terça-feira, 20 de dezembro de 2011

QUE SE REALIZARÁ ? OU ???


*Convidamos para a feira do gado, que realizar-se-á de 12 a 15 de março.

A frase acima foi destacada de um folheto promocional por conter um equívoco
de redação. Existem erros que passam despercebidos, mas o bom ouvido logo
acusa uma falta de eufonia no trecho “que realizar-se-á”. Como o pronome relativo
que tem a faculdade de atrair as partículas átonas, como o se, o correto é redigir assim:

Convidamos para a feira do gado, que se realizará de 12 a 15 de março.

O que leva muitos redatores a usar a mesóclise “realizar-se-á” nesse tipo de frase?
Certamente é o fato de o verbo estar no futuro do presente, pois se aprende na escola
que a mesóclise [intercalação de pronome átono no verbo] é usada nos tempos futuros.
Mas isso é apenas parte da questão. Falemos antes sobre esse tempo verbal.

O FUTURO

Em português temos dois tempos de futuro no modo Indicativo: o do presente, com as
terminações ei, ás, á, emos, eis, ão(eu direi, tu cantarás...) e o futuro do pretérito,
com as terminações ia, ias, ia, íamos, íeis, iam (eu diria, tu cantarias...). Este último
já foi chamado de “tempo condicional”, e é assim que se denomina em francês
(conditionnel) e em italiano (condizionale).

No latim vulgar o futuro clássico foi substituído por uma composição do infinitivo de um verbo
com o indicativo do verbo haver: saber + hei  (ou hei de saber) = saberei;
falar + hás (hás de falar) = falarás; realizar + hia (por havia) = realizaria.
A princípio havia certa liberdade na ordem de colocação do infinitivo, 
que podia vir antes ou depois do verbo haver, mas depois ele acabou se
fixando no primeiro lugar da construção.
Entre nós ficou a consciência dessa formação original do tempo futuro,
tanto é que se pode intercalar nele o pronome oblíquo átono
[me, te, se, lhe/lhes, o/os, a/as, nos, vos]: sabê-lo-ei, falar-lhe-ás, realizar-se-ia.
A essa interposição chamamos mesóclise.

ÊNCLISE INVIÁVEL

Primeiramente, sabe-se que é inviável ou proibida a ênclise com os verbos no futuro.
Isso quer dizer que não se usam os pronomes átonos depois do verbo no futuro do
presente ou do pretérito, assim: “darão-se, levarei-te, fará-se” ou “diria-se, contariam-nos,
mandaria-lhe”. Essas formas verbais em início de frase devem ser transformadas em mesóclise:
dar-se-ão, levar-te-ei, far-se-á, dir-se-ia, contar-nos-iam, mandar-lhe-ia.

No entanto, a mesóclise não é sempre obrigatória. Pode-se também usar a próclise com o futuro, ou seja, o pronome antes do verbo. Basta que para isso haja na frente do verbo uma palavra que atraia o pronome átono, como um advérbio de negação ou um dos conectivos iniciados com QU (para não falarmos em conjunção e pronome relativo): que, quem, qual, quais, quando.

Por consequência, não escreva:

* Surgiu a proteção que dar-se-ia pelas normas vigentes.

* Transferiu-se a programação para o próximo sábado, quando dar-se-á ao
cliente maior atenção.

* Não se sabe quem interessar-se-á pela criação de ostras.

Jamais ser-lhe-á exigida indenização.

* É necessário manter a ordem preestabelecida, sem a qual tornar-se-á nula a inscrição.


Corrija para:

Surgiu a proteção que se daria pelas normas vigentes.

Transferiu-se a programação para o próximo sábado, quando se dará ao cliente
maior atenção.

Não se sabe quem se interessará pela criação de ostras.

Jamais lhe será exigida indenização.

