quinta-feira, 13 de outubro de 2016

SEM ERROS ORTOGRÁFICOS:

O que é a ortografia? A ortografia é um "conjunto de regras que regulam a escrita de uma língua". E escrever corretamente diz muito sobre a pessoa que escreve, pois se cometer falhas e erros ortográficos, a imagem que causará não será necessariamente boa. Embora não exista uma fórmula mágica para escrever sem erros, existem algumas técnicas e recomendações que podem ajudar a melhorar a escrita. Não importa a idade que tem nem qual o idioma em que escreve, em http://www.bcccv.blogspot.com damos-lhe alguns conselhos sobre como escrever sem erros ortográficos.

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Um dos principais conselhos que costumam ser recomendados para aprender a escrever sem cometer erros ortográficos é ler. Devemos fomentar a leitura desde a infância e ler tudo aquilo que nos aparece à frente, mas também deve tomar atenção e fixar o que lê. Para além do conteúdo do texto, deverá prestar atenção à forma como se escrevem as palavras para assim memorizar de forma inconsciente milhares de palavras.
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Por outro lado, se quer escrever corretamente, deverá aprender de cabeça algumas regras ortográficas e gramaticais. Por exemplo, no caso do português, deverá conhecer quais são as regras de acentuação para saber quando colocar o acento para a direita ou para a esquerda, ou conhecer os casos em que se escrevem com "S", "C" ou "Ç", etc.
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Outra boa maneira de praticar para não cometer tantas falhas na ortografia são os ditados. Peça ajuda a um familiar ou amigo para que lhe dite em voz alta um texto, que deverá ir escrevendo e posteriormente corrigir para ver onde falhou. Também é uma boa técnica, copiar várias vezes aquelas palavras que escreveu mal, como na escola, para tentar recordá-las da próxima vez.
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Quando escreve no processador de texto do seu computador ou até no navegador, é recomendável que tenha instalado um corretor ortográfico que marcará aquelas palavras que estão mal escritas. Deve ter em conta que o corretor omite muitos erros ortográficos, e que não pode pensar que tem um fiabilidade total e que vai ser a solução para o seu problema.
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Também deverá procurar no dicionário todas aquelas palavras que não saiba como escrever ou que o deixam na dúvida. O dicionário Priberam da Língua Portuguesa, para além da sua edição em papel, tem uma versão online que lhe permite consultar através da internet todas as palavras que pretender. Além disso, neste website pode ainda consultar as diferenças entre o português do Brasil e o português de Portugal, através da ferramenta Flip online. Deve ter isso em conta, apesar do acordo ortográfico entre os países lusófonos, ainda existem diferenças significativas na escrita dos vários países e principalmente nas expressões mais informais.
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No caso de não ter à mão um dicionário nem internet, como pode ser o caso de um exame, use sinônimos se não souber como se escreve a palavra certa. Não arrisque cometer um erro, pense um pouco e encontrará outra palavra que tenha o mesmo significado e que não tenha dúvidas de como a escrever.
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Hoje em dia, um dos principais motivos de cometer falhas na ortografia é o relaxamento no momento da escrita, por exemplo as mensagens de texto que se enviam através dos celulares (SMS) ou nos chats da internet. Embora possa utilizar abreviaturas para escrever mais rápido, é recomendável que siga as regras ortográficas também nestes casos.
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Se seguir todos estes conselhos, chegará a um ponto que poderá entreter-se à procura de falhas de ortografia nos jornais, na televisão, em textos de outras pessoas... e inclusive poderá corrigi-las. Isso será um bom sinal, uma vez que demonstrará que melhorou os seus conhecimentos e começará a ser capaz de escrever sem cometer erros ortográficos.

VERBO SUBSUMIR:

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RAPIDINHA para os advogados(as):

-- Gostaria de saber a real regência do verbo subsumir, uma vez que sempre se vê em textos, principalmente jurídicos, como transitivo indireto, posto que sua regência no Dicionário Aurélio é Transitivo Direto. Exemplo: As atitudes do réu subsumiram ao fato típico penal (no sentido de se enquadrarem no fato típico penal). Jaime Ferreira, Goiânia/GO




O culto verbo subsumir significa, na sua origem latina, “apropriar-se”. Hoje é usado com o sentido de “incluir, considerar como dependente ou como compreendido em”. Assim sendo, uma coisa maior subsume uma menor, ou uma coisa menor
é subsumida em outra maior. A subsunção implica subordinação, sujeição, perda de autonomia.

Na construção da frase sempre haverá um objeto direto, seja subsumir considerado verbo transitivo direto, como registra o dic. Aurélio, ou bitransitivo [trans.dir. e ind.], como quer o Houaiss, ou mesmo pronominal. Portanto, para ter sentido e estar correta, a frase apresentada pelo consulente teria um objeto direto, no caso o pronome se: “As atitudes do réu se subsumiram no fato típico penal”.  Vejamos outros exemplos:

Admite-se a pré-qualificação jurídica dada pelo Ministério Público toda vez que o delito imputado se encontra subsumido nos extremos do art. 278 do Código Penal.
 

