sexta-feira, 11 de junho de 2010

VIVA O nacionalismo!

"O cupuaçú é nosso!"
Será!?!
Assim, vamos perdê-lo.
Defendamos a produção brasileira e as mudanças ortográficas.
Entretanto, NÃO HOUVE MUDANÇAS em relação ÀS PALAVRAS OXÍTONAS, isto é, todas as oxítonas terminadas em "i" e "u" não são acentuadas.
A única exceção é quando formam hiato com a sílaba anterior.
Exemplo: Nas marges do Rio Jaú (hiato a/ú), no Amazonas, vê-se árvores de cupuaçu (sem acento).

PORTANTO: O correto é > O CUPUAÇU É NOSSO!

terça-feira, 8 de junho de 2010

DICA ESPERTA:

INTERNETÊS, qual é o limite?

  • A internet é uma realidade inconteste com alguns aspectos positivos.
  • A linguagem é adotada, principalmente pelos jovens, quando estão "plugados".
  • Entendo que o objetivo de tais sinais seja tornar mais rápida a comunicação. Entretanto, é preocupante se esse recurso extrapolar o meio virtual. Na escola, por exemplo, não se  pode permitir que uma redação seja escrita em internetês.
  • É preciso bom senso, principalmente daqueles que têm por obrigação orientar os filhos, os netos e os alunos, enfim, os mais novos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

DICAS ESPERTAS DE REDAÇÃO: Dissertativa

Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence ao grupo dos textos expositivos, juntamente com o texto de apresentação científica, o relatório, o texto didático, o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não está preocupado com a persuasão e sim, com a transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo.
Os textos argumentativos, ao contrário, têm por finalidade principal persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor a respeito do assunto. Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e modifica seu comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo.
O texto dissertativo argumentativo tem uma estrutura convencional, formada por três partes essenciais.

Introdução

Que apresenta o assunto e o posicionamento do autor. Ao se posicionar, o autor formula uma tese ou a idéia principal do texto.
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades complementares diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente “sérios” , o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro, ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.(tese)

Desenvolvimento

Formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Normalmente,  em cada parágrafo, é apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações entre situações, épocas e lugares diferentes, pode também se apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializadas no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas, alusões históricas.
O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com sua tragédias, Sófocles e Eurípides não visavam apenas à diversão da platéia mas também, e sobretudo, pôr em discussão certos temas que dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo Rei)? Poderia uma mãe assassinar os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores místicos, baseados na tradição religiosa, para os valores da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos para a civilização grega. “Ir ao teatro”, para os gregos, não era apenas uma diversão, mas uma forma de refletir sobre o destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia, drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertold Brecht, por exemplo, um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas peças tiveram um papel essencial pedagógico voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao representar situações de nossa própria vida – sejam elas engraçadas, trágicas, políticas, sentimentais, etc. – põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real, muito além dos palcos e dos camarins.

Conclusão

Que geralmente retoma a tese, sintetizando as idéias gerais do texto ou propondo soluções para o problema discutido. Mais raramente, a conclusão pode vir na forma de interrogação ou representada por um elemento-surpresa. No caso da interrogação, ela é meramente retórica e deve já ter sido respondida pelo texto. O elemento surpresa consiste quase sempre em uma citação científica, filosófica ou literária, em uma formulação irônica ou em uma idéia reveladora que surpreenda o leitor e, ao mesmo tempo, dê novos significados ao texto.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem, é inegável. A escola sempre teve muito a aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano.      (conclusão)
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao teatro! (elemento-supresa)
(Teatro e escola: o papel do educador: Ciley Cleto, professora de Português).
Atenção: a linguagem do texto dissertativo-argumentativo costuma ser impessoal, objetiva e denotativa. Mais raramente, entretanto, há a combinação da objetividade com recursos poéticos, como metáforas e alegorias. Predominam formas verbais no presente do indicativo e emprega-se o padrão culto e formal da língua.