É necessário manter a ordem preestabelecida, sem a qual se tornará nula a inscrição.

sábado, 26 de novembro de 2011

SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS COMPOSTOS:



substantivo composto é formado principalmente por:


- SUBSTANTIVO + SUBSTANTIVO (às vezes com preposição no meio): hotel-fazenda, hospital-dia, situação-problema, licença-maternidade, vale-refeição, público-alvo, tempo-limite, diretor-presidente, bicho-da-seda, cor-de-rosa


 SUBSTANTIVO + ADJETIVO ou adjetivo + substantivo: alto-mar, cachorro-quente, batata-doce, boia-fria, curta-metragem, dedo-duro, má-fé
 

- VERBO + SUBSTANTIVO: bate-boca, beija-flor, conta-gotas, guarda-sol, porta-aviões, saca-rolhas, vira-lata

adjetivo composto é formado de dois ou três adjetivos, isto é:


- ADJETIVO + ADJETIVO: administrativo-financeiro, afro-brasileiro, político-partidário, sócio-histórico-cultural


CASOS SUTIS  
Existem alguns casos, bem mais sutis, que podem confundir o redator, levando-o a não perceber que dois vocábulos podem estar formando um adjetivo composto. Isso ocorre quando a mesma palavra funciona ora como substantivo, ora como adjetivo. Uma boa maneira de distinguir um do outro é observar o uso (às vezes implícito) do artigo, que sempre estará determinando o substantivo, e não o adjetivo. Vamos exemplificar a situação com as palavras policial e militar.


SUBSTANTIVO (para melhor percepção do substantivo, grifamos o artigo também):
          Dizem que um policial está envolvido na trama.
          O militar chegou cedo ao quartel.


ADJETIVO:
          Será feita uma minuciosa investigação policial.
          O material pertence à Polícia Militar.


SUBSTANTIVO E ADJETIVO juntos (não há um composto):
          Será homenageado o policial militar que se sobressaiu na operação.


ADJETIVO COMPOSTO:
          Abriu um inquérito policial-militar contra o então bispo de Volta Redonda.
          Favor procurar o Destacamento Policial-Militar.


É importante lembrar que o adjetivo só se liga a um substantivo por hífen quando juntos formam nova unidade semântica, ou seja, quando perdem seu sentido literal e passam a transmitir nova ideia. Assim sendo, em relação à segunda pergunta, não há razão para unir com hífen sócio titular sócio dependente, pois o adjetivo aí não perde seu sentido original: trata-se de um sócio que tem a característica de ser efetivo ou titular (assim com juiz titular professor titular) e um sócio que depende de outro. O hífen não mudaria o sentido das palavras, da maneira como acontece com “cachorro quente” e “mesa redonda” contrapondo-se a cachorro-quentemesa-redonda, por exemplo. Diferente é o caso de sócio-gerente, em que temos a união de dois substantivos: um sócio que é ao mesmo tempo gerente.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SEGUIR(-SE), VENCER(-SE), REQUERER





*- O verbo seguir, no sentido de vir a seguir, na sequência do texto, é reflexivo?
 E o verbo vencer, no sentido de chegar o dia de pagamento: é reflexivo?
 Celso L. B. Fernandes, São Paulo/SP

Antes de tudo, gostaria de aproveitar para explicar que todos esses verbos que
aparecem acompanhados de um pronome oblíquo átono [me, te se, nos, vos]
se chamam verbos pronominais. Existem alguns essencialmente pronominais,
que não se usam sem o pronome, como queixar-se, arrepender-se, apiedar-se,
indignar-se, suicidar-se, orgulhar-se, apoderar-se, atrever-se etc. O “se”,
nesses casos, não tem nenhuma função sintática.

Há verbos transitivos diretos que são eventualmente pronominais, usados com
os referidos pronomes átonos ou clíticos para indicar

- reflexibilidade (o sujeito pratica e recebe a ação verbal):

                    A velhinha se penteia com a mão esquerda.

                    Na briga entre as gangues, Pierre e Pedro se machucaram bastante.

                    Tu te esquentas à toa, rapaz!