Esta tese acompanha a crítica bergsoniana à psicologia, cujo intento de subsumir o humano à matéria condena ao fracasso sua pretensão de conhecê-lo.
 

À impossibilidade de subsumir a pluralidade de capitais, resta ao governo americano o keynesianismo de guerra.
 

A redação final do inciso I do art. 49 da CF, que menciona especificamente "acordos gravosos", acabou por subsumir a prerrogativa do Congresso Nacional de apreciar atos internacionais.
 

Vê-se um Japão no nascedouro da fase industrializante, aos poucos subsumido pela mundialização do capital financeiro.
 

Todo e qualquer ser conhecedor, no ato mesmo de perceber e conhecer, coloca-se diante da realidade,subsumido a determinadas leis inerentes a todos os demais seres conhecedores.



Maria Tereza de Queiroz Piacentini 

Rapidinha do VERBO SUBIR:

--- Qual a forma correta: subi em cima da mesa ou subi sobre a mesa ou subi na mesa e por quê? R.S.O., Salvador/BA




As três formas referidas são corretamente usadas. O verbo subir pode ser empregado de várias maneiras:

1. Como intransitivo: O balão está subindo. Subimos devagarzinho.
2. Como transitivo direto: Subiu a escada, subiu um muro alto.
3. Como transitivo indireto, com várias preposições (por ser verbo de movimento, a regência lógica seria com a prep. A, mas é usual no Brasil o emprego de em):

Subir ao alto, à cabeça.
Subir à mesa.   [+ culto]
Subir na mesa. [+ coloquial]
Subir em lugares altos.
Subir pela escada.
Subir a criança aos/nos joelhos.
Subir em cima da mesa.
Subir sobre a mesa.
Subir para cima da mesa e do muro.


OBS>: Só não se deve usar “subir para cima” assim sem um complemento como mesa ou muro – é pleonasmo –, pois subir já tem o significado de “ir para cima”.

Maria Tereza de Queiroz Piacentini

terça-feira, 11 de outubro de 2016

MITOLOGIA ROMANA:

De acordo com a Mitologia Romana, homens e deuses precisavam viver em harmonia e com confiança mútua. Os rituais e cultos feitos tinham como objetivo agradar aos deuses, pois toda a saúde, proteção e sucesso na guerra, amor, colheitas fartas e todas as outras coisas relacionadas à vida dos homens dependia da felicidade dos deuses.
Da mesma forma como são descritos na Mitologia Grega, os deuses romanos também possuíam características dos humanos, como sentimentos e a aparência física, mas, ao contrário daquela, os deuses não possuíam contato direto com os homens.
A religião politeísta de Roma surgiu em meados do século VIII a.C., e vigorou por muitos anos até a submissão do império romano ao cristianismo. Os deuses politeístas da mitologia romana eram muito populares e, apesar de serem imortais, tinham sentimentos, e deles dependiam toda a vida dos mortais. A Mitologia Romana estuda essa religião politeísta, que pode ser dividida em duas partes. Uma mais avulsa e mitológica, e a outra mais tardia e literária, que possui grande manifestação nas artes.
Os principais deuses romanos são:
Júpiter, o deus do dia;
Apolo, deus do sol e da medicina;
Juno, deusa protetora do casamento, parto e da mulher, de uma forma geral;
Marte, deus da guerra;
Vênus, deusa do amor e da beleza;
Diana, deusa da lua, da caça e da castidade;
Ceres, deusa da fecundidade da terra e da agricultura;
Baco, deus do vinho e da alegria.

LEITURAS infantis:

