segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ANITA MALFATTI: 'rapidinha'

Um dos grandes nomes das artes: 

Ela foi uma das mais célebres pintoras brasileiras de destaque no século XX. Por conta de uma atrofia congênita no braço e na mão direita, passou a pintar com a mão esquerda. Seu nome é Anita Catarina Malfatti, mais conhecida por Anita Malfatti, pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora, uma das representantes do Modernismo brasileiro.

Anita ganhou destaque em 1917, quando fez uma exposição de arte com 53 obras. Ela foi bastante polêmica, inovadora e revolucionária ao apresentar obras que retratavam os personagens marginalizados dos centros urbanos. Isso causou reboliço e desaprovação nas classes mais abastadas e conservadoras da sociedade. Desta leva da exposição, algumas tornaram-se famosas e clássicos da pintura moderna, a exemplo da “A Estudante Russa”, “O Homem Amarelo” e “A Mulher de Cabelo Verde”.
Por conta desta exposição, foi fortemente criticada por Monteiro Lobato o que fez com que sua carreira quase fosse afetada. Por isso, deu uma pausa e retornou a pintura mudando de temática, produzindo, naturezas-mortas, retratos, paisagens e cenas populares.
Posteriormente, em 1922, participou da Semana de Arte Moderna com 22 obras, sendo uma das integrantes do Grupo dos Cinco, formado por ela, Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia.
[Fonte: Varejão do Estudante]

NORMA CULTA e LÍNGUA PADRÃO: Diferenciação

Para os linguistas, a língua-padrão se estriba nas normas e convenções agregadas num corpo chamado de gramática tradicional e que tem a veleidade de servir de modelo de correção para toda e qualquer forma de expressão linguística.
http://www.bcccv.blogspot.com
O BCCCV esclarece:


Querer que todos falem e escrevam da mesma forma e de acordo com padrões gramaticais rígidos é esquecer-se que não pode haver homogeneidade quando o mundo real apresenta uma heterogeneidade de comportamentos linguísticos, todos igualmente corretos (não se pode associar “correto” somente a culto).
 
Em suma: há uma realidade heterogênea que, por abrigar diferenças de uso que refletem a dinâmica social, exclui a possibilidade de imposição ou adoção como única de uma língua-modelo baseada na gramática tradicional, a qual, por sua vez, está ancorada nos grandes escritores da língua, sobretudo os clássicos, sendo pois conservadora. E justamente por se valer de escritores é que as prescrições gramaticais se impõem mais na escrita do que na fala. 
 
A cultura escrita, associada ao poder social, desencadeou também, ao longo da história, um processo fortemente unificador (que vai alcançar basicamente as atividades verbais escritas), que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando neutralizar a variação e controlar a mudança. Ao resultado desse processo, a esta norma estabilizada, costumamos dar o nome de norma-padrão ou língua-padrão (Faraco, Carlos Alberto, “Norma-padrão brasileira”. In Bagno, M. (org.). Linguística da norma. SP: Loyola, 2002, p.40).
 
Aryon Rodrigues (in Bagno 2002, p.13) entra na discussão: “Frequentemente o padrão ideal é uma regra de comportamento para a qual tendem os membros da sociedade, mas que nem todos cumprem, ou não cumprem integralmente”. Mais adiante, ao se referir à escola, ele professa que nem mesmo os professores de Língua Portuguesa escapam a esse destino: “Comumente, entretanto, o mesmo professor que ensina essa gramática não consegue observá-la em sua própria fala nem mesmo na comunicação dentro de seu grupo profissional” (p. 18).
 
Vamos ilustrar os argumentos acima expostos. Não há brasileiro – nem mesmo professores de português – que não fale assim:
          – Me conta como foi o fim de semana...
          – Te enganaram, com certeza!
          – Nos diz uma coisa: você largou o emprego mesmo?
 
Ou mesmo assim:
          – Tive que levar os gatos, pois encontrei eles machucados.
          – Conheço ela há muito tempo, é ótima menina.
          – Acho que já tinha lhe visto antes. 
 
Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas que têm acesso às regras padronizadas, incutidas no processo de escolarização, se exprimem desse modo, essa é a norma culta.  Já as formas propugnadas pela gramática tradicional e que provavelmente só se encontrariam na escrita [conta-me como foi / enganaram-te / diz-nos uma coisa / pois os encontrei / conheço-a há tempos / já o/a tinha visto] configuram a norma-padrão ou língua-padrão.
 
Se para os cientistas da língua, portanto, existe uma polarização entre a norma-padrão (também denominada “norma canônica” por alguns linguistas) e o conjunto das variedades existentes no Brasil, aí incluída a norma culta, no senso comum não se faz distinção entre padrão e culta.  Para os leigos, a população em geral, toda forma elevada de linguagem, que se aproxime dos padrões de prestígio social, configura a norma culta
 
Fica evidente em todas as consultas recebidas no sítio Língua Brasil que as pessoas transitam pela norma culta e norma-padrão sem fazer distinção entre as duas, pois é realmente tênue a linha demarcatória entre elas. 