                    Eles gostam de se mostrar, de se exibir...

- reciprocidade (um ao outro, mutuamente):

                    Cleusa e Carlos se estimam e se tratam como irmãos.

                    No Natal e Ano-Novo nós nos cumprimentamos por e-mail.

O verbo SEGUIR no sentido de "vir na sequência, vir depois, continuar, prosseguir,
suceder" pode ser intransitivo (usado sem pronome) ou pronominal:
"as informações que seguem" ou "as informações que se seguem".
É também intransitivo com o significado de “estar próximo”. Exemplos:

Na foto, segue o autógrafo do cantor.

Seguem com este minhas recomendações para sua família.

Não se preocupe: o cheque seguirá junto.

Leia atentamente as instruções que seguem (abaixo).

O verbo VENCER não é pronominal quando usado no sentido de expirar, terminar
– ao menos no Brasil de hoje e conforme estatística de corpus linguístico realizada
recentemente, a qual não detectou construções do tipo “a fatura se vencerá”, mas
sim “a fatura vencerá”, em que vencer é verbo intransitivo:

O prazo vence na segunda quinzena de agosto.

As promissórias estão vencendo hoje.

Os títulos venciam no banco e eles nem aí...

Devo acrescentar que alguns dicionários, contudo, registram a possibilidade de
se empregar o verbo vencer pronominalmente em tal acepção: “o prazo se vence
no dia 10”. Esta não seria portanto uma forma incorreta, mas sim desusada.

--- Quanto a requerer que o juiz arbitre os honorários, eu me expresso da forma
a seguir mencionada, mas não tenho certeza se está correto: requeiro o arbitramento
dos honorários advocatícios. V.L.B., Sorocaba/SP

Está correto, porque o verbo requerer não se conjuga pelo verbo querer, embora
haja algumas formas semelhantes. Assim, dizemos: eu quero, ele quer, nós queremos;
mas eu requeiro, ele requer, nós requeremos. Veja também a diferença no passado
(pretérito perfeito): eu quis, ele quis, quisemos, quiseram; mas eu requeri,
ele requereu, nós requeremos, eles requereram.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

? APOSTO ?


É  preciso considerar sempre a ideia de restrição em oposição a totalidade. Essa restrição, para exemplificar mais um pouco, fica bem clara em frases como:

Nós professores temos um papel a cumprir.

Se nós latino-americanos não temos a tecnologia que os soviéticos tinham há 40 anos, é sinal de que estamos muito mal.

Nós da classe média temos vivido no sufoco.

Campanha feita por nós portadores de Aids...

Já na frase Nós, seres humanos, somos um mistério, o aposto seres humanos é explicativo porque todos somos seres humanos.

A propósito, Maria Laís Pestana nos traz uma dúvida gerada pelo uso da preposição com: “Tal como aconteceucom nós, seres humanos, ou tal como acontece conosco, seres humanos?” A primeira forma (com nós, seres humanos) é a correta, porque se usa “com nós”, e não conosco, quando o pronome nós vem seguido de um aposto, seja ele explicativo ou especificativo: com nós três, com nós todos, com nós mesmos, com nós próprios, com nós da família Tal.

No caso do título deste artigo – voltando à primeira consulta – a vírgula até poderia criar a mencionada ambiguidade. Em “O que pensarão de nós, brasileiros?” seria possível o último termo se passar por um vocativo: “O que pensarão de nós, (ó) brasileiros?”

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

VIR (dicas espertas)


Na frase abaixo é necessário, facultativo ou incorreto colocar a preposição depois do verbo vir? “Que venham a manchar a imagem da arbitragem.” Bianca Casagrande, Porto Alegre/RS

Não é indiferente o uso da preposição nesse caso: há mudança de significado. Na combinação de vir com outro verbo, distingue-se vir+infinitivo de vir+a+infinitivo.

