongamento numa academia é importante para mim.

Ler sua redação foi mais interessante para mim do que [foi] para você escrevê-la.

Maria Tereza de Queiroz Piacentini

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

DISSERTAÇÃO:

RAPIDINHA DE PORTUGUÊS:

Dissertar é expor um ponto de vista, defender uma ideia, questionar um assunto. é, sobretudo, analisar algum tema.

O BCCCV esclarece:


As principais características do texto dissertativo são:

[] Interpreta e analisa, através de conceitos abstratos, os dados concretos da realidade.

[] Os dados concretos funcionam apenas como recursos de confirmação ou exemplificação das ideias abstratas que estão sendo discutidas.

[] Ainda que não exista, em princípio, progressão temporal entre os enunciados, eles mantêm relações lógicas entre si, o que impede de se alterar à vontade sua sequência. 

Outras características do texto dissertativo:

[] É um texto temático, tudo nele evolui a partir de um raciocínio.

[] É próprio de temas abstratos, dos textos críticos, das teses, da exposição, da argumentação.

[]  Oferece ao leitor um tratamento novo do assunto, apresenta observações, reflexões, análise, avaliação, crítica, enfim, envolve opiniões.

[] Apesar de citar episódios concretos e particulares , ele não se desvia da discussão de caráter genérico a que se dispõe.

ESQUEMA-PADRÃO:

TÍTULO: (frase nominal, sugestivo)

1º Parágrafo: INTRODUÇÃO = Apresentação do tema (tópico-frasal) + argumento 1 + argumento 2.

2º Parágrafo: DESENVOLVIMENTO = Retomada do argumento 1 + defesa.

3º Parágrafo: DESENVOLVIMENTO = Palavra de ligação + Retomada do argumento 2 + defesa.

4º Parágrafo: CONCLUSÃOPalavra de ligação indicando conclusão (não é obrigatória, pode estar implícita) + Retomada do tema + sugestões e/ou opinião pessoal (sem uso da 1ª pessoa).

Por #LucinéaWertz do BCCCV - Batalhão de Cidadania e Civilidade Contra a Violência/2018.

INDICAÇÕES DE TEMPO: HÁ, A, ATRÁS, FAZ, DAQUI A.

TEMPO PASSADO-PRESENTE: HÁ E FAZ

Quando se quer indicar tempo transcorrido (do passado até o presente), emprega-se impessoalmente o verbo haver, tanto quanto o verbo fazer:

 dois anos (que) não o vejo.

Faz dois anos que não o vejo.

Inventada em 1851, a máquina de costura de Isaac Singer domina o mercado  150 anos.  [...faz 150 anos]

Há / faz um século, havia cerca de 80 mil tigres no mundo.
O BCCCV esclarece:

 
HÁ OU ATRÁS

Quando se quer indicar um acontecimento no passado usa-se há ou atrás. Nunca juntos [há tempo atrás], por ser redundância. Até podemos falar “há tempo atrás” como um reforço, uma vez que o ouvido pode captar mal o som /a/ inicial, mas ao escrever devemos usar ou um ou outro termo:

A aparição da cerâmica na Amazônia data de 3.000 anos atrás.

Essa civilização desapareceu há 200 anos [ou: desapareceu 200 anos atrás].

Até pouco tempo atrás não se pensava nesse tipo de cartilha.

Até há pouco tempo os professores eletrônicos eram inacessíveis à maioria.

Exibia uma vasta cabeleira até dois anos atrás, mas o vi há um mês sem um fio de cabelo.

TEMPO PRETÉRITO: HAVIA E FAZIA

Quando se quer indicar tempo transcorrido apenas no passado, usa-se havia ou fazia. Está se generalizando o emprego de "há" em qualquer situação de tempo transcorrido, mas é preciso lembrar que  se refere a uma data no passado tendo como referência o dia de hoje. Quando se quer marcar um tempo anterior a uma ação pretérita, deve-se usar, em redações formais, havia ou fazia (este fica mais espontâneo). Vejamos alguns exemplos:

Fazia tempo que eu não pilotava algo tão rápido. [hoje, agora, já estou pilotando]

Havia/ Fazia uma semana que estava soterrado quando o encontraram. [tudo aconteceu no passado]

Criticou-se a decisão de entregar a aeronave ao comando de um piloto que estava inativo havia vários meses.

Em 1866, o tigreiro Wenceslau tinha 18 anos e estava casado havia sete meses.

O cabo Cedric Tornay tinha se irritado depois de receber uma advertência e de fato estava chefiando o grupo responsável pela segurança do Papa havia sete meses, desde que o comandante anterior se aposentara.

TEMPO FUTURO: A E DAQUI A

Na indicação de um tempo que se conta de hoje para o futuro, usa-se daqui a ou apenas a preposição a, conforme a construção frasal:

Viajaremos daqui a dois dias.

Daqui a pouco até eu me sentirei um peixe fora d’água.

Estamos a uma semana do festival e nada foi feito. [o festival acontecerá daqui a uma semana]

Embora estejamos ainda a seis meses da realização do evento, vimos convidá-la a tomar parte do corpo de jurados. [o evento será daqui a seis meses]

A 13 dias do encerramento do prazo para declaração do Imposto de Renda, 12 milhões de pessoas ainda não entregaram o documento ao fisco. Teremos congestionamento!

De fato, a 40 dias do campeonato e com esse despreparo, não se pode esperar o título.

Maria Tereza de Queiroz Piacentini