Maria Tereza de Queiroz Piacentini 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

APRENDIZAGEM: Anotar para aprender

Fazer anotações na sala de aula ajuda na aprendizagem

O BCCCV informa:

Existem algumas técnicas para se aprender melhor o que o professor está ensinando na sala de aula. Uma delas é anotar todo o assunto que está sendo passado naquele momento. Mas por que isso realmente funciona? A primeira explicação é simples. Como você não consegue anotar tudo que o professor está dizendo, você tem que prestar atenção e fazer anotações das coisas mais importantes.
É aí que está o segredo: enquanto ouvimos, estamos o tempo todo realizando o trabalho mental de compreender e absorver as palavras para entender o que, daquilo tudo, é mesmo fundamental. O que for anotado é justamente o que foi processado pelo cérebro como importante.
Ao fazer uma anotação, a cabeça vaga menos. Essa ação ajuda a manter a atenção no que está sendo dito, com menos distrações. Na hora de retomar aquele assunto, de fazer a revisão, as anotações também ajudam a reconstituir a memória visual daquela aula e a relembrar a explicação do professor, de forma resumida, ressaltando os pontos-chave.
Mas atenção! Não adianta de nada você pegar o caderno do seu amigo para copiar. O aprendizado está justamente no ato de sintetizar tudo o que está sendo ouvido e transferir para o papel. Outra coisa importante: de nada adianta tirar fotos da lousa com celular ou tablet ou pegar os slides da aula. Vamos anotar, combinado?!

LEITURAS: Dicas para começar

Leituras e aventuras sobre escritas e desafios:

A primeira sugestão desta semana está pra lá de legal. Trata-se da obra A secretescrita e o desafio decifradorico, de Francisco Marques. José envia um bilhete para a família, que, ao abrir o envelope, descobre uma enigmática mensagem codificada. Agora, se quiserem que os signos do papel em suas mãos ganhem sentido, vão ter de se empenhar para decifrá-los. Em “A Secretescrita e o Desafio Decifradórico”, o leitor é convidado a participar da narrativa e desvendar os símbolos inscritos no misterioso poema de José, enquanto passeia por um universo cheio de aventuras e enigmas. Para isso, nas orelhas do livro, encontramos o famoso astrogal, um “aparelho de esconder mensagens” inventado por Enéas no século IV antes de Cristo.
secretescrita
Na sequência, ainda seguindo o tema da escrita, a indicação é a obra Por escrito, de Elvira Vigna. A prosa de Elvira Vigna ocupa um lugar único na literatura brasileira. Na contramão de tudo que soa tradicional ou corrente, a autora vem, desde o fim dos anos 1980, trilhando um caminho próprio, na criação de um universo pessoal que parece se expandir a cada romance ou conto que publica. Com uma linguagem cortante e antissentimental, e uma visão de mundo cáustica e desiludida, os personagens de Elvira caminham trôpegos por cenários de devastação afetiva, emocional e pessoal. Este Por escrito é uma história de separação. Mas engana-se quem espera encontrar aqui mulheres chorando pelos cantos da casa. As vidas de Molly, Izildinha, Valderez e das outras personagens do livro são tão inquietantes e inesperadas quanto a prosa da autora. Por escrito é também uma história de desencontros, em que as pessoas parecem não ver quem está à frente delas. E quem está presente na cena vai sumindo devagarinho sem ninguém notar. Ao nos virarmos para o lado, encontramos apenas quem não esperávamos que estivesse lá. Uma história de esperas, sem Ulisses que valham a pena. E de muitos erros.
por_escrito
Por fim, a dica é um lançamento bem divertido, Diário de um banana 11 – vai ou racha, de Jeff Kinney. A pressão só está aumentando para Greg Heffley. A única coisa que ele é realmente bom é em jogar videogames, mas seus pais querem que ele expanda seus horizontes fazendo algo – qualquer coisa! – diferente. Quando Greg encontra uma filmadora antiga em seu porão, ele acredita ter descoberto exatamente o que precisava para provar que é muito talentoso. Com a ajuda de seu melhor amigo, Rowley, ele planeja fazer um filme de terror… e ficar rico e famoso. Dessa vez, vai ou racha!! Mas será que fazer um filme é um plano inteligente? Ou seria só mais uma receita de desastres para Greg?

Palavras japonesas originárias da língua portuguesa:

RAPIDINHA:
Como é que duas línguas tão diferentes se unem em algum momento? 
Existem diversos fatores para isso. Em 1543, os Portugueses chegaram à ilha de Tanegashima, sendo os primeiros europeus a estabelecerem contato com o Japão. Durante o século XVI foi grande a influência portuguesa no país.
Os japoneses, curiosos e ávidos de conhecimento, no contato com os portugueses, passaram a ter contato com diversos produtos e técnicas que até então desconheciam. Foi com os portugueses que eles enriqueceram a sua dieta alimentar, melhoraram as técnicas metalúrgicas, de construção naval e meios de navegação. Adquiriram novas noções estéticas e diferentes estilos artísticos, a pintura a óleo, a matemática, a geografia, a engenharia, e a música; passaram a conhecer e a usar o relógio, o vidro, os espelhos e a lã; experimentaram um novo tipo de farmacêutica e medicina; conheceram um novo estilo urbanístico e importaram invenções revolucionárias como a espingarda, e com ela o uso da pólvora, e os óculos.
E na língua não foi diferente. Os português influenciaram e muito! Confira abaixo:
Algumas palavras japonesas de origem portuguesa:
Bateren (padre)
Battera (bateira)
Bidoro (vidro)
Birodo (veludo)
Botan (botão)
Buranco (balanço)
Joro (jarro)
Juban (gibão)
Karuta (carta)
Kappa (capa)
Konpeito (confeito)
Kirisutan (cristão)
Oranda (Holanda)
Orugan (Orgão)
Pan (pão)
Shabon (sabão)
Tabako (tabaco)
Tempura (tempero ou têmpuras)