1) No primeiro caso, tem-se a noção de chegar ou de se locomover com alguma finalidade. A preposiçãopara está implícita:

Vim [para] saber o que ocorreu.
A senadora veio participar da campanha eleitoral.
Espero que venhas trazer o dinheiro ainda hoje.
Os três bolivianos não vieram cursar Medicina, mas sim Enfermagem.

2) O uso da preposição a entre vir e o infinitivo tira da locução verbal a noção de finalidade e empresta-lhe o sentido de “acontecer, ocorrer, suceder”, de “chegar” mas não com o  sentido físico:

Vim a saber da tragédia pelos jornais.  [aconteceu de eu saber]
A senadora veio a participar da campanha eleitoral. [chegou a participar]
Espero que venhas a encontrar o que queres. [que acabes encontrando]
Depois de um tempo, veio a amá-lo como a um filho.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

PESSOA HUMANA?!? REÚSO ou REUSO?!? VER OU VIR?!? REAVIU OU REAVEU?!?


  • Ouço a toda hora a expressão “pessoa humana” dita por gente acima de qualquer suspeita. Não seria uma danada de uma redundância? Cao Hering, Blumenau/SC




Aparentemente, “pessoa humana” é uma redundância. Ou “pessoa” ou “ser humano” – basta um ou outro. Mas então por que é que em textos jurídicos, sobretudo na área de Direitos Humanos, encontram-se os dois termos juntos? Vejamos um exemplo:

Procura-se psicopata que vá à televisão pedir desculpas por torturas, como se esses atos de supremo agravo aos direitos da pessoa humana fossem perdoáveis venialmente.




  • DICA JURÍDICA: A explicação está em que neste caso é necessário distinguir a pessoa de direito privado ou pessoa jurídica (que seria uma sociedade, uma empresa, uma organização), que também tem seus direitos e pode sofrer danos, da pessoa física, que é a pessoa natural ou pessoa individual: o sujeito de direitos pelo fato de pertencer à espécie humana.


  •  A palavra reuso é acentuada? Claudia Rodrigues do Nascimento, Fortaleza/CE

A palavra reuso tem hífen? Roseana Rodrigues, São Paulo/SP

Não tem hífen, mas tem o acento gráfico para marcar a sílaba tônica no U: reúso. Sem acento você pronunciaria o eu como ditongo /reu/, e não como hiato, em que o u é pronunciado sozinho numa sílaba: /re-ú-so/. Se fosse grafado “reuso”, uma pessoa desavisada (já que é novidade e não aparece nos dicionários) poderia ler /reu-so/ como se lê deusa e Neusa. Este vocábulo tem sido utilizado geralmente em relação aos recursos hídricos:

O uso controlado e o reúso da água estão contemplados na nova política ambiental da instituição.

  •  Quanto ao uso dos verbos, estas frases estão corretas? Ele reaveu os bens que havia perdido. Se ele ver você na rua, não ficará contente. W.R.C., Araçatuba/SP



Quanto à primeira frase, nem *reaveu, nem *reaviu, pois o verbo reaver deriva de haver [re + haver sem o h], e não de ver. Ele é conjugado somente nas formas em que a letra aparece nas flexões do verbo haver. Por exemplo, no tempo presente conjuga-se hei, hás, há, havemos, haveis, hão. Então, no caso de reaver, só temos as formas reavemos e reaveis. Trata-se de um verbo defectivo. Não existe o subjuntivo presente nem o imperativo. Nos outros tempos, segue-se o verbo haver, como foi dito:

Ele reouve, logo, os bens que havia perdido.

Se os rebeldes reouvessem as armas que lhes tiramos, voltariam a atacar.

  • A segunda frase – Se ele ver você na rua, não ficará contente – contém uma impropriedade linguística do ponto de vista da norma culta ou da língua-padrão, já que o verbo ver é irregular, devendo ser conjugado assim no futuro do subjuntivo: se/quando eu vir, vires, vir, virmos, virem. Na hora de falar, poucas pessoas o usam assim. Porém, numa linguagem mais monitorada é solicitada essa conjugação, como nos seguintes exemplos:


Se eles virem você na rua, não ficarão contentes.