O Parágrafo

Além da estrutura global do texto dissertativo-argumentativo, é importante conhecer a estrutura de uma de suas unidades básicas: o parágrafo.
Parágrafo é uma unidade de texto organizada em torno de uma idéia-núcleo, que é desenvolvida por idéias secundárias. O parágrafo pode ser formado por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. No texto dissertativo-argumentativo, os parágrafos devem estar todos relacionados com a tese ou idéia principal do texto, geralmente apresentada na introdução.
Embora existam diferentes formas de organização de parágrafos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns gêneros jornalísticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste em três partes: a idéia-núcleo, as idéias secundárias (que desenvolvem a idéia-núcleo), a conclusão. Em parágrafos curtos, é raro haver conclusão.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

DÚVIDA CRUEL - O BCCCV responde:

SEGUIR(-SE), VENCER(-SE), REQUERER






--- O verbo seguir, no sentido de vir a seguir, na sequência do texto, é reflexivo? E o verbo vencer, no sentido de chegar o dia de pagamento: é reflexivo? Celso L. B. Fernandes, São Paulo/SP





Antes de tudo, gostaria de aproveitar para explicar que todos esses verbos que aparecem acompanhados de um pronome oblíquo átono [me, te se, nos, vos] se chamam verbos pronominais. Existem alguns essencialmente pronominais, que não se usam sem o pronome, como queixar-se, arrepender-se, apiedar-se, indignar-se, suicidar-se, orgulhar-se, apoderar-se, atrever-se etc. O “se”, nesses casos, não tem nenhuma função sintática.





Há verbos transitivos diretos que são eventualmente pronominais, usados com os referidos pronomes átonos ou clíticos para indicar





- reflexibilidade (o sujeito pratica e recebe a ação verbal):



A velhinha se penteia com a mão esquerda.



Na briga entre as gangues, Pierre e Pedro se machucaram bastante.



Tu te esquentas à toa, rapaz!



Eles gostam de se mostrar, de se exibir...





- reciprocidade (um ao outro, mutuamente):



Cleusa e Carlos se estimam e se tratam como irmãos.



No Natal e Ano-Novo nós nos cumprimentamos por e-mail.





O verbo SEGUIR no sentido de "vir na sequência, vir depois, continuar, prosseguir, suceder" pode ser intransitivo (usado sem pronome) ou pronominal: "as informações que seguem" ou "as informações que se seguem". É também intransitivo com o significado de “estar próximo”. Exemplos:





Na foto, segue o autógrafo do cantor.



Seguem com este minhas recomendações para sua família.



Não se preocupe: o cheque seguirá junto.



Leia atentamente as instruções que seguem (abaixo).





O verbo VENCER não é pronominal quando usado no sentido de expirar, terminar – ao menos no Brasil de hoje e conforme estatística de corpus linguístico realizada recentemente, a qual não detectou construções do tipo “a fatura se vencerá”, mas sim “a fatura vencerá”, em que vencer é verbo intransitivo:





O prazo vence na segunda quinzena de agosto.



As promissórias estão vencendo hoje.



Os títulos venciam no banco e eles nem aí...





Devo acrescentar que alguns dicionários, contudo, registram a possibilidade de se empregar o verbo vencer pronominalmente em tal acepção: “o prazo se vence no dia 10”. Esta não seria portanto uma forma incorreta, mas sim desusada.





--- Quanto a requerer que o juiz arbitre os honorários, eu me expresso da forma a seguir mencionada, mas não tenho certeza se está correto: requeiro o arbitramento dos honorários advocatícios. V.L.B., Sorocaba/SP





Está correto, porque o verbo requerer não se conjuga pelo verbo querer, embora haja algumas formas semelhantes. Assim, dizemos: eu quero, ele quer, nós queremos; mas eu requeiro, ele requer, nós requeremos. Veja também a diferença no passado (pretérito perfeito): eu quis, ele quis, quisemos, quiseram; mas eu requeri, ele requereu, nós requeremos, eles requereram.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

BARBARIDADE DA LÍNGUA PÁTRIA:

RESPEITAR OS DIREITOS HUMANOS É CONDIÇÃO SINE QUA NON DE TODOS OS CIDADÃOS BRASILEIROS.


  • E o plural de SINE QUA NON?
  • SINE QUA NON é uma expressão latina.
  • Quer dizer condição indispensável. Procure usá-la só no singular.
  • Se seu recado referir-se a mais de um ser, não empregue a expressão. Use a Língua Portuguesa rica de cada dia.
=> Conhecer os direitos dos cidadãos e colaborar para que sejam cumpridos são condições indispensáveis para...

sábado, 22 de maio de 2010

DÚVIDA CRUEL: O BCCCV informa.