Leituras sobre poesias e obras brasileiras

A primeira de nossas dicas de leitura desta semana remete a um de nossos temas e é escrita por um grande autor: Suor, de Jorge Amado, ilustrador por Kiko Farkas, Mateus Valadares. Um casarão do Pelourinho transformado em cortiço, com suas dezenas de moradores pobres e marginalizados, é o ambiente de Suor, publicado em 1934, quando Jorge Amado tinha 22 anos. De modo cru, mas com sua característica prosa envolvente e calorosa – sempre atenta à musicalidade da fala popular -, Jorge narra um cotidiano de miséria, falta de higiene e ausência de perspectivas. Nos quartos precários do cortiço, homens e mulheres convivem com ratos e baratas e dão vazão às pulsões mais básicas. Os diversos personagens ganham em algum momento o primeiro plano do relato. Há o mascate judeu que percorreu o mundo e fala oito línguas, o homem sem braços que faz propaganda de lojas, a velha prostituta que não consegue mais arranjar freguês, o operário anarquista que vive com um gato, a costureira que sonha com um casamento para a afilhada virgem, entre outras figuras sofridas. Jorge Amado cria ao mesmo tempo um painel social e um estudo sutil dos sentimentos humanos que florescem nas situações mais adversas. Apesar da dureza do dia a dia, o humor e a solidariedade encontram frestas para se manifestar, e uma crescente consciência política se espalha entre alguns moradores do cortiço.
suor
Em seguida, a sugestão é a obra Dois dedos de poesia, de Luis Pimentel, ilustrado por Orlando. Em Dois dedos de poesia, Luís Pimentel, autor de livros infanto-juvenis, de contos, de poesia e de textos de humor, entre outros, fala da poesia com poesia. Parte de questionamentos e levanta várias possibilidades ao tentar conceituar a poesia. Várias possibilidades como a própria poesia, que permite ao leitor penetrar no reino das palavras e descobrir a beleza que o aguarda nas diferentes combinações. No entanto, tudo isso só será possível a partir do sentimento. O poeta, sensivelmente, sente e observa, sente e escreve, sente e faz poesia. E o jovem leitor poderá experimentar toda a emoção se deixar sentir e impregnar de sentimento: só rima o que sente. Simplicidade. Sensibilidade.
dedos_de_poesia
Por fim, a dica é o livro Crianças do Brasil – suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos, organizado por Jose Santos. Este livro reúne 27 histórias de infância, 27 jeitos de ver o mundo, 27 retratos do Brasil. A vida de brasileirinhos do interior e da capital, da praia e da floresta, suas lutas e seus sonhos de futuro. Com ele, o leitor é convidado a descobrir o universo de meninos e meninas dos quatro cantos do país. As histórias aqui apresentadas foram colhidas do acervo do Museu da Pessoa e trabalhadas pelo escritor José Santos, que as transformou em recontos. Cada reconto é acompanhado de três pequenos textos informativos. Um deles dá conta do destino tomado por cada personagem, enquanto os outros dois abordam questões sobre história, geografia, ecologia, política, economia e outras questões pesquisadas – dependendo do enfoque escolhido por José Santos.
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Internet - Varejão do Estudante.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

MAIÚSCULAS:

Fulano, sicrano, beltrano 

Existem três designações informais para pessoas que não se quer ou não se pode nomear: fulano, sicrano e beltrano. Não há necessidade de iniciar cada palavra com maiúscula. Aliás, o Acordo Ortográfico 2009 recomenda o uso da inicial minúscula nesses casos. Para uma referência isolada, só o primeiro termo é utilizado, às vezes acompanhado da expressão “de tal”, que estaria no lugar do sobrenome: 


 
Não vi o fulano que veio trazer a encomenda.
 
Disse o primo que ele está namorando fulana de tal.   
 
Para dois indivíduos indeterminados usa-se fulano e sicrano. Neste último, também a variante com l é usada: siclano, dada a analogia com fulano (cria-se uma rima): 
 
Tentaram subornar fulano e siclano
 
Há controvérsia em relação à ordem em que devem ser ditos os três nomes: “fulano, sicrano e beltrano”, no entendimento de Celso Luft; “fulano, beltrano e sicrano”, de acordo com outros.
 
Quanto à origem das palavras, registra-se que:
 
Fulano vem do árabe “fulān”, que significa “certo (indivíduo)”, isto é, uma certa pessoa, um determinado indivíduo, alguém. Variantes: fulão e fuão, forma sincopada e adaptada de “fulan(o)”. No português arcaico se encontra a grafia foão.
 
Beltrano veio provavelmente do nome próprio Beltrão, com o final modificado para rimar com fulano. Segundo o filólogo João Ribeiro, trata-se de nome usado nos romances de cavalaria como pessoa indefinida.
 
Sicrano tem origem bastante vaga. Nos dicionários de etimologia se encontram várias hipóteses: pode ser que venha do latim “securu” (seguro), numa mistura final com fulano e beltrano; ou pode ter ocorrido o desfiguramento de algum nome próprio; ou mesmo pode ter sido criado por analogia às formas usadas em espanhol, zutano e citano, originárias do latim “scitu” (sabido, conhecido).
 

Maria Tereza de Queiroz Piacentini 

QUAL A DIFERENÇA? usurário E usuário? Quadriênio e quatriênio?

Quadriênio = quatriênio
 
A cada quadriênio/quatriênio é feita a renovação da nossa diretoria através do voto secreto de todos os associados.
 
Quadriênio (período de quatro anos) é a forma original, do latim, e quatriênio é variação brasileira.


 
 
> Usurário, usuário
 
Comporta-se como um usurário, apesar do dinheiro que acumula nos bancos.
 
Os usuários das linhas intermunicipais ficaram revoltados como o novo aumento das passagens.
 
Chama-se usurário ao mesquinho, avaro, pão-duro. É também assim denominado o popular agiota, aquele que usura, isto é, que empresta dinheiro com juros exorbitantes. Usuário é quem usa, desfruta ou se beneficia de alguma coisa.

Maria Tereza de Queiroz Piacentini