Quando eu vir o João, vou lhe dar o recado.

Por favor, diga à sua diretora, se você a vir ainda hoje, que o relatório está pronto.

Se não nos virmos mais, boa viagem!




(Vozes da Língua Brasil)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DÚVIDAS JURÍDICAS: Plúrimo ou plurimo?


  • Por questão meramente prática, sempre escrevi a palavra PLÚRIMA acentuada. É assim que escrevo para me referir a um ‘tipo’ de ação na esfera trabalhista ou para indicar a pluralidade de devedores, credores ou de obrigações, por exemplo, na esfera cível. Contudo, lendo alguns textos em jornais, internet etc. tenho notado que alguns escrevem PLURIMA, ou seja, sem  acentuação. A forma correta é com ou sem acento? Natanael Vieira dos Santos, São Paulo/SP




Para começar, vejamos o que significa a palavra plúrimo, pois ela é praticamente desconhecida fora do âmbito jurídico e não consta nos dicionários como vocábulo em português. Quando se quer fazer menção a uma pluralidade ou multiplicidade de situações ou coisas, tem-se usado o termo latino PLÚRIMO em vez de múltiplo, ou seja, aquilo que comporta mais de um elemento, como nestes exemplos:

A dissertação trata da cidadania plúrima como reflexo da competição entre sistemas-Estados.

“Da própria natureza do direito de propriedade decorre, antes de mais nada, que um domínio plúrimo não pode existir sobre uma e mesma coisa, plúrimo não no sentido de formas diversas de propriedade (...), mas no sentido de várias propriedades iguais e igualmente plenas sobre a mesma coisa.”

Geralmente a decisão é proferida por uma Junta de Conciliação e Julgamento em dissídio individual ou plúrimo, exercendo o tribunal mera revisão recursal.

Há certas relações jurídicas com diversos titulares ativos ou passivos (daí a legitimidade plúrima) que, pela sua própria natureza, não comportam cisão.

A origem do termo é o latim “plurimus, a, um”, que é o superlativo de “multus” (muitos), trazendo o dicionário latino a significação de “muito numeroso, ou o mais numeroso ou muito abundante, o mais abundante”.

Adaptada ao português, a palavra plúrimo deve ser acentuada para que se informe a leitura correta, pois do contrário um desavisado pode lê-la como paroxítona: /pluríma/. Ocorre a mesma questão de acentuação com as palavras latinas deficit, superavit, alibi, habitat, forum, por exemplo, que não sendo mais escritas com grifo em itálico ou aspas acabaram recebendo um acento gráfico no seu processo de aportuguesamento: déficit, superávit, álibi, hábitat, fórum.

  • Li num Código de Processo Civil comentado as seguintes frases: Não se há cogitar..., se há verificar é que..., não há mais aplicar o artigo. Pergunto: as três formas estão corretas? Obrigada. Maria Cristina, São Paulo/SP


Não vejo como abonar tal uso numa linguagem atual e elegante. Nos casos acima ou falta a partícula COMO, ou falta um DE. São sintaticamente boas e corretas estas frases:

Não há que se cogitar em mudar a função criadora do juiz.

Não há como se cogitar em mudar a função criadora do juiz, que não é um porta-voz da vontade do legislador. 

Não se há de cogitar em mudar a função criadora do juiz.

Pois há de se verificar que houve imprudência e má-fé.

Não há mais como aplicar o artigo, argumentou o advogado.

Não sendo a empresa ou o estabelecimento sujeitos de direitos, não há como falar em sucessão de empresas. 

Não há como se falar em nulidade do julgamento por falta de intimação.

Não há que se falar em nulidade do julgamento.

Não há como negar à jurisprudência e à doutrina a condição de fontes mediatas do Direito.   

Não há que se acolher a proposta.

Não há como (se) acolher a proposta.


(Vozes da Língua Brasil)