O contrário também aconteceu. Temos algumas palavras no português que é de origem japonesa.
Biombo (byobu)
Catana (katana)
Caqui (Kaki)

Japoneira (ou Camélia – Tsubaki), uma das mais bonitas árvores dos jardins portugueses, é designada por japoneira, por ser uma espécie trazida do Japão no século XVI. Outra espécie de árvore existente em Portugal, nos Açores, trazida do Japão, é a Criptomeria ou Cedro Japonês.

{Fonte: Varejão Estudante}

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

SUSTENTABILIDADE: O que é?

Muito se fala em sustentabilidade. E em todos os locais: jornais, revistas, escolas, internet. Existem até reuniões com dirigentes de países para se falar sobre o tema. Como se pode ver, sustentabilidade é realmente uma coisa muito importante para as nossas vidas. Entretanto, o que seria mesmo, esta palavra tão em voga?

Atualmente, o termo é bastante utilizado para designar o bom uso dos recursos naturais da Terra, como a água, as florestas etc.. Etimologicamente, a palavra sustentável tem origem no latim “sustentare”, que significa sustentar, apoiar e conservar. O conceito de sustentabilidade está normalmente relacionado com uma mentalidade, atitude ou estratégia que é ecologicamente correta, e viável no âmbito econômico, socialmente justa e com uma diversificação cultural.
De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.
Sustentabilidade Ambiental e Ecológica: É a manutenção do meio ambiente do planeta Terra, mantendo a qualidade de vida e o ambiente em harmonia com as pessoas. O desafio da humanidade é preservar seu padrão de vida e manter o desenvolvimento tecnológico sem acabar os recursos naturais do planeta.
Sustentabilidade Empresarial: Cada vez mais as empresas se preocupam com o meio ambiente. Nas empresas, o conceito de sustentabilidade está ligado diretamente com responsabilidade social, tornou-se inclusive uma vantagem competitiva.
A sustentabilidade social: É o conceito que descreve o conjunto de medidas estabelecidas para promover o equilíbrio e o bem-estar da sociedade, através de várias iniciativas que têm como objetivo ajudar membros da sociedade que enfrentam condições desfavoráveis.

NORMA CULTA E LÍNGUA-PADRÃO

Mesmo que não se mencione terminologia específica, é evidente que se lida no dia a dia com níveis diferentes de fala e escrita. É também verdade que as pessoas querem “falar e escrever melhor”, querem dominar a língua dita culta, a correta, a ideal, não importa o nome que se lhe dê. 

 
O padrão de língua ideal a que as pessoas querem chegar é aquele convencionalmente utilizado nas instâncias públicas de uso da linguagem, como livros, revistas, documentos, jornais, textos científicos e publicações oficiais; em suma, é a que circula nos meios de comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de pesquisa e trabalhos acadêmicos. 
 
***
 
Não obstante, os linguistas entendem haver uma língua circulante que é correta mas diferente da língua ideal e imaginária, fixada nas fórmulas e sistematizações da gramática. Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o ideal: a língua concreta com todas suas variedades de um lado, e de outro um padrão ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, o que conformaria, no seu entender, uma língua artificial, situada num nível hipotético. 
 
Para os cientistas da língua, portanto, fica claro que há dois estratos diferenciados: um praticamente intangível, representado nas normas preconizadas pela gramática tradicional, que comporta as irregularidades e excrescências da língua, e outro concreto, o utilizado pelos falantes cultos, qual seja, a “linguagem concretamente empregada pelos cidadãos que pertencem aos segmentos mais favorecidos da nossa população”, segundo Marcos Bagno (A norma oculta: língua e poder na sociedade brasileira. SP: Parábola, 2003, p. 51). 
 
Convém esclarecer que para a ciência sociolinguística somente a pessoa que tiver formação universitária completa será caracterizada como falante culto (urbano).
 
Sendo assim, como são presumivelmente cultos os sujeitos que produzem os jornais, a documentação oficial, os trabalhos científicos, só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que a língua que tais pessoas falam e os textos que produzem nem sempre se coadunem com as regras rígidas impostas pela gramática normativa, divulgada na escola e em outras instâncias (de repressão linguística) como o vestibular. 
 
Isso é o que pensam os linguistas. E o povo – saberá ele fazer a distinção entre as duas modalidades e os dois termos que as descrevem?

Maria Tereza de Queiroz Piacentini