  • NA PRÓXIMA E/OU 
    NESTA SEMANA


--- Sempre vi a expressão e/ou (com barra), mas ultimamente tenho visto e,ou (com vírgula) e, às vezes, sem barra e sem vírgula. Afinal, devo usar barra, vírgula ou não usar nenhum dos dois (Ex. As pessoas e ou coisas são fundamentais...) P. R. Ribeiro, Lavras/MG

Não existe manifestação oficial sobre a grafia de e/ou, talvez porque seja um anglicismo. Entretanto a convenção ainda é usar a barra, havendo uma leve tendência a eliminar qualquer traço entre as duas conjunções [e ou]. Vírgulas entre elas, jamais.

--- É necessária a utilização de e/ou quando se deseja apresentar alternativas não mutuamente exclusivas? Ronaldo Nogueira, Fortaleza/CE

Tem havido, infelizmente, um abuso de e/ou, quando bastaria empregar a conjunção ou para denotar exclusão e a conjunção e para alternativas que não necessariamente se excluem. Vamos a casos reais, formulados por consulentes:
 
1) Favor indicar nome de um escritor negro e/ou mulato.
    ERRADO. O indivíduo não é negro e mulato ao mesmo tempo, portanto o “e” está sobrando. São alternativas mutuamente excludentes. O correto é: “um escritor negro ou mulato”.

2) Pode tomar chá e/ou café.
    ERRADO. Basta o E: pode tomar chá e café. A escolha está implícita: sei que posso tomar chá e, se quiser, café. Só se um excluísse realmente o outro se usaria “ou”, isto é, quem tomasse café não poderia tomar chá, e vice-versa.
 
3) Fico grato se você puder me responder e/ou mandar material sobre o assunto.
    CORRETO. Com isso o leitor quer dizer que é grato em qualquer situação: se eu apenas responder; se eu apenas mandar o material (sem responder); se eu responder e além disso mandar o material.

Vê-se, então, que só deve usar e/ou quem deseja deixar claríssimo que se trata de três situações distintas. Mas nem sempre isso é fundamental. Na maioria dos casos, até mesmo neste último exemplo, as opções ficam implícitas apenas com o uso de ou.

--- Quando me refiro a uma data seguida da expressão próxima, estou dizendo que o fato ocorrerá na mesma semana? Por exemplo: se digo numa quarta-feira (27/2): a reunião ocorrerá na próxima sexta-feira. Estou dizendo que a reunião ocorrerá no dia 1º/mar ou no dia 8/mar? Sheila Schreck, São Leopoldo/RS

Em princípio, o entendimento de próximo é exatamente o dia mais perto, o da mesma semana, que no caso do exemplo seria dia 1º de março.  Mas algumas pessoas poderiam entender “próximo” o que vem depois da semana corrente. Aí se trataria do dia 8 de março. Por isso, é preciso cuidado para não se criar nenhuma ambiguidade; deve-se colocar no texto uma indicação mais precisa, como a data, caso em que a palavra próximo fica como reforço:

Teremos uma reunião na segunda-feira 13.
A reunião será realizada na próxima sexta-feira (1º de março).

Observe que este/esta ou neste/nesta não deixa margem a dúvida:

A reunião ocorrerá excepcionalmente neste domingo.
Nesta quinta-feira haverá uma palestra e na próxima faremos a reunião.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

LOUVAR "O" ou "AO" SENHOR?

  • Quem louva louva alguma pessoa ou alguma coisa. Em muitos hinos religiosos, porém, aparece a frase "louvar ao Senhor". É natural que surja a dúvida: Ela é correta?
  • É, sim. Normalmente, o verbo responde à pergunta: louvar que pessoa? Louvar o Senhor.
  • Gramaticalmente, no entanto, verbos que pedem complemento sem preposição (transitivos diretos) podem ser usados com preposição (transitivos indiretos) antes de alguns tipos de palavras. Um desses casos ocorre com Deus e seus equivalentes. Por isso, louvar ao Senhor, como se diria louvar a Deus, amar a Deus, louvar ao Criador, amar ao Criador. 
  • Repare que se diz eu amo aquela mulher. Com Deus, porém, o usual é amar a Deus.
  • Também é comum o emprego da preposição a com quem, todos e ambos: Não sabia a quem escolher./ Conhecia a todos./ Procurava a ambos.